Segunda-feira, 1 de Novembro, 2010


Morrissey, Everyday Is Like Sunday

This is the coastal [country]
That they forgot to close down
Armageddon – come Armageddon!
Come, Armageddon! Come!

Aguentem-se… é a semana do Steven Patrick… a solo ou acompanhado.

A covert war on schools

Behind Gove’s new agenda, the state school system is being persistently undermined – which is why we have launched our new campaign.

Mais materiais comprometedores no Correntes.

… não dá para disfarçar a alegria.

Pronto, Buli, a tua é a mais… Enquanto o Jacques pensa que…

 

Faltas assinaladas pelos presentes ao Brincalhão, João Paulo Maia e Lelé Batita, mais acompanhantes dos três por razões que vamos atribuir à intempérie até apresentação de desculpa plausível.  A Caneta teve falta justificada por distúrbio direccional (foi para o Santa Isilda, o filho do Alcanena). Eu cheguei para a conversa e até me esqueci do café que me teria feito falta, atendendo às caipirinhas e caipiroskas posteriores.

Fotos da Ana Silva

tableau d’honneur

Há uns dias abordei o assunto. Hoje recebi um mail a propósito do mesmo assunto que passo a transcrever, reservando a identidade do remetente:

Boa noite,
Como o Paulo saberá, no penúltimo concurso entraram bastantes docentes para o QND e “frequentaram” a dita profissionalização em serviço.
Entretanto foi publicado o novo (velho) ECD, da sua leitura muitos entenderam que este docentes deveria iniciar a sua carreira no índice 167… mas não a DGRHE…
O artigo 10º, n.º 10 das Disposições Finais e Transitórias do DL15/2007 explicita univocamente, o que acontece aos professores que se encontravam na profissionalização em serviço à data da publicação. Se o legislador entendesse que tivessem tratamento igual aos do n.2 te-lo-ia explicitado!
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Veja a interpretação da DGRHE!
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Estes docentes foram esquecidos pelos sindicatos e pelas negociações. Advinhe porquê e as consequências.
Um abraço

Li que a Fenprof vai amanhã a caminho da 5 de Outubro por causa das já famosas circulares da DGRHE. E vi a dirigente da FNE Lucinda Dâmaso demonstrar preocupação pelas eventuais consequências das ditas cujas.

Pois…

O problema é que a cada novo ECD se verificou a elaboração de sofisticadas regras de transição, umas transitórias, outras não, que tornaram a passagem de cada estrutura da carreira docente para outra (da de 98 para a de 2007, da de 2007 para a de 2009 e agora da de 2009 para a de 2010, ainda por aclarar) um paraíso para os hermeneutas da alínea.

Ora o que eu não entendo, por escassez minha de alcance intelectual, é porque em sede de tanta negociação realizada durante o idílio vivido entre o ME e alguns sindicatos até à primeira metade deste ano, não se estabeleceu claramente a única regra admissível.

Todo o tempo de serviço efectivo prestado pelos docentes dos quadros deve ser contabilizado para a sua progressão, e posicionamento na carreira com a excepção (mesmo assim dolorosa e dolosa) do tempo de congelamento.

Qualquer outra regra significa a legalização/aceitação de um surripianço objectivo de tempo de serviço ou uma espécie de congelamento informal da carreira.

A mim parece-me claro. Escuro parece-me que tenham existido outros entendimentos. Quanto ao resto, a caravana deve continuar a passar enquanto as circulares da DGRHE circulam.

No site da Fenprof encontra-se esta imagem:

Eu juro por alma dos meus mais antigos Cavaleiros Andantes que esta é daquelas coisas que me vão fazer ganhar um inferno cheio de carlosmarques e santosvargas a queimarem-me a pele e o pêlo, mas é impossível não relembrar.

Já me estou a fustigar pela maldade, mas era impossível, a sério que era impossível resistir sem que ficasse com coceira pelo corpo todo até ao fim da próxima semana.

De qualquer maneira, acho que é maior o alarmismo do que o fogo. Agora que a DGRHE se portou ao nível da parte mais indecorosa do mandato da anterior equipa do ME, isso é verdade.

Quanto aos documentos, parecendo que não estão disponíveis online em mais lado nenhum, ficam aqui as ligações: uma, outra.

Este homem deveria ser engenheiro, tantas as pontes que gosta de enunciar…

Francisco Assis: “Sócrates e Passos Coelho deveriam falar mais vezes

E penso que, atendendo a declarações anteriores, Assis se voluntarie para terceiro presente.

Documento que circula por mail: Fundacao Cidade de Guimaraes.

Caro Senhor Paulo Guinote,

Estamos a desenvolver a iniciativa “O Desporto e o Mar” com diversos parceiros, no Funchal.
No dia 3 de Novembro de 2010, quarta-feira, decorre o evento que envolve alunos da Escola Horácio Bento de Gouveia.
Sugerimos que dê uma vista de olhos neste espaço: http://projectos.madeira-edu.pt/odesportoeomar.
Cumprimentos,
André Fernandes da Cunha

A professora é brava

Eu ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente a nova professora da minha filha mais velha, mas já gosto dela por antecipação. Três dias depois de ter entrado para a primária, a Carolina declarou solenemente: “A minha professora é brava”. Brava?!?, perguntei eu. “Sim, brava. Ela não me deixa espreguiçar, ela não me deixa bochechar [a Carolina queria dizer ‘bocejar’], ela não me deixa beber água [a Carolina queria dizer ‘ela não me deixa interromper a aula para fazer o que me apetece’]. É muito brava”.

Eu, que estava com algum receio de colocar a Carolina no ensino público, respirei de alívio. “Ufa, parece que lhe saiu a professora certa”, comentei com a minha excelentíssima esposa. Receava que lhe tivesse calhado alguém que falasse com ela como a ministra Isabel Alçada falou connosco no famoso vídeo de início do ano lectivo: como se o nosso cérebro estivesse morto e todo o acto de aprendizagem tivesse de ser um desmesurado prazer.

A Carolina vinha de um infantário fantástico, que tem feito maravilhas pelos nossos filhos, mas onde era mais mimada do que o menino Jesus no presépio. Ora, chega uma fase na vida em que as crianças têm de perceber o que significa a disciplina, o esforço, a organização, o silêncio, o saber estar numa sala de aula, e toda uma vasta parafernália de actividades que não são tão agradáveis como comer Calippos de morango ou gerir o guarda-roupa das Pollys – mas que ainda assim são essenciais para viver em sociedade.

A minha filha está na idade certa para aprender que tem a obrigação de gastar 20 minutos diários a fazer o trabalho de casa. Para perceber que uma irmã mais velha tem mais privilégios mas também mais deveres do que os seus irmãos. Para compreender que com muito poder vem muita responsabilidade (sábias palavras do tio do Homem-Aranha). É essencial que estes valores – que atribuem o devido mérito à liberdade e ao esforço individual – estejam alinhados entre a casa e a escola.

Isso nem sempre acontece. A nossa escola passou num piscar de olhos da palmada no rabo à palmadinha nas costas. Ninguém tem saudades da palmatória, mas quando perguntam aos pais o que eles mais desejam para a escola dos seus filhos, a resposta costuma ser esta: regras claras e maior exigência. Os professores bravos fazem muita falta. Hoje a Carolina protesta. Amanhã irá agradecer-lhe.

O provincianismo nacional no seu melhor. Um jornalista alemão traqueja e a pátria política nacional abana.

Jornal alemão diz que “chaves da governação” estão nas mãos de Passos Coelho e não de José Sócrates

«Chaves da governação» nas mãos de Passos Coelho

O matutino alemão Frankfurter Allgemeine afirma hoje que «quem tem na mão as chaves da governação em Portugal» já não é José Sócrates, mas sim Pedro Passos Coelho, num perfil sobre o líder do PSD.

Jornal alemão diz que “chaves da governação” estão nas mãos de Passos Coelho

O matutino alemão Frankfurter Allgemeine afirma hoje que “quem tem na mão as chaves da governação em Portugal” já não é José Sócrates, mas sim Pedro Passos Coelho.

«É Passos Coelho quem tem na mão as chaves da governação em Portugal»

Jornal alemão diz que líder do PSD «terá de escolher entre a peste e a cólera», se deixar passar o Orçamento do Estado.

Aguardo, com moderada curiosidade, a peça do Tribuna de la Habana confirmando que é Jerónimo de Sousa quem tem a gazua da nação portuguesa. Quanto a Louçã, certamente que tem a chave de qualquer coisa, mas falha-me onde possa aparecer a notícia lá fora. A New Left Review será suficientemente heterodoxa?

São os novos tempos… No Facebook é que está a dar… sempre se dão beijinhos e abraços na falta de…

Passos Coelho avisa: “O pior ainda está para vir”

O líder do PSD justificou no facebook o entendimento com o governo. Diz aos portugueses que o futuro “é estreito” mas que os portugueses não devem entrar em “pessimismo”. Na Terça-feira, reúne-se com os deputados do PSD, antes do início do debate do OE.

Não basta ter, aquilo não passa de uma calculatrix.

 

Existe um decreto lei que regula as subidas de escalão dos professores do ensino básico e secundário.

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Este decreto lei tem sido interpretado das formas mais diversas pelas escolas.

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O Ministério da Educação decidiu enviar para as escolas a sua interpretação do decreto lei (provavelmente redigido pelo próprio ministério).

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No editorial do Público comenta-se que esta interpretação de nada vale e o que vale é a interpretação de juristas idóneos.

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Resumindo: podemos passar sem os tribunais. Sempre se cortava na despesa.

Construções, em tempo, muitos pontos.

Primal Scream, Beautiful Future

Mas à noite começa mesmo a semana do Estevão Patrício.

Claro que pode. Mas eu não acredito que fortes convicções se abalem com meras sondagens.

Maioria dá OK à greve mas não tenciona aderir

O mais grave é não perceber as razões disto. O mais grave é continuarmos a pensar que o inferno são apenas os outros e não todos nós, a começar pelas péssimas cúpulas (começo a hesitar em chamar-lhe elites…) de que dispomos, seja na governação, oposição ou contestação.

O mais grave é o divórcio quase total entre decisores e executantes das pretendidas decisões.

Isto coloca-se no plano político, mas não só.

O abstencionismo eleitoral, não é num fenómeno isolado. É algo que decorre do abstencionismo social, que não é contrariado pela bravata em conversas de café ou comentários em sites de jornais ou blogues.

O que também é grave é que quem – como no passado – tente de algum modo que as pessoas e organizações reflictam sobre isso, para agirem de forma convicta e livre de pressões, sejam acusadas de serem inimigas disto ou daquilo.

O que é grave é que, mal as costas folgam, certas organizações – nomeadamente os sindicatos – pensem que já tudo voltou à normalidade e que a coreografia pode seguir de novo.

Não, as circunstâncias mudaram e era bom que as rotinas e automatismo fossem revistos e também mudassem.

Mas quem está instalado no sistema, nem que seja como profissional da contestação, tem dificuldades em reconhecer que o sistema mudou debaixo dos seus pés e que pode restar apenas o vazio.

Nestes casos, como em 2005-07 no do sindicalismo docente, a queda é abrupta. Em tempos, foram salvos da queda completa pelas bases.

Mas não souberam retribuir.

É tempo de, de uma vez por todas, merecerem o respeito e apoio dos representados. Porque a generalidade dos políticos já os perderam.

O vazio está aí.

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