… em que é melhor sorrir, porque é difícil levar a sério…

Escola não fecha por causa de falência de empreiteiro

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Exemplo disso mesmo foi a autorização, a “título excepcional”, do funcionamento da Escola de Grovelas, em Ponte da Barca – que tem apenas quatro alunos -, devido à falta de alternativas.

É que a obra do novo centro escolar que deverá albergar estes e outros alunos daquele concelho parou devido à falência da empresa que o construía. “É muito mau, mas está autorizada. Só mesmo porque se aguarda a construção”, explicou ao DN fonte ligada à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN).

A escola de Grovelas já foi oficialmente declarada extinta no ano passado, mas a falência do empreiteiro obrigou àquela “solução de recurso”. “A única alternativa que tínhamos era mandar aqueles miúdos para o Centro Escolar de Entre-Ambos-os-Rios, o que, na prática, os obrigaria a percorrer o concelho de uma ponta à outra, numa viagem de mais de 20 quilómetros”, explicou ao DN o autarca de Ponte de Barca.

O problema, mais sério do que este caso episódico, é que há por aí muita obra que anda a ser adjudicada como tábua de salvação para diversas empresas de construção civil.

O que em si não é mau como estratégia (muito pontual) de contenção do desemprego.

O que pode ser preocupante é a poupança com os materiais e as formas de maximizar os lucros… A Parque escolar descarta-se de responsabilidades e, depois, ninguém tem culpa quando as coisas começam a dar de si, como já se percebeu em algumas das Secundárias intervencionadas.