Segunda-feira, 20 de Setembro, 2010


A Caruma, A Pedra na Mão

Some say this world of trouble
Is the only one we need,
But I’m waiting for that morning
When the new world is revealed.

Para cruzar com as outras metas todas… Na ligação está o acesso às 283 pp do documento.

Metas Educativas 2021: La educación que queremos para la generación de los bicentenarios

(…)
(i) Extender y mejorar la protección y educación integrales de la primera infancia, especialmente para los niños más vulnerables y desfavorecidos.
(ii) Velar por que antes del año 2015 todos los niños, y sobre todo las niñas y los niños que se encuentran en situaciones difíciles y los que pertenecen a minorías étnicas, tengan acceso a una enseñanza primaria gratuita y obligatoria de buena calidad, y la terminen.
(iii) Velar por que las necesidades de aprendizaje de todos los jóvenes y adultos se satisfagan mediante un acceso equitativo a un aprendizaje adecuado y a programas de preparación para la vida activa.
(iv) Aumentar de aquí al año 2015 el número de adultos alfabetizados en un 50%, en particular tratándose de mujeres, y facilitar a todos los adultos un acceso equitativo a la educación básica y la educación permanente.
(v) Suprimir las disparidades entre los géneros en la enseñanza primaria y secundaria de aquí al año 2005 y lograr antes del año 2015 la igualdad entre los géneros en relación con la educación, en particular garantizando a las jóvenes un acceso pleno y equitativo a una educación básica de buena calidad, así como un buen rendimiento.
(vi) Mejorar todos los aspectos cualitativos de la educación, garantizando los parámetros más elevados, para conseguir resultados de aprendizaje reconocidos y mensurables, especialmente en lectura, escritura, aritmética y competencias prácticas esenciales.

Seis meses depois de se saber que Manuel Maria Carrilho deveria estar de saída da gaiola dourada de embaixador na Unesco, o próprio diz só ter sabido hoje do facto pela Lusa e atribui o (f)acto a uma entrevista que vinha sábado no Expresso e a um livro que lançou hoje.

Isto é, nas palavras do próprio, pura gelatina política, mas daquela rala, que escorre e nem sequer treme-treme.

Recapitulemos: Manuel Maria Carrilho, em tempos gordos de Sócrates, aceitou ser despachado para a Cidade-Luz (como Cravinho para Londres), em troca de um silêncio apenas interrompido por umas aparições anuais na imprensa nacional a fazer de prova de vida.

Em tempos mais magros de Sócrates – leia-se perda de maioria absoluta – Manuel Maria Carrilho reapareceu e quis fazer-se notar. Foi quando lhe traçaram o destino que ele afirma só agora conhecer, por acharem que a gratidão estava mutuamente esgotada.

Claro que este reaparecimento é mais do que táctico-estratégico, é patético. Assim como o são aquelas declarações sobre o programa Novas Oportunidades e os Magalhães, tardios arrepios de interesse pela realidade educativa, talvez atrasados pelo fuso horário da doce Paris.

Este reaparecimento mais não é do que um fenómeno lapidar de encavalitanço.

… está na SICN a elogiar Fidel Castro perante o Bernardino Soares. Muito mais divertido do que a estórinha do suíno e do velocípede.

… ou com outras funções que incluem nomeadamente… já sabem…

Portanto, como se pode ler hoje em Diário da República é um trabalhinho até às 30 páginas, de carácter científico, pedagógico ou didáctico a apresentar perante um júri.

A parte divertida é que, nos termos do artigo 5º eu poderia ser júri de… não fosse a distância…

Que giro!

Paulo Bento

Este artigo do The Guardian de há perto de uma semana tem sido citado com certa reverência e defenrência em alguma blogosfera de tendência liberal. De acoirdo com a notícia, o que estaria em causa seria uma correlação positiva entre países com forte sector privado na Educação, maior concorrência no sector e, consequentemente, melhores resultados dos alunos.

Não abordei o assunto, porque algo me parecia estranho na notícia e no estudo, pelo que ao fim de algum tempo fui em busca do texto original, publicado o mês passado no Economic Journal.

O artigo em causa, com acesso reservado a assinantes (vou tentar ver se lhe acedo via uma unidade de I&D a que pertenço), não corresponde bem ao que parecia, pois o seu resumo consta assim:

‘Every Catholic Child in a Catholic School’: Historical Resistance to State Schooling, Contemporary Private Competition and Student Achievement across Countries

Nineteenth-century Catholic doctrine strongly opposed state schooling. We show that countries with larger shares of Catholics in 1900 (but without a Catholic state religion) tend to have larger shares of privately operated schools even today. We use this historical pattern as a natural experiment to estimate the causal effect of contemporary private competition on student achievement in cross-country student-level analyses. Our results show that larger shares of privately operated schools lead to better student achievement in mathematics, science and reading, and to lower total education spending, even after controlling for current Catholic shares.

Ou seja, é um estudo mais histórico do que sociológico e comprova algo que nos países protestantes ainda será mais evidente: quando a sociedade civil conseguiu erquer cedo uma rede educativa coerente e alargada, a alfabetização da população avançou e, a médio-longo prazo, isso traduziu-se numa vantagem educacional comparativa que ainda hoje é visível.

Os Liberais Democratas declaram-se contra a expansão das free schools, colocando um problema sério à política de maior liberalização da Educação em inglaterra.

Ao cuidado de quem de direito por cá:

Liberal Democrats vote against free schools and more academies

Conference delegates’ overwhelming rejection of government policy is strongest display yet of concern over coalition.

… há uma semana pelos referentes coiso.

O parecer do Conselho Nacional de Educação já tinha apresentado o seu parecer que agora tem publicação no DR como parecer 5/2010.

Ao que consta o GEPE traçou um documento ou Relatório Nacional em que ignora ou dá escassa importância a este tipo de iniciativa lulista-chaviana-bolivarista (acredito que boaventurasousasantiana, na herança stoeriana e etc) para a Educação. Acho que fez bem. Porque isto é uma espécie de portoalegrismo educacional, cheio de retórica e vazio de conteúdo.

O CNE acha que não, que estas Metas que devemos partilhar da Patagónia às Baleares são muito importantes. Fica-lhes bem. Assim sempre poderão ser convidados para participar no certamente importantíssimo Centro de Acompanhamento e Avaliação das Metas Educativas 2021. Pelo menos, deve dar direito a uma década de viagens e encontros pela Latino-América. E umas paletes de artigos em revistas de fino recorte ibero-eduquês.

No Expresso de sábado, com partes absolutamente deliciosas e outras de que discordo mas, no global, um tiro certeiro naquela confluência eduquesa de esquerda que mete a miudagem nos colégios alemães, franceses, jesuítas, modernos, tradicionais e etc, porque não confiam naquilo que propõem.

A minha discordância com o Henrique Raposo é aquela que já sabem: a maior parte dos colégios-caviar recusariam a entrada dos carapaus. Porque – vamos ser sinceros – a Esquerda tem uma aristocracia tão inatingível quanto a Direita. Pior: em cima dos títulos aristocráticos ainda tem a exibir os pergaminhos anti-fascistas o que cria dois círculos absolutos de separação entre estas edites, digo, elites e o povinho (ou povão) cujos interesses dizem representar.

Escola caviar

Acompanhar a actual ministra da Educação é o mesmo que entrar numa montanha russa emocional. Isabel Alçada consegue provocar risadas intermináveis e iras homéricas. Esta terça-feira, por exemplo, foi mesmo o ‘carrossel Alçada’. Ao almoço, engasguei-me a rir enquanto ouvia a nossa ministra numa cerimónia engomadinha: o tom afectado que Isabel Alçada colocava na palavra “carráiras” era delirante. Entre as gargalhadas, comecei a pensar em algumas perguntas ululantes: então ninguém faz uma rábula com esta ministra? Ou será que o tom afectado só tem graça quando o alvo da paródia é uma filha de um capitalista anafado, uma beata católica ou uma simples senhora da ‘direita social’? Se Alçada fosse uma ministra do CDS, já teríamos por aí um pagode com as “carráiras”?

Ao jantar, a risada deu lugar ao ranger de dentes. Uma amiga mostrou-me um vídeo onde podemos ver a Dr.ª Alçada a revelar um enjoativo paternalismo em relação aos alunos do ensino público e, pior, em relação aos pais e professores. Se colocassem um crucifixo atrás da ministra, aquele vídeo seria um peça vintage do Estado Novo. Enquanto consumia a minha neura, comecei a imaginar outro vídeo. Nesse vídeo redentor, alguém tinha a coragem de perguntar o seguinte à senhora ministra: caríssima, onde é que colocou os seus filhos e/ou netos a estudar? Na escola pública que tanto defende ou no Liceu Francês? E, depois, esta pergunta seria estendida ao primeiro-ministro: V. Exa. tem os seus filhos na idílica escola pública ou num pérfido colégio privado?

Meus amigos, o problema, obviamente, não está na colocação das crianças e dos adolescentes nos Liceus Franceses desta vida. O problema está, isso sim, na hipocrisia da esquerda caviar. De manhã, os nossos progressistas metem os seus filhotes no colégio privado (ou naqueles liceus públicos que, misteriosamente, estão sempre nas mãos da “gente de bem”), e, depois, à tarde, defendem a escola pública e cantam loas ao eduquês. Pior: estes progressistas-de-limusina atacam aqueles que querem dar aos mais pobres a possibilidade de colocaram os seus filhos nos colégios privados (ou naqueles liceus públicos que, não sei porquê, são sempre monopolizados pelos bem-nascidos). Na retórica, esta esquerda continua a defender o ensino ultra-centralizado e dominado pelo facilitismo, mas, na prática, reconhece as virtudes de um ensino descentralizado e sem contacto com o ministério do eduquês. No seu dia-a-dia doméstico, a esquerda caviar coloca os seus filhos nos colégios onde o rigor do “antigamente” ainda existe, mas, no seu dia-a-dia político, utiliza a escola pública para extirpar o “antigamente” dos hábitos dos mais pobres. Ou seja, as crias progressistas são educadas à moda antiga, mas os filhos do povão são ensinados de forma progressista. Bravo. Os resultados desta hipocrisia estão aí: Portugal é uma sociedade estática, aristocrática, sem mobilidade social. Por outras palavras, a esquerda caviar esticou a sociedade salazarista até ao interior desta sociedade – nominalmente – democrática.

Meus amigos, esta esquerda é a principal inimiga dos filhos dos mais pobres. Dezenas de amigos meus ‘perderam-se’, porque a escola das Dr.as Alçadas lhes destruiu o futuro logo à nascença. Mas, claro, não se pode falar disto. Porque o burro sou eu. Porque o “fascista” sou eu. Porque o “neoliberal” sou eu.

Henrique Raposo, Expresso, 18 de Setembro de 2010

Aqui. Notem como tenho pudor em postar directamente o bídeo.

Nos próximos dias 1, 2 e 3 de Outubro, o Centro de Informação, Divulgação e Acção para o Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CIDAADS) e a Ciência Viva promovem a I Conferência Internacional CIDAADS – Sustentabilidade. Políticas, Investigação e Práticas, que terá lugar no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, na zona do Parque das Nações, em Lisboa.

Esta iniciativa pretende ser um contributo para a avaliação da implementação da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014), dando ênfase às políticas seguidas no âmbito da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e promovendo o intercâmbio e divulgação de projectos de investigação e práticas inovadoras.

A conferência está aberta a todos os interessados nestas temáticas. No caso dos professores, encontra-se acreditada como curso de formação do Centro de Formação Maria Borges de Medeiros com o registo n.º CCPFC/ACC-63736/10, tendo como destinatários Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário. A frequência de 15 horas na conferência irá permitir a obtenção de 0,6 unidades de crédito.

Consulte o programa da conferência e informação detalhada sobre a formação em www.pavconhecimento.pt.

A participação requer uma inscrição prévia online em www.cidaads.org.

 

PISA: What Makes the Difference?Explaining the Gap in PISA Test Scores Between Finland and Germany

(…)

Conclusion

The decomposition analysis showed that the poor performance of German students compared to Finnish students is not due to a less favorable student background, except for the bottom of the score distribution. German students have on average more favorable characteristics but experience much lower returns to these characteristics in terms of test scores than Finnish students. The background of German students changes much faster along the score distribution, which explains the higher inequality in Germany. The institutional setting seems to be more favorable in Germany while Finland is endowed with slightly more resources. The characteristics of students are transformed into higher test scores in Germany than in Finland once their effect on school choice is neglected. Instead, resources are used more efficiently in Finland, where teachers are more highly educated and a lower education of teachers has no negative effect on student performance. A large part of the overall score gap between the countries is due to unobservable factors. The results also imply that streaming in Germany penalizes students in lower school types and leads to a greater inequality of educational achievement. It remains unclear, however, if this can be attributed to the effect of school types per se or student background and innate ability that determine the allocation process of students into school types. Overall, the variation in test scores can be explained much better by the observable characteristics in Germany than in Finland.
In order to improve the performance of students in Germany, especially the educational achievement of students in the lower part of the test score distribution has to be promoted. These students suffer from a highly disadvantaged student background, whose negative impact upon performance might be magnified by the early streaming in the German schooling system at the age of ten. They are not given the chance to compensate for their background before they are divided into different school types. The measured resources, especially the education of teachers, must be employed more efficiently in order to close the gap to leading countries in student performance. There is no evidence for a beneficial effect of lower student teacher ratios but a higher education of teachers seems to benefit students in Germany.
Further research is needed on the effects of school types in educational production functions, which should try to isolate the ‘true’ effect of school type on educational achievement. Only then the determinants of educational achievement can be precisely estimated for schooling systems that massively use streaming.

Ainda há alunos sem escola e sem auxiliares

Aveiro: Alunos sem aulas por falta de transporte

O ano lectivo não começou para todos. Há alunos sem transporte. Na EB1 da Glória, chegam mais funcionários na segunda-feira, mas são anunciados “cortes brutais”.

Murtosa: Escola do Monte com falta de professores

Os pais estão descontentes com a ausência de um docente e fecharam ontem a escola a cadeado, reclamando o regresso da antiga professora.

… já agora porque não já marcar a data do anúncio público de quando a inauguração vai ser marcada?

Obras arrancam dentro de quatro meses

A ministra da Educação, Isabel Alçada, visitou, na quarta-feira da passada semana, a Escola Secundária da Boa Nova, em Leça da Palmeira. A sessão serviu para fazer balanço sobre as obras do parque escolar e para assinalar a abertura oficial do Ano Lectivo 2010/2011 em Matosinhos.

No discurso de encerramento da cerimónia, Isabel Alçada felicitou os alunos pelo esforço e apelou aos jovens para “guardar o espírito de descoberta desta época”. A ministra da Educação considerou que “os prémios são indispensáveis enquanto reconhecimento do esforço”: “Receber um prémio é um incentivo para ir mais longe”, disse a governante.

O resto é fofinho, fofinho, fofinho… Se eu fosse um tipo benenoso diria que o discurso-tipo da ministra ficaria como mel em leite morno em qualquer encontro de uma qualquer Escola (Multi)Cultural…

É espantoso – ou não! – como a memória e/ou a decência são tão curtas… e mais não digo por agora, porque estou numa de Octávio Machado.

Já estão quase todos a querer ficar no retrato das inaugurações. O pudor é um véu escasso…

Câmara considera “exemplar” investimento na educação do Seixal

Em Lousada 120 adultos receberam certificados de 9º e 12º ano

Inaugurados novos complexos escolares abertos à comunidade de Óbidos

Novos equipamentos reforçam oferta educativa de Setúbal

PORTIMÃO – Nova escola pioneira marca início do ano letivo

Três milhões para novas escolas em Prado e Moure

Recolha do Livresco.

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