Sexta-feira, 24 de Setembro, 2010





Miami Horror, Sometimes
Flo Rida/David Guetta, Club Can’t Handle Me
Kate Perry, Teenage Dream
Scissor Sisters, Fire with Fire

Ou como um pai pode aprender a partilhar os gostos com um filho e a partir daí aprofundar os seus próprios. Claro que nem todos temos a bagagem cultural e as possibilidades sociais e económicas do Peter Carey, mas as relações humanas não se baseiam nisso. Se não temos a hipótese de ir até ao Japão e tentar entrevistar os mestres do anime ou dos manga, há muitas outras coisas que todos podemos fazer para entender.

Esqueçam as lamechices dos esses (sás, sampaios, strechts) e afins, por bem intencionadas que sejam. Leiam uma relação pai-filho a desenvolver-se na primeira pessoa e desfrutem um falso relato de viagens.

Obviamente que também funcionará no feminino… ou em qualquer combinação…

Parece ser a falsa questão do momento destinada a dramatizar uma vida política que se vai arrastando de forma cada vez mais medíocre para tédio generalizado da população entorpecida e excitação desenfreada dos comentadores televisivos, incluindo aqueles novos economistas que aparecem a comentar as coisas da Bolsa que ninguém sabe prever sem ser a soro.

Portanto, aqui vai a pergunta:

TGV: Governo mantém intenção de construir linha Lisboa-Madrid, diz ministro

Eu dou 5% do meu salário de bom grado para ver o engenheiro, o PSP, os Vitalinos, os Vitais, os Mendonças, os Assis, os Sousas Pintos, os Coelhones, esses todos, pela borda fora.

Se levarem convosco mais umas alternativas, tipo Carrilho, até chego aos 10% e ofereço os meus Tintins repetidos (as revistas, não os outros, que tenho a quantidade correcta) como brinde.

Como dizia hoje ao fim da tarde o José Manuel Fernandes na TVI24, o problema não é um acordo entre o Governo e a oposição ou o PSD, mas alguém fazer um acordo (excepto os sindicatos de professores) com José Sócrates, pois ele manda um subordinado [sic] contar uma conversa em privado, mal ela parece ir acabar mal.

Sócrates: “Um Governo sem orçamento aprovado não tem condições para Governar”

Para inscrições ir até à A.P.H.

Presidente da República convoca partidos

O Presidente da República, Cavaco Silva, convocou os partidos com assento parlamentar para discutir a situação política, económica e social na terça e quarta-feira.

Se fosse algo mesmo grave, tipo alínea do Estatuto dos Açores, haveria comunicação solene ao país já esta noite. Sendo apenas uma possível situação de bancarrota, há tempo para mais uma ronda de conversas…

E a dança continua…

Enquanto Sócrates em Nova Iorque surpreende pela utilização das energias renováveis e pelo domínio da língua inglesa

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um Português anda por cá a dar mau nome aos transportes movidos a energias renováveis

Agradecendo a referência ao Manyfaces:

Who Is The Ultimate Game Changer In Education?

Construtora vai à falência sem acabar EB1 da Póvoa de Santa Iria

Encarregados de educação quiseram forçar entrada na escola violando as regras estipuladas. Professora agredida por pais de aluno em Samora Correia voltou ao trabalho no próprio dia

Escolha da Microsoft não salvou escola de Várzea

Falta de professores agita inicio de ano lectivo na Murtosa

Pais encerram escola

No arranque do ano lectivo, os pais dos alunos do Jardim-de-Infância de Malta fecharam a escola a cadeado. Os encarregados de educação consideram que a actual escola não tem as condições necessárias para acolher a valência de jardim-de-infância que até anterior ano lectivo funcionava noutro local.

Recolha do Livresco.

Escola básica Alberto Valente de Pinhal Novo foi assaltada.
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A falta de auxiliar de educação e o estado da escola de Ilha de Faro, pais protestam e pensam organizar-se para arranjar a escola.
Segundo Macário Correia, Presidente da Câmara, “isto está tudo a funcionar normalmente”.

Escola Professor António Pereira, Cascais, o número de funcionários foi reduzido de 14 para 4, a escola tem 900 aluno e 10 alunos com necessidades educativas especiais.

O fim da escola inovadora Microsoft da Várzea de Abrunhais. O material oferecido aos alunos foi-lhes retirado… afinal era só para demonstração.

Escola EB23 de Nevogilde (Lousada) seleccionada pela Microsoft para participar no programa mundial das Escolas Inovadoras

Ouvia há bocado o guru-sénior de Passos Coelho na TSF a repetir pela enésima vez o mantra do actual PSD em matéria de finanças públicas. Nogueira Leite lá repetia que era necessário diminuir a despesa, evitando aumentar impostos. Falo de Nogueira Leite, é claro.

Está no seu papel, mas exigir-se-ia mais.

Acho mesmo que o OE não é documento para ser partilhado, como o foi o PEC.

É ao PS e ao Governo que compete elaborá-lo e apresentá-lo às claras.

Mas também compete à oposição não se limitar a reagir e criticar.

Apresentem as vossas propostas de corte na despesa, mas de forma clara e objectiva. Sem formulações vagas. Percebo que esta estratégia parece colher dividendos, porque se supõe um governo em fogo lento. Mas também há o reverso, que é a notória falta de tintins alaranjados em apresentar no que cortariam, apresentar números e calcular as poupanças que fariam.

Se o governo adoptasse tais medidas, seria óbvio a todos. Não o fazendo, o PSD (e quem diz PSD diz o resto dos partidos parlamentares ou outros) poderia sempre dizer que apresentou soluções.

Assim não sabemos.

O que sabemos é que, no passado, tivemos destes gurus, à época em especial o guru-mirim Miguel Frasquilho a propor soluções à irlandesa, que culminaram com uma situação semelhante ou pior do que a nossa, com a desregulação financeira a fazer todo o sistema bancário entrar em colapso e não só bpp’s e bpn’s. Soluções que  nem o José Barroso pré-europeu adoptou.

Percebe-se que agora exista maior prudência, receio em abrir o jogo e revelar que não há trunfos, apenas conversa de café.

Mas então, por caridade, calem-se que, embora Nogueira Leite seja a antítese da estridência, não deixam de só produzir ruído no chilreio trocado com o clone PSP/Sócrates2.

Centenas de escolas arrancam sem psicólogos

Num comentário a um post a descair para o não-sentido cheio de entrelinhas, a Fernanda 1 escrevia que começava a tornar-se difícil distinguir, a certo pinto, os meus post dos do Fafe.

O que é bom, porque eu posso estar a voltar ao meu normal, depois de 2-3 anos a contê-lo cá dentro em nome da pseudo-utilidade e da inútil preociupação em ser por vezes construtivo.

MAs a verdade é que uma pessoa satura-se a níveis diversos com a realidade envolvente, em especial quando ela é previsível, rotineira e chata, mesmo quando simula contornos dramáticos.

Eu explico-me de forma clara o possível, para que não fiquem sombras.

Em matéria geral de país estamos como somos, uns tipos que oscilam entre a euforia da pimenta e da expo e a depressão dos filipes e dos vencidos da vida. Só que com umas excitações fluoxetinadas pelo entremeio.

  • Todos fazem o que o guião determina, mas como se assim não fosse: o governo deve apresentar um orçamento visto que é governo, a oposição deve contestar pois é oposição e o orçamento não é, nem deve, ser seu. A oposição que se quer afirmar como alternativa não pode aparecer como se fosse governo, a partilhar opções e os outros, nos seus papéis estereotipados, aparecem a clamar pelos seus princípios particulares.
  • O presidente aparece como garante do bom-senso, da estabilidade e da convergência porque é isso que as suas funções determinam e um primeiro mandato exige. Não há aqui nada de novo debaixo ou acima dos céus. Pelo contrário, é confrangedor de tão inimaginativo. Uma pessoa sente vontade de colocar dois dedods na boca, mas para evitar o vómito entediado.
  • Os opinadores opinam, uns ensinando a fazer o que não fizeram quando podiam, outros comentando e apontando erros e equívocos porque é essa a sua missão e o seu pão para a boca. Se dissessem que sim, é assim mesmo, perdiam o espaço, a função, a utilidade, a remuneração. E assim passámos a ter 12 quadraturas do círculo, 2 por cada canal generalista ou com n de notícias.

Em matéria de Educação vivemos outra ficção que não deixa de ser a realidade que é, mas com muita gente a fingir que podia ser de outra forma.

  • O ME finge que existe enquanto entidade autónoma dos humores das Finanças, mas nem umas metas de aprendizagem consegue apresentar, que não sejam meros objectivos estatísticos de sucesso, sem qualquer conteúdo pedagógico.
  • Os sindicatos, excepto a dezena que não sabemos se existe, fingem que não fizeram um acordo que validou parte do que existe e não teve qualquer das contrapartidas que insinuou que iria ter. Ensaiam-se umas contestações retóricas, clama-se por minudências, para ocultar que se perdeu o momento de conseguir algo. Sabem que agora é impossível, mas clamam uma indignação vazia de snetido, atendendo ao que pactuaram.
  • Os professores dividem-se entre os que se iludem que é possível melhorar algo nos próximos tempos, ou pelo menos não perder mais, nisso fazendo eco de uma indignação sindical ou para-sindical, enquanto outros e vão acomodando ao novo modo de vida, mesmo se com queixas de que não queriam, a bigorna é que é pesada. Queixaram-se dos tituilares por açambarcarem funções, agora queixam-se porque já não as têm. Enconstam-se e esperam que o mundo seja lido e lhes seja escrito, porqiue dar aulas já cansa muito e é a sua função. No meio disto tudo ainda há os mais parvos do que os parvos, como eu, que pensam que fazer essa leitiura e essa escrita é útil para alguma coisa, quando bem se sabe que nem uma dezena de posts pode remover um artugo de um diploma escrito com os pés por um qualquer assessor jurídico do terreiro do paço e que nem uma centena resolve uma ssinatura de um representante em entendimento acordado a dormir.

E assim me parece que é o ponto em que as coisas estão, enquanto não estiverem pior, atendendo a tudo o acima escrito, descrito e validado.

Enquanto assim for, e como balão de oxigénio, concedam-me um punhado de posts curtos, compridos ou medianos, que me dêem algum prazer escrever, mesmo que pareçam desenquadrados das vossas aspirações.

Porque quando o prazer disto se for por completo, tudo se vai de vez.

Relatadoria Geral Desta República