Quarta-feira, 22 de Setembro, 2010


Ó yóu, ó yóu, amanhã Fafe entrevista Fafe.

Queen, Hammer to Fall

  • [aqui], naqueles que afirmam representar todos, vai assim;
  • documentos inacabados (mais actas?);
  • regularização (sic) de abusos;
  • frente polisário, os professores portugueses são martirizados por essas paragens.
Função pública, mobilidade especial na educação
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Metas de educação, pais (Confap) queixam-se da falta de professores e atrasos nas colocações, professores (Fenprof) pedem ao ministério que não olhe só para os números. Não há referencia às provas de aferição a aos exames do secundário. As escolas vão decidir como cumprir a metas.
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Mas as metas são de aprendizagem ou meramente estatísticas?
Já repararam que a engenharia numérica apareceu, mas os documentos por disciplina e tal parece que não saem nem a ferros?
Ou melhor, as metas de aprendizagem, afinal, são isto?

… que ia ser o Bento Dezassete.

Incréus!!

Vamos lá deixar-nos de tretas e assumir as coisas como são em matéria de avaliação. Sem um abanão a sério – por exemplo, perceberem que de nada servirá quando aparecer o projecto de Orçamento de Estado – já quase toda a gente se vai – mais gemido, menos lamento – conformando ao modelo de ADD que mais não é do que o anterior cosmetizado e acordado.

Por isso,  a questão da nomeação dos relatores vai decorrendo sem grande embaraço para as Direcções que estão a pressionar para que a ADD avance de modo a eles próprios virem a ser bem avaliados ou então – caso a ideia do SE Ventura com benção do CNE e abstenção sindical vá em frente – o próprio agrupamento pela avaliação externa, alargando as quotas ditas de mérito.

Perante isso, o baixar de armas é evidente e o aconchegamento vai acontecendo, com alguma naturalidade e, acrescento eu, de forma perfeitamente compreensível.

Para quê grandes ralações, se a cada erupção corresponde um entendimento, um acordo?

Para quê martírios pessoais, se afinal o prometido não foi devido e a ADD teve efeito nos concursos e na graduação profissional dos contratados?

Mas também podemos optar por uma outra via, que nem sei se é coerente, se o que é. É apenas uma via possível.

As regras de nomeação dos relatores são as constantes no decreto regulamentar 2/2010. Como é habitual neste tipo de diplomas do ME, é uma legislação tecnicamente pobre e cheia de omissões, deixando espaço para abusos mas também para resistências.

Nada se escreve lá sobre a possível recusa da nomeação, não sendo previstas penalizações para quem recuse a nomeação, que se exige ser feita de modo formal, pois mais não é do que uma delegação de competências. O que lá está sobre eventuais procedimentos disciplinares caso a avaliação não se faça é demasiado vago. Nada diz se a responsabilidade não puder ser imputável aos avaliadores…

Ora, de acordo com os artigos 44º e 48º do Código do Procedimento Administrativo há alguma margem de manobra para a declaração de impedimento do desempenho de uma função, assim como para fundamentar escusa e suspeição. Isso e tudo o resto que sabemos, como a ausência de formação especializada em formação para classificar pares que podem ter uma posição mais elevada na carreira ou mesmo graus académicos mais elevados.

Claro que acredito que certo(a)s Directore(a)s pensem que o terreno é para lavrar a gosto, mas… se calhar também serão muitos de nós os que, a esta altura da Taça da Liga, já prefiram não estar para se chatear com isso e apenas lamentar os factos e alegar que já fizeram isto e aquilo no pretérito passado.

Mas que não digam que não é possível. Ser é, pena é que sejam poucos a afirmá-lo e quase ninguém da parte dos que estavam contra, mas chegaram a acordo, logo… agora só podem coreografar o protesto, não esclarecendo utilmente o que se pode fazer. Talvez o receio das consequências de conselhos anteriores aconselhem a prudência.

Não digo que só relata quem quer mas… se calhar quem já se cansou de… ou quem achou que resolveriam por si.

Só que, como sempre tentei explicar, não há colectivo que substitua a nossa consciência e só com base na acumulação de actos individuais conscientes é possível erguer mais do que cenários.

Um dicionário é um dicionáro.

Prenuncia-se um acordo, talvez com exemplos da AR?

Eu cá gostava de ser blasfemo, não ter nada a ver com isto e, ainda assim, debitar.

Janasiu, the best of.

Na peça de hoje do Diário Económico sobre a possibilidade da observação das aulas contar para a avaliação das escolas (e que em papel é bem mais longa) surjo como a voz discordante perante a convergência de Alexandre Ventura, Mário Nogueira e Paulo Santiago (analista sénior de Educação da OCDE) na defesa dessa fórmula.

Alexandre Ventura defende que a avaliação das aulas observadas deve contar para a avaliação externa das escolas, Mário Nogueira concorda e acha mesmo que a observação de aulas não deve influir na avaliação individual dos docentes mas apenas na das escolas e Paulo Santiago afirma que o problema é a atitude defensiva dos professores em relação ao acesso à sala de aula.

Vamos lá por partes e por argumentos:

  • A proposta de Alexandre Ventura teria cabimento num sistema em que se reconhecesse competência a quem tenha a mjissão de observar e avaliar as ditas aulas. No âmbito interno das escolas há imensos problemas, por falta evidente de formação dos docentes sobre o que é avaliar uma aula. A menos que AV esteja a pensar mandar os inspectores avaliarem as aulas e então retornamos ao problema de saber que crédito acrescido têm os inspectores para essa função. Ou estão a pensar encomendar avaliadores externos? Porque o problema destes modelos é serem pensados e lançados sem a devida preparação. Por mim, nem discordo da ideia e acho mesmo que não é com duas aulas por ano por professor, com data marcada, que se faz uma avaliação séria das aulas. Devem ser mais e com data flexível (indicar apenas a semana ou mês). MAs sempre com observação por quem tenha formação, qualificação e mérito para tal.
  • Já a argumentação de Mário Nogueira deixa-me perplexo porque defende a completa desresponsabilização do indivíduo perante os seus actos. Se a observação das aulas não tiver qualquer efeito na avaliação individual do professor, que moral há para criticar exames facilitistas ou provas de aferição sem efeitos na avaliação dos alunos? Ou será que a ideologia é mesmo essa? Responsabilizar o colectivo pelas acções individuais? E desresponsabilizar o agente primeiro das acções? E se o professor observado andar de candeias às avessas com a escola, os colegas ou a direcção? Para quando defender que deve ser toda a turma a ser penalizada pelos comportamentos incorrectos deste ou daquele aluno? Percebo que exista uma relação entre o desempenho individual dos professores e a avaliação global da escola, mas nunca retirando quaisquer efeitos sobre aqueles.
  • Já quanto ao que afirma Paulo Santiago, eu remeteria para as reservas expressas mais acima e para uma das respostas dadas pelo próprio sobre as limitações de uma medida deste tipo em Portugal: « O problema foi a rápida implementação sem que se cuidasse o suficiente da formação dos avaliadores, cuja legitimidade não foi reconhecida pelos avaliados.» Exacto! O problema está aí!!! Mas eu vou abrir a minha aula a um avaliador ao qual não reconheço competência para me avaliar, seja do ponto científico como pedagógico? Mais facilmente abro a porta a alunos que estejam sem aulas e que prefiram assistir às minhas do que andar perdidos pelos corredores ou pátio. Para mim essa é a avaliação que conta, em especial quando se prestam a fazer as mesmas tarefas dos colegas que estão a ter a aula curricular.

Eu sei que são miúdos com dificuldades de aprendizagem… por isso estão numa turma de PCA… Eu sei de todas as condicionantes, pois estou lá na sala de forma voluntária e não empurrado. Eu sei que a cada ano temos a noção (por vezes falsa, ditada pela proximidade do problema, enquanto nos afastamos das de outros anos) de que tudo está a piorar.

Mas ao arrancar de um ciclo de trabalho com algumas turmas é necessário perceber até que ponto é indispensável ir até ao fundo, à raiz, às letras, às palavras que se desconhecem.

Hoje, ao levantar do dia, em aula de Estudo Acompanhado, o texto começava assim:

Era uma vez um rei que tinha, à  roda do palácio, onde vivia, um enorme pomar muito bem tratado.

Acho que por instinto, interrompi a hesitante leitura para perguntar à dezena de alunos, entre os 10 e 13 anos, se sabiam o que era um pomar.

Silêncio. Hesitação. Indecisão. Opção por nada dizer.

Após insistência uma mão se levanta e alguém diz é uma árvore.

Sei lá… é bem possível que sim. Afinal se há árvores que dão a volta à nossa imaginação, também a poderão dar a um palácio.

A leitura recomeçou e pouco depois falou-se em Primavera, quando o pomar se transformava em jardim, e foi um problema encontrar quem dissesse as 4 estações do ano em sequência, começando pela Primavera ou qualquer outra.

Agora é o professor que fica cheio de dúvidas: em vez de Estudo Acompanhado, eu e a minha colega iremos tentar leccionar uma área nova: Descoberta do Mundo.

É mesmo preciso que o ano lectivo seja longo, muito longo…

No Diário Económico, Carlos Zorrinho anuncia-nos que:

Portugal é o número um no ‘ranking’ europeu de Governo electrónico

O problema é que devemos ser o último ou penúltimo (hélas! Grécia) no rankingo de Governo humano.

Removeram a ligação inicial, mas já há outra.

Nazaré Barros, professora, lança livro sobre o Bullying.
2:02 Um caso, escola de Lousada nega a existência de caso de  Bulliyng. Pais mudam o filho de escola.
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Alunos de uma escola EB 2,3/S da Pontinha sem almoço, as senhas de almoço não chegam para todos os alunos.
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Educação 2015. Governo apresenta as metas nacionais para o ensino.
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Espaços degradados, escola de Marrazes (Leiria) alunos sem aulas de Educação Física.
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Relatório do Observatório dos Direitos humanos critica a criação de turma especial para alunos ciganos. Os alunos foram vítimas de descriminação negativa. A turma foi criada em 2008 na escola Eb1 da Lagoa Negra em Barcelos e funcionou até final ano lectivo 2009/10.
0:40 António Cardoso, Junta de Freguesia de Barqueiros
3:20 Vítor Marques, Associação Romani
3:45 Margarida Moreira, ex-Direcção Regional de Educação do Norte

(c) Francisco Goulão