Sábado, 11 de Setembro, 2010


The Low Anthem, To The Ghosts Who Write History Books

The National, Anyone’s Ghosts

… e não afecta, sei lá, as famílias vão já receber, há muitas escolas já a pagar e as que não recebam, vão logo receber.

Mas Isabel Alçada tem razão num ponto: em 2008, ano de aperto, o despacho saiu tardíssimo e os alunos andaram sem livros quase meio período, mas em 2009, ano de eleições, o despacho saiu a horas.

Este é uma espécie de ano intermédio.

O António Vitorino a fazer de apresentador das 7 Maravilhas Naturais de Portugal? Inclui o decote da Catarina Furtado? Ou o vestido é em fibra sintética?

Escola EB 2,3 de Rio Tinto, Gondomar, devido a obras o início das aulas foi adiado para Outubro, à espera de contentores (salas modulares?).
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Concelho de Valpaços, os alunos das 4 escolas encerradas vão ser transferidos para o novo Centro Escolar… como novo o centro escolar só abre em Janeiro, os alunos serão colocados provisoriamente em 3 escolas. Presidente Câmara contesta a medida e não assegura o transporte.
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Primeiro ministro inaugura o novo centro escolar, escola secundária de  Pedro Nunes (Lisboa), Ex-alunos, Maria Barroso e Marcelo Rebelo de Sousa. José Sócrates faz novamente a defesa do ensino público. Assinatura de contratos para a construção de 17 escolas.
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Dois casos de professores a contrato, Marta Carvalho contratada há 8 anos e Regina, professora contratada há 10 anos.

Manuel Alegre marcou para a hora dos telejornais a sua rentrée, hoje, no CCB. Nem um dos canais generalistas transmitiu em directo. Nos canais N (SICN, RTPN), ainda se safou. A TVI24 também marcou ausência.

Vai ser estranho ver se Alegre tem um resultado pior com o apoio do PS do que nas anteriores eleições, sem ele.

Preparing Children to Be Safe at College

Money can buy many things to help children excel academically, like tutors and private school educations. But as those children go off to college, the one thing otherwise protective parents typically do not spend money on is making sure their children do not become victims of a crime.

(continua…)

E a sensação esquisita de poder ser atraído pela boa e respeitável blogosfera (arrepio…)

Penso que vou em representação dos blogues bi-individualistas (o Fafe não se chateia), por oposição aos blogues colectivistas  que vão estar presentes (31 da Armada, 5dias e O Cachimbo de Margritte) e que somam, em conjunto, 86 membros (34+30+22).

Ahhh… é na TVI24 e o meo serviço já vai permitir rever-me narcisicamente umas horas depois.

Há escolas do 1º CEB que o ME quer fechar, sem o acordo de autarquias e populações. Noticiário diverso nos últimos dias chamou a atenção para o facto de, querendo fechar as escolas, o ME não colocará lá os docentes necessários para a abertura das aulas.

Só que os professores são quadros de agrupamento. E a decisão – comunicação – da lista definitiva das escolas a encerrar foi já depois do arranque dos cocursos para DACL e contratados.

Logo… os agrupamentos a que pertencem essas escolas têm a capacidade de lá colocar os docentes… que já lá estavam, caso fossem do quadro…

A menos que fossem contratados. Mas mesmo assim…

Ou não?

Chegado por mail:

Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro adia as aulas e só abre  a 20 de setembro por falta de pessoal não docente- 9 funcionários do centro de emprego por colocar e falta de Professores.

Forte abraço

Não pratico, mas respeito. E procuro manter-me informado, em caso de ser chamado a aconselhar algum dos meus amigos que são crentes e/ou praticantes. Até porque, em diversos momentos da vida, fui acusado de ser uma das duas coisas, o que em nada me incomodou. Antes pelo contrário. Ser fracturante tem sempre um charme subversivo.

Não, este não é um post do Fafe. Sou eu, mais straight que on the rocks.

Algarve:

Doze aldeias rurais perdem alegria das crianças

Cantanhede:

Ano lectivo arranca sem sobressaltos em Cantanhede

Fundão:

Pais de alunos contestam transferência para escola vizinha

Fundão: crianças faltaram ao primeiro dia de aulas, ao compareceram na escola que fechou em vez de se apresentarem na de acolhimento

Pais protestam contra encerramento de escola no Fundão

Lamego:

Participação estatal nos centros escolares de Lamego aquém do prometido, acusa a autarquia

Lousada:

Requalificação da Secundária ultrapassa os 13 milhões de euros

Penafiel:

Fecho das escolas provoca esvaziamento das comunidades

Sines:

Nova escola básica de Porto Covo vai estar pronta ainda em 2011

Vila Franca de Xira:

Câmara de Vila Franca de Xira assina 63 acordos para apoio à educação

País, em geral, e classe docente, em particular, em risco de…

Única, 11 de Setembro de 2010, p. 66.

… em que é melhor sorrir, porque é difícil levar a sério…

Escola não fecha por causa de falência de empreiteiro

(…)

Exemplo disso mesmo foi a autorização, a “título excepcional”, do funcionamento da Escola de Grovelas, em Ponte da Barca – que tem apenas quatro alunos -, devido à falta de alternativas.

É que a obra do novo centro escolar que deverá albergar estes e outros alunos daquele concelho parou devido à falência da empresa que o construía. “É muito mau, mas está autorizada. Só mesmo porque se aguarda a construção”, explicou ao DN fonte ligada à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN).

A escola de Grovelas já foi oficialmente declarada extinta no ano passado, mas a falência do empreiteiro obrigou àquela “solução de recurso”. “A única alternativa que tínhamos era mandar aqueles miúdos para o Centro Escolar de Entre-Ambos-os-Rios, o que, na prática, os obrigaria a percorrer o concelho de uma ponta à outra, numa viagem de mais de 20 quilómetros”, explicou ao DN o autarca de Ponte de Barca.

O problema, mais sério do que este caso episódico, é que há por aí muita obra que anda a ser adjudicada como tábua de salvação para diversas empresas de construção civil.

O que em si não é mau como estratégia (muito pontual) de contenção do desemprego.

O que pode ser preocupante é a poupança com os materiais e as formas de maximizar os lucros… A Parque escolar descarta-se de responsabilidades e, depois, ninguém tem culpa quando as coisas começam a dar de si, como já se percebeu em algumas das Secundárias intervencionadas.

Estudo Eurosondagem
Os seus filhos mudaram de escola?
Qual o motivo?
Dificuldades de aquisição de material
Opinião sobre a organização da rede escolar.
E uma ficha técnica curiosa.
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Reportagem sobre dificuldades económicas nas escolas privadas e sobre o Externato de S. José.
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A Comissão Nacional de Protecção de Dados não autorizou a utilização do cartão electrónico, o incumprimento da lei está a ser analisado pelo ministério da educação mas a  Comissão Nacional de Protecção de Dados poderá intervir se houver uma denúncia.
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Recolha e introduções do Calimero Sousa.

… e já agora com um mínimo de inteligência, conseguirem percepcionar os factos de uma forma parecida.

Eis o topo da p. 20 (a primeira das centrais) do Expresso de hoje:

Vou repetir algo que já escrevi muitas vezes: não tenho uma teoria da conspiração contra os jornalistas, muito menos em relação aos que escrevem sobre Educação (quanto às direcções é outra conversa…). Acho mesmo que nos últimos anos muito se ganhou em conhecimento, profundidade e isenção em relação à maquinaria comunicacional do ME e do governo que temos.

Factos: em Portugal há mais tempo de aulas para alunos e professores, a estrutura curricular não privilegia as áreas que deveriam ser nucleares, perdendo-se em rodriguinhos transversais, os professores portugueses são dos que mais tempo demoram a chegar ao topo da carreira, ao contrário do que se diz por aí em certas colunas de opinião e caixas de comentários.

E se a OCDE serve para validar umas coisas, será que não serve para demonstrar estas?

Os 5 agrupamentos de Seia foram reduzidos a 2. Professores estão colocados em várias escolas simultaneamente, são obrigados a dar aulas em diferentes escolas para completar o horário, 20 km em estrada de montanha, chega a demorar uma hora.
Diferentes projectos educativos, diferentes manuais…
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Lamego, o concelho onde encerraram mais escolas (21), presidente de câmara, Francisco Lopes, acusa o governo de ter enganado as autarquias ao prometer pagar 70% dos centros escolares. O autarca concorda com os encerramentos com duas excepções.
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Escola do Coucieiro. Tribunal deu razão aos pais e aceitou a providência cautelar, no entanto a autarquia de Vila Verde garante que a escola vai fechar depois do recurso do Ministério da Educação e com base na carta educativa do concelho.  Novos protestos dos pais, José Fernandes e Rosa Martins, encarregados de educação, a escola tem 24 alunos.

E logo no JN que eu tanto critiquei. Não sei o que dirá o comentador Mat a este respeito…

Confesso que fui um pouco verborreico e explicativo em algumas respostas, mas o resumo feito de cada uma delas respeita fielmente o espírito do que disse. Numa delas, o que recordo é o chamado programa mínimo do início dos anos 80 quando no 12º ano havia o programa e depois os conteúdos que com toda a certeza apareciam nos exames para acesso à Faculdade.

Sei que ainda me foram feitas mais perguntas, sendo uma delas, acho que a última (foi por telefone, não guardei registo), o que mais temia para este ano lectivo, ao que respondi ser a crescente despersonalização da dimensão humana das relações nas escolas, sendo os alunos mais novos os mais atingidos por isso.

“Resultados escolares não melhoram com medida isolada”

As metas de aprendizagem são um instrumento útil para os professores?

Seriam, caso surgissem articuladas com outras medidas, nomeadamente a alteração dos programas e do currículo. Sendo uma medida isolada, terão alguma utilidade, mas o currículo nacional do ensino básico (CNEB) já nos diz qual deve ser o perfil do aluno no final de cada ciclo.

Trata-se, então, de uma duplicação de instrumentos?

Estou com alguma curiosidade para ver se as metas alteram o que está determinado no CNEB ou se introduzem metodologias de trabalho que sejam diferentes do que já temos; se  vão repetir o que já sabemos ou, se por exemplo, vão recuperar o currículo mínimo que existia para o 12º há mais de 20 anos – ou seja, conteúdos que tinham mesmo de ser dados. É uma incógnita.

Se for uma medida isolada, será suficiente para melhorar os resultados escolares?

Não. Com o mesmo programa e currículo em vigor, as metas não podem ser mais fáceis de alcançar pelos alunos. Penso que é mais uma espécie de cosmética, no sentido de apresentar uma medida que, na prática, dirá aos professores os objectivos a atingir. Mas nós já os tínhamos. Seria útil se alterasse o desenho curricular e os programas tivessem novas metas.

Refere-se a uma revisão curricular e ao reordenamento dos ciclos de ensino?

Essa é de há muito tempo e de forma quase consensual a reforma prioritária. É necessário redesenhar o currículo, especialmente no 3º Ciclo, que está errado. Primeiro, reorganizava-se e só depois se definiam novas metas.

Quais são as suas expectativas para este ano lectivo?

Vai ser mais tranquilo a nível global, mas mais intranquilo nas escolas,  devido aos mega-agrupamentos e ao novo modelo de avaliação docente. De resto, o sector está numa relativa anestesia e não me parece que vá sair dela a breve prazo.

Isso é uma crítica aos sindicatos?

A partir do momento em que foi assinado um acordo sobre a carreira, as novas medidas têm merecido alguma oposição dos sindicatos, mas sem grande ênfase.

Nesta resposta eu acrescentei que a vocação dos sindicatos não é, nem tem sido, a análise das questões pedagógicas.

Professores preferiam revisão curricular à definição de metas

Interessante de ler, mas esta passagem deixa-me algo baralhado:

O ME acredita que o instrumento constituirá uma alavanca para a melhoria dos resultados dos alunos. Claro que esse “processo não será automático”, admite Natércio Afonso. “Os professores vão ter de as usar e usar bem”; a “expectativa é que sintam mesmo a sua falta”, sublinha o professor da Universidade de Lisboa, para quem a aplicação “nunca poderá ser obrigatória, mas sempre voluntária”.

Mas então os professores vão ter de usar as metas de aprendizagem, mas a a sua aplicação nunca poderá ser obrigatória?

Mas então no que ficamos?

É uma obrigação facultativa ou uma faculdade obrigatória?

(c) Cameron Cardow