Por exemplo, John Stuart Mill:
No society in which these liberties are not, on the whole, respected, is free, whatever may be its form of government; and none is completely free in which they do not exist absolute and unqualified. The only freedom which deserves the name, is that of pursuing our own good in our own way, so long as we do not attempt to deprive others of theirs, or impede their efforts to obtain it. Each is the proper guardian of his own health, whether bodily, or mental or spiritual. Mankind are greater gainers by suffering each other to live as seems good to themselves, than by compelling each to live as seems good to the rest.
Setembro 14, 2010 at 6:40 pm
Sim, os Clássicos, embora toda a moderna sociologia, a partir de Max Weber e George Simmel, nos mostre que a questão da liberdade não é assim tão simples. Mais recentemente, Michel Foucault e Gilles Deleuze pensaram muito bem todas as formas ocultas de disseminação do poder, isto é, de constrangimentos à liberdade individual. Desde logo na reificação dos próprios Clássicos. Por exemplo, Deleuze diz em Dialogues que ler Platão, Kant, Heidegger, e tantos outros, “é uma formidável escola de intimidação.”
Portanto, se lermos os Clássicos como burocratas da razão, no desejo de dar mais um passo em direcção à erudição, estamos a recortar a nossa própria liberdade.
Ler os Clássicos, sim! Mas usando-os como “ferramentas” para pensarmos por conta própria.
Setembro 14, 2010 at 6:41 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/09/14/the-wave-pictures-sweetheart-a-lovely-aniboom-animation-by-ben-reed-algo-doce-para-um-ano-que-se-preve-bem-amargo/
Setembro 14, 2010 at 6:42 pm
De ferramentas anda alguém a precisar..penso eu de que…
Odeio os livros; ensinam apenas a falar daquilo que não se sabe
Rousseau, Jean Jacques
Setembro 14, 2010 at 6:42 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/09/14/o-homem-nao-e-mais-do-que-a-sua-imagem/
Setembro 14, 2010 at 6:42 pm
É assim que se sente um Ultra Liberal: sem escola, credo ou ideologia (embora saiba que os absolutos só desaparecerão quando, como diz Nietzsche, acabarmos com a Gramática).
Setembro 14, 2010 at 6:44 pm
O Bulimundo parasita o Umbigo, é um pequeno oportunista. (E Jean Jacques não se escreve assim)
Setembro 14, 2010 at 6:45 pm
O Bulimundo odeia os livros, e disso faz gala. Mas olhe que não era preciso dizê-lo, nota-se muito bem que não sabe escrever.
Setembro 14, 2010 at 6:45 pm
Ou batrmos a bota…como disse esse “nuche”: deus morreu..e o dito escreveu. “Nutche” também…Curioso que esse tal de “Nuche” era o preferido de uma tal de Hitler..ultraliberal também creio ´sua maneira..nada se pede tudo se transforma pensava ele…
Um super homem:..”Super-homem
Nietzsche, como dissemos, opõem-se a todas as ideias igualitaristas, humanitaristas e democráticas. De acordo com o seu pensamento as mesmas apresionam o Homem, não o libertam. O seu modelo de Homem está nos príncipes do Renascimento: valente, hábil, sem moral (acima do Bem e do Mal), apenas se guiando pela sua vontade de poder, a sua energia vital. O super-homem é aquele que aceita a vida como ela é: incerta, conflituosa e sem ilusões. Ele aceita as forças cósmicas incertas e contraditórias que os outros negam e temem…”
Fui…
Setembro 14, 2010 at 6:46 pm
# Mas sabe ir à Wikipédia.
Setembro 14, 2010 at 6:48 pm
em inglês??? estou completamente arrumada: não consigo! Triste sina a minha que não tive AEC/Inglês quando era pequenina… agora é só português… e sabe-se lá com que esforço 🙂
Setembro 14, 2010 at 6:51 pm
Talvez mas não digo tanta idiotice de índole nazi com alguém que se pregoa liberal…aliás antes analfabeto do que analfabruto …deve descender de uma família de Cascais Beta ou talvez de alguma seita mórmons não? Compreendo era tudo ao molho e fé em Deus nem sabe qual a parentalidade e isso gera conflitos de personalidade e trejeitos de esquizofrenia…Entendo-o houve no passado muitos como você…o álcool e os ansioliticos podem atenuar mas não curam o vazio espiritual que lhe vai na alma..nem creio que alguém humano o possa fazer..
Setembro 14, 2010 at 6:58 pm
Duas breves notas sobre a questão da “liberdade”.
1. Sobre a(s tentativas da) sua definição um velho e sábio conselho de Espinosa: “toda a determinação é uma limitação”.
2. Outra sobre uma vertente digamos mais prática: “a liberdade deve ser sobretudo a liberdade daquele que pensa diferente”(R. Luxemburgo).
Setembro 14, 2010 at 7:01 pm
#5
“…sem escola, credo ou ideologia…”
Gargalhada!!!!!!!!!
Fim da gargalhada.
Quando acabarmos com a Gramática será o caos. E no caos, safam-se os mais fortes.
“…sem escola, credo ou ideologia…”
Mas gosta de citar…
Setembro 14, 2010 at 7:02 pm
#1,
Obviamente.
Mas temos de ir por passos.
é mais do que óbvio que cada conceito de liberdade é muitas vezes prisioneiro do seu tempo.
Esta citação visava chamar a atenção para duas faces da liberdade que o meu caro pareceu passar por alto, em busca de uma pós-erudição.
Porque também Foucault teve o seu tempo e a minha primeira publicação “em vida passou por ele.
Quanto a Max Weber é de cabeceira.
Estranhei não encontrar referência a Hayek, guru de tanto novo-liberal.
embora eu prefira – de há muito – Popper em matéria de liberalismo, intelectual e não só.
Setembro 14, 2010 at 7:03 pm
O Bulimundo é louco!!!!
Setembro 14, 2010 at 7:05 pm
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/dirigente-do-ps-com-licenciatura-duvidosa
Setembro 14, 2010 at 7:07 pm
Mas aposto que tem uma foto da Salma Hayek na mesinha de cabeceira…sabe Deus para fazer o quê!
Na Psicologia, Hayek propôs uma teoria da mente humana segundo a qual a mente é um sistema adaptativo. Em Economia, Hayek defendeu os méritos da ordem espontânea. Segundo Hayek, uma economia é um sistema demasiado complexo para ser planejado por uma instituição central e deve evoluir espontaneamente, por meio do livre mercado. A mesma idéia foi aplicada ao Direito: Hayek sustentou que um sistema jurídico produzido pela gradual interação entre os tribunais e os casos específicos funciona melhor que um sistema legal planejado a priori por um legislador. Na Política, propôs uma fórmula constituinte que procura garantir as idéias liberais, com ênfase no conceito de “governo limitado”.
VIU-SE BEM ONDE FOMOS PARAR COM ESTA IDEIA CHAVE…
Em Economia, Hayek defendeu os méritos da ordem espontânea. Segundo Hayek, uma economia é um sistema demasiado complexo para ser planejado por uma instituição central e deve evoluir espontaneamente, por meio do livre mercado
Setembro 14, 2010 at 7:21 pm
#17
Pode ser que a intuição tenha uma raíz comum, mas J. L. Borges conduziu a sua para um caminho mais interessante e acaso certeiro, quando manifestou o desejo ou a esperança que um dia mereçamos não ter governo…
(Ocorria logo aqui uma piadola em relação ao actual governo, mas Borges é bem mais alto do que tudo isso, e não merece referências tão rasteiras).
Setembro 14, 2010 at 7:34 pm
Leiam Cícero.
Que coisa!
Setembro 14, 2010 at 7:50 pm
Fico muito aborrecido com a imposição de certas liberdades, as dos autoapelidados libertadores.
Setembro 14, 2010 at 8:00 pm
Setembro 14, 2010 at 8:03 pm
Setembro 14, 2010 at 8:08 pm
Mankind are greater gainers by suffering each other to live as seems good to themselves, than by compelling each to live as seems good to the rest.
É isso. Carlos marx e 25, ouviram?
Setembro 14, 2010 at 8:09 pm
#1
” Por exemplo, Deleuze diz em Dialogues que ler Platão, Kant, Heidegger, e tantos outros, “é uma formidável escola de intimidação.””
E esta? é uma forma de intimidação? Se sim, então é errado ler Deleuze a dizer que ler os outros é uma forma de intimidação, já que também não se deve ler Deleuze. Se a resposta for não, então a afirmação é auto refutante já que há pelo menos uma leitura que não é uma escola de intimidação 🙂
Setembro 14, 2010 at 8:09 pm
A única liberdade em que verdadeiramente acredito é a que é exercida pelos interessados no momento próprio. O período da minha vida em que observei a liberdade ser exercida amplamente foi nos meses que se seguiram ao 25 de Abril de 1974 (excepção feita a alguns banqueiros, mas apenas porque tentaram transferir desalmadamente os activos para o estrangeiro). Com a vitória dos “Nove” do Conselho da Revolução, secundados por tudo quanto era esteio do antigo regime, acabou-se a festa. Regressámos às liberdades mitigadas.
Não conheço “auto-apelidados libertadores” Conheço pessoas que identificam limitações às liberdades gerais e procuram denunciá-las para congregar forças capazes de vencer esses obstáculos. Mas a “libertação” é sempre obra comum, exige o comprometimento de todos os interessados.
Setembro 14, 2010 at 8:11 pm
Setembro 14, 2010 at 8:19 pm
B Constant e I Berlin foram dois defensores brilhantes e intransigentes da liberdade e da privacidade do ser humano face aos abusos do Estado.
Setembro 14, 2010 at 8:26 pm
Todo o libertador é um tirano apostado em não se pensar diferente.
Setembro 14, 2010 at 8:30 pm
Confundir liberdade com “libertação” é abdicar da vontade individual do sujeito e entregar a patente do acto a uma entidade “colectiva” que determina o que é melhor para todos.
Infelizmente é esta forma de liberdade “colectiva” que acaba por asfixiar a autonomia e a privacidade, criando um colete de forças ideológico propício à anulação de quem não alinha na “libertação”.
Setembro 14, 2010 at 8:30 pm
O estado democrático é o mais cínico pois o faz em nome da liberdade.
Com esta, apesar disso, não defendo outro. Mas a liberdade não chega, tem que existir ética.
Setembro 14, 2010 at 8:39 pm
#29 e #30
Vista a questão da liberdade sob o prisma da relação entre o indivíduo e o Estado, ela apresenta-nos uma faceta paradoxal nos nossos dias.
Por um lado há a sensação de uma crescente intrusão do Estado na esfera da liberdade individual – designadamente, pela pulsão securitária que emergiu no pós-11 de Setembro, reevocando os fantasmas do big brother.
Por outro, a crise com que nos debatemos parece resultar fundamentalmente de uma falha grosseira dos mecanismos de regulação do Estado sobre o Mercado Omnipotente.
Setembro 14, 2010 at 8:42 pm
Viva a anarquia…
Criador de anarquias sempre me pareceu o papel digno de um intelectual – dado que a inteligência desintegra e a análise estiola.
Fernando Pessoa
Setembro 14, 2010 at 8:47 pm
#24,
O Deleuze é amiúde confuso e então aquele livrinho dele sobre o Foucault (saiu inicialmente na Vega) a principal razão para eu me desagradar desta variante pós-moderna meio fofinha ao contrário que escreve para si mesma.
Setembro 14, 2010 at 8:51 pm
A comunicação da ministra lembra ISTO…O MESMO TOM DE VOZ DA PROFESSORA..
Setembro 14, 2010 at 8:57 pm
#34
Não ofendas a Ana Bola.
Setembro 14, 2010 at 9:09 pm
Setembro 14, 2010 at 9:15 pm
Mas o que faz o estado senão a gestão central e planificada da grande empresa sediada no território nacional?
Os cidadãos não são educados na virtude, no conhecimento e na liberdade mas sim nas amarras dos direitos e deveres do trabalhador-consumidor.
Daí a necessidade de educar para o “igualitarismo” do mercado, onde todos se relacionam face ao valor abstracto do trabalho assalariado.
Setembro 14, 2010 at 9:20 pm
Setembro 14, 2010 at 9:21 pm
Há uns tempos reli o Fernão Capelo Gaivota e encontrei no livro algo que me tocou profundamente e que se aproxima da definição do conceito de Liberdade
“ A maior parte das gaivotas não
se querem incomodar a aprender
mais que os rudimentos do voo,
como ir da costa à comida e voltar.
Para a maior parte das gaivotas,
o que importa não é saber voar,
mas comer. Para esta gaivota, no
entanto, o importante não era comer,
mas voar.”
“ Vê mais longe a gaivota que
voa mais alto.”
Fernão Capelo Gaivota
Setembro 14, 2010 at 9:38 pm
Vai aos gritos e em negrito. É de propósito. Talvez não tenha lido os clássicos, mas certamente sabia como deve ser o sabor da
LIBERDADE.
Setembro 14, 2010 at 9:57 pm
Tchiiii!!
Engraçado como cada um de nós tem uma definição própria para Liberdade!
Para uns, a liberdade individual- de pensamento, de opções de vida – é um bem supremo.
Para outros, liberdade é um conceito colectivo, mais político.
E as palavras derivadas, com raiz comum?
Livre, liberal, libertino, libertário,…
Setembro 14, 2010 at 10:00 pm
Sade era um libertino libertário e quiçá até liberal no sexo livre!!!!
.e que nada nem ninguém é mais importante do que nós próprios. E não devemos negar-nos nenhum prazer, nenhuma experiência, nenhuma satisfação, desculpando-nos com a moral, a religião ou os costumes.
Marques de Sade
Setembro 14, 2010 at 10:01 pm
#33
Sim, o Deleuze é do menos fiável que há. O caso Sokal mostrou o terrorismo verbal do Deleuze. É, a par com Derrida, Heidegger e mais alguns, um autor muito obscuro e de difícil trato.
Setembro 14, 2010 at 10:06 pm
Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa…
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca…
Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”
Setembro 14, 2010 at 10:09 pm
Liberdade
— Liberdade, que estais no céu…
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra…
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga, in ‘Diário XII’
Setembro 14, 2010 at 10:12 pm
Só Esta Liberdade nos Concedem os Deuses
Só esta liberdade nos concedem
Os deuses: submetermo-nos
Ao seu domínio por vontade nossa.
Mais vale assim fazermos
Porque só na ilusão da liberdade
A liberdade existe.
Nem outro jeito os deuses, sobre quem
O eterno fado pesa,
Usam para seu calmo e possuído
Convencimento antigo
De que é divina e livre a sua vida.
Nós, imitando os deuses,
Tão pouco livres como eles no Olimpo,
Como quem pela areia
Ergue castelos para encher os olhos,
Ergamos nossa vida
E os deuses saberão agradecer-nos
O sermos tão como eles.
Ricardo Reis, in “Odes”
Heterónimo de Fernando Pessoa
Setembro 14, 2010 at 10:14 pm
Liberdade é Subjectividade
Liberdade é apenas outro termo para designar a subjectividade, e qualquer dia, esta já não se aguentará a si mesma. Chegará então o momento em que se desesperará da possibilidade de criar algo através das suas próprias forças; então procurará protecção e segurança na objectividade. A liberdade conduz sempre à reviravolta dialéctica: Muito cedo, reconhece-se na delimitação, realiza-se na subordinação à lei, à regra, à coacção, ao sistema; converte-se nisso, o que não quer dizer que deixe de ser liberdade.
Thomas Mann, in “Doutor Fausto”
Setembro 14, 2010 at 10:21 pm
#41 reb
Mas será mesmo possível conceber uma liberdade individual no sentido estrito? Podemos ou sabemos existir como indivíduos isolados, feitos Robinson Crusués? Talvez alguns se achem suficientemente corajosos, mas aqui não é irrelevante a demonstração prática, para além do parlapié. Se nos convencermos que somos, mesmo individualmente, pelo menos em grande medida, frutos da sociedade a que pertencemos, é também com a sociedade que temos que nos preocupar. Se a sociedade a que pertencemos é condicionada gravemente pelo poder, é a qualidade de vida de todos os seus elementos, incluindo a dos detentores do poder, que sofre.
Setembro 14, 2010 at 10:28 pm
#48, António, o conceito de Liberdade é abrangente, penso eu.
Mas, a diferença entre nós 2, é que, para mim, o ser humano é único além de ser tb um ser social.
Cada um de nós é um “universo”. Nascemos e morremos sós.
Interagimos, amamos, misturamo-nos com outros, mas mantemos a nossa subjectividade que, como dizia o Thomas Mann, é sinónimo de liberdade.
Agora, se me perguntares se é possível alguém sentir-se livre qdo à sua volta há pessoas em grande sofrimento? Julgo que não.
Mas também julgo que a força colectiva só é possível na ligação entre seres subjectivos.
Não me seduzem as “massas” que respondem em uníssono.
Parece-me uma alcateia de lobos, em que o “alfa” pensa e decide e os “betas” seguem-no julgando que o pensamento tb é deles…
Setembro 14, 2010 at 10:31 pm
Falta esta:
Setembro 14, 2010 at 10:35 pm
#50, pois faltava, Elisabete.
Tão bonito!…
Setembro 14, 2010 at 10:36 pm
…a diferença entre nós 2?…
Não estou a ver, pelo menos pelas palavras que usaste.
Lembro:
somos, mesmo individualmente, pelo menos em grande medida, frutos da sociedade
Quanto às “massas”, convém não confundir o original com a cópia contrafeita. Sei que eras muito nova na altura, mas se as “massas” tivessem ficado quietinhas em casa, como o MFA propôs naquele dia, te garanto que Portugal não teria passado pelos acontecimentos testemunhaste.
Setembro 14, 2010 at 10:44 pm
#52, António, não sei se me consegui exprimir como queria.
Eu emociono-me muito com as emoções colectivas também.
Eu não menosprezo as conquistas que se fizeram pela Liberdade do país.
Orgulho-me de quem as travou. Orgulho-me dessa união!
Mas, António, qdo falo da diferença entre nós, refiro-me ao conceito de liberdade individual que, para mim, é tão nobre qto a luta colectiva de um povo pela libertação do regime que o oprimia.
É o amor a essa liberdade individual, que para mim é um bem supremo, que eu tb defendo com unhas e dentes.
É por isso que não tolero ditaduras, sejam elas de esquerda ou direita.
Entendes-me?
Setembro 14, 2010 at 10:48 pm
Como se diz agora: somos seres bio-psico-sociais.
Eu concordo.
Setembro 14, 2010 at 10:54 pm
A propósito de liberdade/repressão, gostaria de ouvir a vossa opinião sobre este artigo do Pedro Lomba.
Eu gostei muiiiitooo!!
http://www.google.pt/url?sa=t&source=web&cd=1&ved=0CBUQFjAA&url=http://o-povo.blogspot.com/2010/09/repressao-sexual.html&ei=KYOPTOXrGYiI4AaEpvjlDg&usg=AFQjCNFy13wdd9vK1v2oHSNCoUnLLp0qcA
Setembro 14, 2010 at 10:56 pm
Pois, pois…
Foi com a ‘razão e coração’ do Mill que o Guterres nos lixou a todos.
O próprio do Stuart lixou-se, ele próprio, quando, por razões de coração (apaixonou-se por uma esquerdalha da época), abandonou a visão liberal de mercado que sempre havia defendido, convertendo-se aos encantos da menina e do estado papá.
Tadito!
Setembro 14, 2010 at 10:57 pm
Esqueçam o blogue de onde foi retirado.
Pesquisei no google pelo artigo do Pedro Lomba porque, de manhã, recebi um sms a falar-me disso. Não descobri no publico online.
Setembro 14, 2010 at 10:57 pm
Ainda assim, prefiro a pilhéria, que é pilhar a liberdade de terceiros serem parvos.
Setembro 14, 2010 at 11:03 pm
O diálogo está instalado. Paciência. às vezes, acontece. Já estou de partida para o ó-ó, mas aqui vai mais uma achega.
Faz parte de todas as mistificações inverter o sentido das coisas. Uma inversão rude é a de que a liberdade colectiva destrói a liberdade individual. Certamente, como aconteceu em Janeiro de 1974, teve que se limitar a liberdade individual dos banqueiros em destruir a viabilidade dos bancos em Portugal, mas não estou a ver como é que isso tenha prejudicado a liberdade colectiva. Penso mesmo que a liberdade individual de muitos portugueses teria sofrido com o prosseguimento dessa acção.
Tomemos bem conta da nossa casa e saberemos melhor falar sobre o país. Tomemos bem conta do nosso país e talvez, como diz Chico Buarque, tenhamos algum “alecrim” para enviar para outros países.
Setembro 14, 2010 at 11:15 pm
#1 Heuresement, esses pensadores de segunda escolha que refere não são clássicos…
Setembro 14, 2010 at 11:37 pm
Estamos muito avançados, já há “clássicos” dos dois séculos passados, no último dos quais chegámos a respirar.
Em tempo, são tão clássicos, tão presentemente clássicos e não se viu uma ideia deles. Mas adorei o nível intelectual da coisa.
Setembro 15, 2010 at 10:25 am
Todos os conceitos são construções sociais e pessoais.
A tragédia instala-se quando se pretende anular ou submeter o ser humano a um padrão definido pela vanguarda, seja o estado, a igreja, o partido ou o terapeuta.
Por alguma razão Freud e Marx, são as grandes referências dos “condutores de homens”, com consequências tão ou mais devastadoras do que as produzidas pelo ignóbil mercado capitalista.