Sábado, 6 de Novembro, 2010


É necessário começar já a abastecer a casa de mantimentos e a limpar os abrigos anti-aéreos?

Governo preparado para resistir ao FMI pelo menos por 2 meses

Se o ridículo matasse…

Não quererão antes dizer que querem ganhar tempo antes de se declararem incompetentes?

Espanha, Grécia e Portugal na mira da China

Comprar dívida para ajudar o euro e reunir apoio político

Para os países periféricos do euro, a compra da sua dívida pública pela China é um sinal de confiança que a segunda maior economia do mundo envia aos mercados internacionais e que pode pressionar uma descida dos juros dos títulos espanhóis, gregos ou portugueses. Mas, para a China, a história vai além do altruísmo.

Trabalhar com os alunos ou preencher papelada?

Reconheço publicamente que frequentei e concluí o Curso do Magistério Primário ( de 1975 a 1978 – a primeira vez que o curso teve a duração de 3 anos), sem o mínimo desejo de ser professora.

Mas, como a maioria dos colegas de então, após a conclusão do 7 º ano liceal, de um ano de serviço cívico ( sem ganhar nada) e da incerteza sobre a abertura dos cursos universitários, lá me enfiei no único local possível, para prosseguimento de estudos.

Este arrazoado inicial com que vou maçando a malta, serve para afirmar que, apesar das circunstâncias descritas, desde que iniciei a carreira ( 1979/1980) até hoje, estive e estou de alma e coração na sala de aula. Lá, esqueço tudo: problemas pessoais e até de saúde.

Passaram-se todos estes anos e vejo-me agora forçada a ser uma autêntica burocrata. Há que preencher PAA, PCT, relatórios, portefólios  ( são a última moda) e grelhas de tudo o que vem à cabeça desocupada dos iluminados do M.E. ou das DREs.

Já fui até aconselhada a “entreter” a turma com “ qualquer coisita”, para me poder dedicar à papelada. É que o dia só tem 24 horas !

Não estou pelos ajustes ! Com 53 de idade e muitos anos de ensino, sinto-me exausta e desanimada, mas continuo a querer para os meus alunos o que desejo para os meus filhos : serem cidadãos preparados para a vida ! Os papéis que esperem !

Se os ditos iluminados não me aceitarem, proponham-me para a reforma.

Se se sentirem ofendidos com a verdade, ponham-me atrás das grades: passar uns tempos de boa vida, com comida e dormida de graça, com algum eventual subsídio, televisão com todos os canais e a última novidade – jogos de playstation!

Isso é que era um grande favor !

M. Deus  Repolho  — Leiria

Director de escola do Porto afastado por agredir aluno

O director da Escola Secundária Garcia de Orta, no Porto, Artur Rocha, foi afastado do cargo e suspenso da actividade lectiva, por ter agredido um aluno que frequentava o 8.º ano de escolaridade, dentro do seu próprio gabinete, em Abril passado. As sanções, inéditas no ensino público em Portugal, foram aplicadas pela Inspecção-Geral de Educação (IGE), na sequência do processo disciplinar que lhe foi instaurado pela Direcção Regional de Educação do Norte, após duas queixas.

Embora Artur Rocha sempre tenha negado as agressões, os factos foram presenciados por dois docentes da escola, um dos quais se encontrava nessa altura no gabinete do director. O aluno terá sido chamado ao gabinete de Artur Rocha, depois de ter passado pelo exterior de uma sala de aula onde decorriam actividades lectivas, soltando o seguinte comentário: “Esta escola é uma merda!” O director encostou-o à parede, apertando-lhe os testículos. Os gritos e o barulho fizeram-se ouvir e terão alertado uma outra professora que se encontrava numa sala ao lado e que acabou por presenciar os factos. Ao que garantiram ao PÚBLICO, o estudante, de 13 anos, deixou de ir às aulas no próprio dia dos acontecimentos e nunca mais regressou. Hoje frequenta uma escola de Matosinhos.

Novembro de 1983 (chuifff… não tenho o nº 1)

nas sextas sem luar é má altura para colocar postes.

Foi ela que disse. E eu tive que ouvir.

Lou Reed, Coney Island Baby

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