Quarta-feira, 29 de Setembro, 2010


Porque me apetece ouvi-la, no matter what…

Jans Lekman, The Opposite of Hallelujah

Se quiserem ao vivo, fica aqui uma versão razoável.

I picked up a seashell
To illustrate my homelessness
But a crab crawled out of it
Making it useless

And all my metaphors fell flat
Down on the rocks where we sat
She asked where are you at?

But sister, it’s the opposite of hallelujah
It’s the opposite of being you
You don’t know ‘cause it just passes right through you
You don’t know what I’m going through

A introdução é verdadeiramente memorável

A análise detalhada  desta declaração tem aspectos muito curiosos, desde o uso inicial da primeira pessoa, passando em seguida para o plural, para o governo, o país e os portugueses…

Ou seja, uma sequência interessante, do ponto de vista das prioridades…

Recolha do Livresco:

.
400 Asas:

Miseráveis

Corta-Fitas:

Incompetência total

Delito e Opinião:

Alguém falou em credibilidade?

Economia Portuguesa:

Um lugar no livro da pequena história de Portugal

Era mais um Fino:

Obrigado pelo aumento de impostos (II)

Macroscópio:

Governo quer subir IVA para 23% e cortar salários da função pública

Marcha do Vapor:

Perdoai-lhe Senhor

Midnight Telegrapg:

IVA: 23% de razões para não votar no Bloco Central

O Insurgente:

Orçamentos … (2)

Platonismo político:

O dia do saque fiscal

O povo tem que sofrer as crises como o governo as sofre.

O tal que adora o falso deus. Não têm emenda estes socialistas de vão-de-escada, tudo isto continua ópera bufa.

Mas não, não me rio.

Principais medidas para o OE 2011 e reforço da execução orçamental de 2010

(…)

Para a redução da despesa, em 2011, o Governo decidiu:

  • Reduzir os salários dos órgãos de soberania e da Administração Pública, incluindo institutos públicos, entidades reguladoras e empresas públicas. Esta redução é progressiva e abrangerá apenas as remunerações totais acima de 1500 euros por mês. Incidirá sobre o total de salários e todas as remunerações acessórias dos trabalhadores, independentemente da natureza do seu vínculo. Com a aplicação de um sistema progressivo de taxas de redução a partir daquele limiar, obter-se-á uma redução global de 5% nas remunerações;
  • Congelar as pensões;
  • Congelar as promoções e progressões na função pública;
  • Congelar as admissões e reduzir o número de contratados;
  • Reduzir as ajudas de custo, horas extraordinárias e acumulação de funções, eliminando a acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação;
  • Reduzir as despesas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente com medicamentos e meios complementares de diagnóstico;
  • Reduzir os encargos da ADSE;
  • Reduzir em 20% as despesas com o Rendimento Social de Inserção;
  • Eliminar o aumento extraordinário de 25% do abono de família nos 1. º e 2.º  escalões e eliminar os 4.º e 5.º escalões desta prestação;
  • Reduzir as transferências do Estado para o Ensino e sub-setores da Administração: Autarquias e Regiões Autónomas, Serviços e Fundos Autónomos;
  • Reduzir as despesas no âmbito do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC);
  • Reduzir as despesas com indemnizações compensatórias e subsídios às empresas;
  • Reduzir em 20% as despesas com a frota automóvel do Estado;
  • Extinguir/fundir organismos da Administração Pública directa e indirecta;
  • Reorganizar e racionalizar o Setor Empresarial do Estado reduzindo o número de entidades e o número de cargos dirigentes.

Pascal Não Previu A Pressão Dos Mercados

ACORDO CENTRAL

Fundo de pensões da PT ‘paga’ submarinos

PT “salva” défice de 2010

Medidas PS afectam directamente todos os professores (dos quadros)

Esta é daquelas que, se calhar, nem ao MST lembraria:

Perguntas inconvenientes

Os professores vão ter uma redução do salário que vai dos 3% aos 10%. E os jovens professores reformados não vão ter corte? É isto a justiça do socialismo?
Os jovens professores de 52 anos de idade que se reformaram com 3000 euros mensais não vão ter corte na pensão e os professores que estão ao serviço vão ter de trabalhar até aos 65 anos (provavelmente até aos 70 anos) com cortes sucessivos no salário?
.
Sei lá.., esta de querer nivelar pela mediocridade mete-me impressão… a menos que os 3000 sejam um número fetiche por aí…
Mas, já agora, alguém conhece alguém nestas condições, que só tenha sido professor, sem outras funções?

Schalke 04,  2 Benfica,  0

Agora é que o Sócrates está mesmo escafedido

.. mas eu só percebi que nem carne, nem peixe.

Por desditosa ironia do destino, está-me atribuída a função de recriar o discurso de José Relvas na manhã do 5 de Outubro de 1910, na varanda dos Paços do Concelho de Lisboa, para as actividades de comemoração da efeméride na minha escola.

Imaginem o espírito em que a coisa está a ser feita…

Nunca poderei agradecer devidamente ao Carneiro por me ter enviado isto mesmo a tempo!

Por mim, qualquer noção de ADD está defunta e enterrada, assim confirmem no Parlamento o congelamento das progressões em 2011, em cima da redução salarial e ainda aumento de impostos.

Vão-se catar!

  • Ao que parece não aumenta o IVA para o meu vício: livros e revistas!
  • Se eu ganhasse 3000 euros como outros, o corte era maior!

O engenheiro está a falar na primeira pessoa.

Silêncio. Vamos escutar O rosto é solene. A palavra esquiva. Falou em credibilidade, estragou logo tudo a abrir.

… mas só aprovam as medidas porque precisam de «alargar a base tributária»? Ou seja, se não houvesse crise grave, a corrupção era tolerada e fechavam os olhos à evasão fiscal ?

Governo anuncia novo pacote de combate à fraude e evasão fiscais

O Governo vai propor um conjunto alargado de alterações legais no Orçamento de Estado de 2011 com vista a combater a fraude e evasão fiscais, e de modo a aumentar a base tributária.

Agradecendo ao Valério o oportuno envio.

Esperemos pelas decisões finais, mas este é o worst-case scenario colocado a circular (com ajuda da OCDE, de uns artigos na imprensa e de uns opinadores próximos do PSD), para depois não ser mesmo e parecer alívio e que o Governo até foi de uma bondade que nossassenhora.

Governo avança com subida de impostos e corte de salários

As orientações para reduzir o défice público que o Governo hoje discute em Conselho de Ministros consagram aumento de impostos e corte de salários da função pública, apurou o Negócios. Há medidas que vão ser tomadas já, para terem efeitos no Orçamento deste ano o que exige aprovação da Assembleia da República.

Chegado por mail, com remetente que solicitou o anonimato:

Pois é !!

Dentro de um mês, muita coisa terá que estar resolvida em ADD.

Calendário, documentos de registo, orientações da CCAD, nomeação de relatores, …

Caminhamos para uma repetição da avaliação anterior mas agora mais dramática!

Sim, porque, ou eu me engano muito ou com o tempo que resta, os documentos de registo da avaliação anterior vão ser recicladas com todas as trapalhadas e agora ainda menos alinhadas com as novas regras.

E como se isto não bastasse…

O DR_2/2010 refere:

Artigo 9.º

Observação de aulas

1 — A observação de aulas é facultativa, só tendo lugar a requerimento dos interessados, sem prejuízo do disposto

no número seguinte.

2 — A observação de aulas constitui condição necessária para: CONDIÇÃO NECESSÁRIA (mesmo tendo em conta os artigos 28º e 29º)

a) Obtenção das menções qualitativas de Muito bom e Excelente;

b) Progressão aos 3.º e 5.º escalões da carreira, nos termos estabelecidos no n.º 3 do artigo 37.º do ECD.

3 — A observação abrange, pelo menos, duas aulas leccionadas pelo avaliado em cada ano lectivo.

4 — Para efeitos do disposto no n.º 2, os procedimentos a adoptar sempre que, por força do exercício de cargos ou funções, não possa haver lugar a observação de aulas, são os estabelecidos por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da Administração Pública e da educação.

Ou seja, o ponto 4 poderia incluir os relatores e coordenadores, mas não é assim porque:

Portaria 926/2010 de 20 de Setembro

Artigo 1.º

Objecto

1 — A presente portaria estabelece os procedimentos a adoptar sempre que, por força do exercício de cargos ou funções, não possa haver lugar à observação de aulas prevista no artigo 9.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2010,de 23 de Junho.

2 — Para os efeitos do disposto na presente portaria, entende-se por observação de aulas aquela que incide sobre o desempenho docente em contextos de ensino-aprendizagem através de efectiva interacção entre docente e criança ou aluno, incluindo as situações específicas dos professores bibliotecários e dos docentes de intervenção precoce, de apoio educativo, de educação especial e de formação de adultos.

Artigo 2.º

Âmbito de aplicação

1 — O disposto na presente portaria aplica-se aos docentes em licença sabática, em regime de equiparação a bolseiro a tempo inteiro e aos que se encontram no exercício de cargos ou funções fora do estabelecimento de educação ou de ensino e que, por esse motivo, não desenvolvem interacção no âmbito do ensino-aprendizagem com crianças ou alunos. E SÓ A ESTES!!!!

Cruzando o referido nos dois documentos:

A observação de aulas constitui condição necessária para:

a) Obtenção das menções qualitativas de Muito bom e Excelente e sempre que, por força do exercício de cargos ou funções, não possa haver lugar a observação de aulas?

A portaria 926/2010 não contempla os casos de relatores, coordenadores de departamento, etc.

ENTÃO EM QUE FICAMOS? O RELATOR PODE PEDIR AULAS OBSERVADAS? POR QUEM?

Quem avalia o relator é o coordenador de departamento! E se não for da mesma área do relator? Vem alguém de fora?

E o coordenador tem aulas observadas pelo director? ( Repete-se a pergunta anterior)

PODEMOS SUBENTENDER QUE OS ARTIGOS SEGUINTES RESOLVEM?

Artigo 28.º

Avaliação de docentes com funções de coordenação

1 — As funções exercidas pelo coordenador do departamento curricular são avaliadas pelo director do agrupamento de escolas ou escola não agrupada onde o avaliado presta funções, sendo ponderados:

a) Os domínios de avaliação previstos no artigo 45.º do ECD, com excepção da qualidade científica do trabalho a que se refere o n.º 2; Ou seja, não tem aulas observadas

b) O exercício da actividade de coordenação;

c) O exercício da actividade de avaliação dos docentes.

2 — Deve ser considerada na avaliação do coordenador do departamento curricular a apreciação realizada pelos docentes do correspondente departamento quanto ao exercício da actividade de coordenação, com o limite máximo de ponderação de 10 %.

Artigo 29.º

Avaliação dos relatores

Os relatores são avaliados pelo coordenador de departamento curricular a que pertençam, sendo ponderados os domínios de avaliação previstos no artigo 45.º do ECD, com excepção da qualidade científica do trabalho a que se refere o n.º 2, e o exercício da actividade de avaliação dos docentes. Ou seja, não tem aulas observadas

Mas afinal são ou não necessárias aulas observadas para ir além do Bom?

E ainda falta dizer quem e como são avaliados os membros da comissão de coordenação de avaliação do desempenho? …

SERÁ POR SORTEIO?

Bom, mas vamos ser optimistas e acreditar que tudo isto é ultrapassado, ainda temos a CCAD que somada ao presidente do pedagógico e ao relator, formam o grupo dos “CINCO MAGNÍFICOS” que irão decidir, apreciar, orientar, reapreciar, etc.

E esses magníficos na nossa escola são… dois professores de história, um professor de Inglês e um professor de Português, dois dos quais não praticam” efectiva interacção entre docente e criança ou aluno” que, em conjunto com o relator vão decidir por maioria simples sobre qualquer tipo de reclamação (mesmo científica) de um qualquer avaliado de qualquer departamento.

AVALIAÇÃO DO©ENTE, ASSIM? NÃO OBRIGADO!

M. H.

Caro amigo Carneiro… já chegou e está no corpo, estando para breve o uso.

Junta-se a uma selecta colecção.

Sendo que eu raramente uso camisolas com dizeres

Página seguinte »