Directores vão ter de ‘corrigir’ antecessores

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“As decisões agora questionadas não foram tomadas por estes directores”, lembrou ao DN Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional de Dirigentes de Agrupamentos e Escolas Públicas. Ou seja, os responsáveis das escolas que decidiram propor a progressão dos colegas, que agora poderão ser consideradas indevidas e corrigidas, foram entretanto substituídos pelos directores.

“Na dúvida, admito que alguns professores tenham sido beneficiados. Mas as leis prestam-se a várias interpretações”, afirmou o director, sublinhando que essas situações que não estão conformes “devem ser corrigidas”. No entanto, acrescenta, “penalizar os directores que tomaram essas decisões, quando não houve esclarecimentos suficientes, não faz sentido.”

Adalmiro Fonseca confessa não gostar “quando se ameaça as pessoas assim”, sublinhando que o “tom” das circulares, no que se refere às consequências para os directores, não é o “mais adequado”.

Colocar a responsabilidade da rectificação e da restituição das remunerações nos novos directores também é considerado inaceitável pelos sindicatos de professores. Lucinda Manuela, da Federação Nacional de Educação (FNE), também considera que, perante este discurso, “nenhum director vai deixar de dar seguimento às instruções da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação”.

Nota-se a solidariedade a estalar. Para além de que muitos directores são antigos PCE.