Quinta-feira, 16 de Setembro, 2010


Os Golpes com Rui Pregal da Cunha, Vá Lá, Senhora

(onde é que ele arranjou aquela melena?)

O Ministério da Educação usou o Youtube para divulgar a mensagem de início de ano lectivo da Ministra  Isabel Alçada, a primeira desde que exerce o cargo. Num vídeo de 4.53 minutos, colocado ontem no EduTV, um canal criado pelo ministério para divulgar mensagens internas para professores e alunos, Isabel Alçada apela ao esforço dos alunos. “Gostava muito que cada um pensasse que este ano tem que fazer ainda mais, tem que melhorar, aprender mais e melhor” .

Depois da polémica do encerramento das escolas e de ter dito, este Verão, que quer acabar com os chumbos, a ministra salienta a importância dos bons resultados. “Quem estuda, quem obtém boas notas e bons resultados dá felicidade à família. Leva a que os professores fiquem satisfeitos e a que o nosso país se orgulhe dos nossos aluno”, diz no vídeo.

No editorial:

Pern’Alçada

Ex.º Senhor(a) Encarregado(a) de Educação

A Associação de Pais/Encarregados de Educação do Baixo Barroso manifesta grande perplexidade com a decisão do governo criar grandes concentrações de escolas, mais conhecidos por “mega agrupamentos”. Consideramos que estas políticas educativas vão ser um novo factor de  instabilidade  dentro  do meio escolar.

Estamos convencidos de que na constituição destes novos ‘mega agrupamentos’ foram tidas em conta apenas razões de carácter economicista que, a serem postas em prática, traduzir-se-ão numa deterioração da qualidade da escola pública.

Para esta associação, a nova decisão do Ministério da Educação agravará a promoção das aprendizagens, contribuindo, assim, para um aumento do insucesso e abandono escolar, bem como da indisciplina.

A Escola do Baixo Barroso tem vindo ao longo dos tempos a adquirir uma identidade e personalidade própria, investindo em projectos educativos adequados à sua realidade . Vê-se agora confrontada com uma necessidade de adaptação a novas regras, novos objectivos, sem que a base da sua fusão seja a afinidade de projectos, realidades educativas similares, ideais e valores, mas sim e tão só medidas económicas cegas que contrariam a tão propalado sucesso e abandono escolar.

Para esta  associação não se compreende como é possível que o Ministério não respeite o trabalho dos seus colaboradores, ignore o intenso labor desenvolvido pela escola em prol do sucesso dos alunos, a qualidade de ensino, isto é as questões pedagógicas sejam preteridas a favor de medidas administrativas desenhadas nos gabinetes sem um verdadeiro conhecimento da realidade. Os órgãos (Conselho Geral, Conselho Pedagógico, Associação de Pais) sejam definidos na lei como de extrema importância para o funcionamento das instituições e depois de um momento para o outro sejam meras marionetes.

Por último, queríamos lembrar que a instabilidade que tem ocorrido na Educação e que em muito tem contribuído para a sua degradação não se deve aos órgãos de gestão, aos alunos, aos professores ou funcionários, mas sim e tão só às sucessivas e avulsas orientações da tutela. Como mais uma vez se prova, toma medidas sem que os directamente envolvidos tenham oportunidade de manifestar a sua opinião.

Se a escola pública tem funcionado com qualidade, isso deve-se ao profissionalismo dos docentes e das gestões escolares, pois têm sido eles que têm agarrado as pontas das teias criadas pelos diversos responsáveis máximos e as têm transformado em novelos.

Perante os muitos problemas que esta reorganização vai trazer para a vida escolar dos nossos educandos, resolvi enviar-vos esta carta e se estão decididos a lutar para que as coisas regressem à normalidade, convidar-vos a participar na reunião que terá lugar no dia 20 de Setembro, às 11 horas, na escola sede do extinto Agrupamento de Escolas do Baixo Barroso com uma delegação da DREN.

Com os melhores cumprimentos,

A Associação de Pais

Manuel  Veras

… as pedagógicas é já, ou mais logo, a seguir, se não for depois, porque enfim…

Metas escolares, Isabel Alçada e directores. Ministra coloca metas de sucesso escolar, objectivos para atingir até 2015
Descer a taxa de insucesso
Aumentar o sucesso na Matemática e no Português
Reduzir o abandono escolar

As metas foram apresentadas a 300 directores da zona norte
0:49 Manuela Machado, a opinião de todos os directores presentes? “receberam esta notícia de bom agrado”

As retenções no secundário devem baixar de 18,7% para 12%
No 1º ciclo de 13,8% para 10%
No 2º ciclo de 7,5% para 5%
No 3º ciclo de 3,4% para 2%
Nos exames do 9º ano, Português e Matemática, subida de 4%
Abandono escolar:
14 anos 1%
15 anos 2%
16 anos 4%

Recolha e paciência de Job para transcrever os porcentos todos do Calimero Sousa.

Do projecto de revisão constitucional do PSD:

Artigo 74º (Ensino)
1 – …
2 – Na realização da política de ensino incumbe ao Estado:
(…)
d) Garantir a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística, não podendo, em caso algum, o acesso ser recusado por insuficiência de meios económicos;

É que não é nenhum preconceito ideológico que me move contra a eliminação da gratuitidade do ensino, mas apenas perceber como a garantia da não descriminação por razões económicas pode ser feita e quais os mecanismos que permitirão fiscalizar o seu cumprimento.

Expliquem-me, por ABC ou outro método, como isto pode ser garantido!? Com uma Entidade Reguladora da Educação, é? A IGE em campo a ver quando alguém vê a matrícula recusada?

Expliquem-me porque eu até acredito nas boas intenções mas, sendo que a Constituição remete (necessariamente?) estes aspectos operacionais para leis normais, como é que qualquer cidadão pode sentir-se seguro de que isto não passa a ser uma fórmula vã instrumental, sem qualquer forma de ser implementada na prática?

O que eu acho é que isto é muito bonito no plano das ideias e da retórica utópica – como a via para o socialismo no preâmbulo da Constituição que lá está como enfeite – mas no plano prático quem se lixa são as pessoas concretas.

Na RTP1, na entrevista com Judite de Sousa, Pedro Passos Coelho acaba de apresentar uma ideia esquerdista: reduzir as deduções fiscais dos agregados com mais rendimentos para permitir aumentá-las nos agregados mais carenciados.

Subscrevo e não sou do Bloco, nem do PC.

Finalmente, uma ideia que pode entalar Sócrates.

Valongo, escola sobrelotada
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Póvoa de Lanhoso, distribuição de livros.
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Ponte fechada em Constância, dificuldades dos alunos.

Desprofessorizo, Logo Dico

ou

Faço Castelos Espanhóiles (M/F) No Ar

Coisas de gado

São tão ingénuos

em estado puro

As metas mexeram-se.

Atrasos na publicação das metas de aprendizagem

Governo anuncia segunda feira as metas para o sucesso educativo até 2015
As metas de aprendizagem por ano e ciclo de ensino deveriam estar disponíveis a partir de ontem na Internet. O Ministério da Educação atrasou-se e justifica que “até ao final do mês serão divulgadas no site.
Porque neste momento estão a ser apresentadas aos directores de agrupamentos”. (Público, sem link)

Mas aos directores não estavam a ser apresentadas outras metas?

Não será isto um prenúncio de que para os alunos, as metas de aprendizagem também podem ser atingidas quando conseguirem, do tipo, se não é este ano é para o próximo, desde que não repitam nenhum ano, o que seria quase tão fantástico como sei lá o quê?

Isto não faz sentido nenhum.

Resumir e retocar os verbos das competências essenciais e específicas do Currículo Nacional do Ensino Básico não é o mesmo que elaborar o acórdão do processo da Casa Pia…

A ser verdade, para que serviriam então as propostas apresentadas? Se é tudo para ficar (quase) na mesma?

Ensino básico continua a ser gratuito, garante Teixeira Pinto

O coordenador da proposta do PSD garante que não se quer pôr em causa o Serviço Nacional de Saúde nem a universalidade do ensino.

Muito pior do que uma opinião de que discordo, é uma opinião de que discordo encoberta com a falta de frontalidade para a assumir.

Concorde-se ou discorde-se, era bom que o PSD e/ou Paulo Teixeira Pinto assumisse(m) as suas verdadeiras posições a médio prazo em matéria de Educação. Porque isto é como foi com o modelo de gestão. Não era logo a porta escancarada, mas era a sua abertura para a escancarar em seguida. E houve quem aceitasse, pensando que era possível  domesticar ou tomar a fera por dentro. Não, não é possível, pelo menos com as fracas figuras disponíveis para o efeito.

Esta proposta de Paulo Teixeira Pinto e de uma parte do PSD (hesito mesmo em afirmar que Pedro Passos Coelho optasse por esta via se não estivesse condicionado por quem decidiu colocar PTP a  fazer o que fez) é algo semelhante: o abrir de uma porta que, no actual contexto, pode levar a uma enorme corrente de ar.

Serei conservador? Não propriamente.

O que gostaria era que se assumisse com clareza ao que se vem e não de forma envergonhada. E se discutissem com clareza as opções, propostas e alternativas ao que há.

Para enganar o povinho já temos o José, não precisamos de nenhum José II.

De novo a proposta Constitucional

  • Por um lado temos o arranque – a meio – dos procedimentos para um novo ciclo de avaliação dos docentes, com tudo o que isso implica de fricção no quotidiano das escolas, em particular a nomeação de relatores e a luta pelas classificações ditas de mérito.
  • Por outro, temos a quase certeza de virem aí medidas de austeridade draconianas para a Função Pública (merecendo acordo entre PS e PSD), que tornarão irrelevantes a curto (quiçá médio) prazo tais classificações e tudo o que decorre deste processo de avaliação.

V(l)er quem há décadas faz da formação de professores modo de vida prático, teórico e mesmo ao nível da gestão, clamar contra a falta de qualidade dessa mesma formação e ser necessária uma prova de acesso à docência.

Das duas, três:

  • Ou estão a falar por conhecimento directo e a admitir humildemente a sua incompetência.
  • Ou conhecem casos de incompetência que não os seus e então já os deveriam ter denunciado de forma clara e específica a quem de direito.

O resto é treta para alinharem com aquela que julgam ser a fórmula mágica para entrar no comboio. Como digo no título, há sempre um Valter Lemos dentro de quem se encavalita.

Na próxima sexta feira de manhã, (dia 17 de Setembro, entre as 10 e as 12h) o Parlamento debate o conteúdo da Petição que foi entregue no passado mês de Junho, com cerca de 18.000 assinaturas (recolhidas em cerca de um mês). Esta petição solicita a revisão da legislação para que o numero máximo de alunos por turma venha ser de 19 para o Jardim de Infância e 1ºCiclo e 22 para os restantes ciclos, para que o número máximo de turmas por professor venha a ser de 5, com 110 alunos, e ainda para que venha a ser colocada uma auxiliar em cada sala de Jardim de Infância. Em simultâneo, serão discutidos e votados dois projectos-de-lei, do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português, favoráveis às medidas contidas na petição.

Lê o Comunicado do Movimento Escola Pública

Consulta o Relatório da Comissão Parlamentar de Educação sobre a petição

Perguntaram-me por mail, mas eu desconheço. Relaciona-se com o concurso para o Ensino Especial:

TRIBUNAL ADMINISTRATIVO E FISCAL DE AVEIRO
Anúncio n.º 8728/2010
Processo n.º 43/10.6BEVIS
Acção administrativa especial de pretensão conexa com actos administrativos
Autor: Maria da Piedade Alves Cunha.
Réu: Ministério da Educação.

Divulgação solicitada por mail:

Exmos Senhores,

Em resultado da resolução nº 44/2010, do Conselho de Ministros, que determinou a reorganização dos agrupamentos escolares, a Escola Secundária de Sacavém foi integrada no Agrupamento de Sacavém e Prior Velho.

Na sequência de tal facto o Director Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo nomeou, em despacho de 02-07-2010 uma Comissão Administrativa Provisória composta por três elementos, a saber: Maria Piedade Gerardo Parente, Presidente, Ana Cristina Botto Moreira de Barros Leite de Sampaio, Vice-Presidente e Lucília de Fátima Martins Lopes, Vice-Presidente. Esta CAP tomou posse a 2 de Agosto último e exerce funções desde essa data.

A docente Ana Cristina Sampaio exercia o cargo de Directora do Centro de Formação de Loures Oriental à data da nomeação para a CAP, e, actualmente, continua a exercer estas funções acumulando-as com as de vogal.

Por este motivo e uma vez que existem dúvidas sobre a legitimidade desta acumulação, vimos pedir que seja clarificada a situação e, caso considerem necessário, reposta a legalidade.

Um grupo de professores

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