Quinta-feira, 9 de Setembro, 2010


Fanfarlo, The Walls are Coming Down

(Beirut meets The Pogues?)

Anexos:

Carta à DREN

Carta à Ministra da educação

Educação: Ministra desafia jovens a ir «mais longe»

Ver post abaixo, antes de disparar…

Afinal o que são 5 km de ida e volta? Desenvolve a musculatura e enrija o carácter!

Câmara de Salvaterra de Magos corta nos transportes escolares

Medida afecta crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo. Município justifica com as restrições orçamentais que são impostas às câmaras municipais pela administração central.

Sofia tem oito anos e vai frequentar o terceiro ano da escola primária do Estanqueiro, em Foros de Salvaterra, concelho de Salvaterra de Magos. A partir do próximo ano lectivo, que se inicia a 13 de Setembro, Sofia e todas as crianças que vivam a menos de 2,5 km do estabelecimento de ensino que frequentam deixam de ter direito a utilizar os transportes escolares que a câmara municipal disponibilizava a todas as crianças do primeiro ciclo e pré-escolar.

A informação foi dada pela autarquia através de uma carta que os encarregados de educação receberam em casa. A missiva, assinada pela vereadora da Educação, Margarida Pombeiro (BE), informa que devido às “restrições orçamentais que, actualmente, são impostas às câmaras municipais pela administração central, e os impactos que os mesmos provocam ao nível da capacidade de concretização das políticas locais não é possível conceder o transporte solicitado” pelos encarregados de educação.

Será que posso destacar o facto desta ser a única câmara do Bloco’? Alguém me pode chamar um danieloliveira de serviço para tratar disto?

Apelo à navegação (1.ª Bolsa de Recrutamento)

Entre metas de aprendizagem e competências essenciais (gerais e específicas por disciplina e ano de escolaridade). E parece que será tudo no site da DGIDC.

O Ricardo já disponibilizou umas primícias

Quase tudo o que não usei ontem, por falta de tempo. Material recolhido e tratado pelo blog do Cão. Comentários do Calimero Sousa, muito ligeiramente editados por mim.

Portugal abaixo da média da OCDE nos gastos por aluno
Portugal ultrapassa a média da OCDE nos alunos inscritos no pré-escolar
Mais formação = melhor emprego, dados da OCDE 2/3 não concluem o secundário
Mulheres com mais formação em desvantagem nos salário
Conclusões do Primeiro Ministro sobre relatório da OCDE

Fim das aulas nocturnas, ensino recorrente, os alunos estão a ser encaminhados para os Cursos de Educação e Formação para adultos, as escolas receberam um telefonema no mês de Agosto a indicar que as turmas não podiam ser formadas. Ministério diz que não existe uma extinção formal mas sim um ajustamento da oferta à procura.

João Dias da Silva  (FNE) e António Avelãs (FENPROF) sobre: o encerramento de escolas, 2:00 – Mega-agrupamentos, 4:45 – avaliação de professores.

Das 29 escolas que insistem em ficar abertas, há escolas que não têm professores. Fernando Ruas. A ministra insiste que há professores (uma resposta que vale a pena ouvir).
SIC 1:57
Escola do Vilar, Moimenta da Beira, encerrada e os alunos não foram às aulas, pais protestam.
Alunos nos novos centros escolares.

RTP 3:37 (uma reportagem cor-de-rosa da RTP)
“Longe das polémicas, há muitos locais onde as aulas começaram com tranquilidade”,  uma escola do 1º ciclo em Campolide (Lisboa) o Centro escolar de Santa Maria (Bragança) e a escola do Toural. Para conhecer o curioso caso da escola do Toural:

Na Visão de hoje faz-se uma súmula possível do que este ano lectivo terá de novo. Antes de mais, os anos lectivos não são necessariamente melhores por trazerem algo de novo. Conviria que, mais do que novo, fosse adequado às necessidades e efectivamente melhor.

Mas há dois detalhes que me deixam algo curioso e que avivei com traços a vermelho, para a seguir explanar as minhas interrogações, deixando para outra oportunidade a problemática divertida da Educação Sexual.

Ora bem:

No ponto 3, afirma-se que «a reorganização escolar, que estipula a criação de mega-agrupamentos, está em marcha em 278 municípios». Isto é factualmente inexacto. Mesmo que se referisse ao encerramento de escolas, neste momento não temos exactamente a certeza de quantas são as que encerram; reportando-se aos mega-agrupamentos, ainda pior, pois não existe qualquer lista oficial dos que foram criados, sendo que se falou em apenas 84 megas e mesmo entre esses acabaram por existir baixas.

No ponto 4, temos uma afirmação bombástica, na sequência do número de professores contratados e desempregados, que é a seguinte: «espera-se, agora que o concurso extraordinário de contratação, no início do ano, resolva problemas».

Desculpe?

Concurso extraordinário de contratação?

No início do ano? Que ano? 2011? Ou ano lectivo?

Mas o concurso para contratação em 2011 será extraordinário? e no «início do ano»?

Não se quereria falar do mirífico concurso extraordinário para admissão nos quadros, alegadamente prometido como uma das contrapartidas do acordo de 7/8 de Janeiro passado?

Mas do que é que estamos exactamente a falar?

Mensagem mal percebida, descontextualizada ou meramente errónea?

Agradecendo, naturalmente, a ligação que inseriu no artigo…

Professores, os escravos do ministério

Ante o relatório da OCDE, José Sócrates esqueceu um pormenor: os nossos professores são escravos. E Sócrates continua a esquecer aquilo que não pode aparecer nesses relatórios da OCDE: um aluno de 12º ano não sabe escrever.

Nota informativa

A Comissão de Pais e Encarregados de Educação dos alunos da Escola Básica do 1.º Ciclo de Coucieiro, no Concelho de Vila Verde, congratula-se com o teor do Despacho do Processo Cautelar, interposto junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, que impede o encerramento desta escola. Peticionando os Requerentes a suspensão da eficácia de um acto administrativo (que determinaria o referido encerramento), consta na cópia do citado Despacho, remetida aos autores, estar o Requerido expressamente proibido de “ …executar ou prosseguir a execução do acto visado”, nos termos da legislação em vigor.  Faz agora votos, a Comissão de Pais, para que o ano lectivo, que agora começa, decorra com toda a normalidade no conforto do ambiente humano, físico e sócio-educativo que sempre desejaram – a EB1 de Monte, Coucieiro. A educação e o futuro das nossas crianças agradecem.

Coucieiro, 09 de Setembro de 2010.

A Comissão de Pais

Os vídeos estão todos aqui no Correntes.

A Sábado traz hoje uma peça sobre o assunto, que se presta sempre a alguns sorrisos, mas também a algumas desnecessidades, para quem sabe como os manuais são produzidos e como certas falhas passam o crivo, a maior parte delas resultando de gralhas, distracções e falhas de comunicação entre autores, revisores, gráficos e etc.

A mim foi-me pedido que desse exemplos de erros nos manuais agora em circulação. Por diversas razões, desde logo pelas acima apontadas, optei por apresentar situações passadas comigo enquanto coautor de manuais.

Na peça de hoje, a situação seleccionada está correctamente descrita, mas ao ser sintetizada, pode parecer menos perceptível, pelo que vou reproduzir aqui o mail final que enviei à jornalista Sara Capelo.

Uma situação, com imagens, que é curiosa de um “erro”.

Imagem “Um”


Manual “Viajar no Tempo”, Texto Editores, de que fui coautor.

1995, 1ª tiragem (6000 exemplares para distribuição aos professores), p. 27

A imagem contém um erro: na legenda, onde está o perfil de um porco, escreve-se “bovino”.

Detectado o erro (assim como outros, não muitos, em outras páginas, como uma imagem de javali invertida), a legenda é corrigida, dando origem à…

Imagem “Dois”

Mesmo manual, 2ª tiragem ainda em 1995 para venda aos alunos.

O que é curioso é que em 1998, a mesma editora desenvolve o projecto “História 7º ano” com outros autores (…) que usa materiais decalcados dos nosos, incluindo o tal erro da primeira tiragem, notando-se uma completa falta de cuidado da editora e autores, pois já existia imagem corrigida.

Confirmar reprodução da p. 32 desse manual (15.000 exemplares dessa edição) na Imagem “Três”.


Adenda final: Há erros em manuais, o que é sempre criticável. Assim como é criticável que o processo de certificação dos manuais, durante algum tempo propagandeado pelo ME, seja uma espécie de nado-morto em muitas áreas, acabando por ser os professores a fazer, nas suas análises prévias às adopções, o papel de pós-revisores, ao preencherem alguns fichinhas com os erros detectados. Só que apenas com o uso efectivo dos manuais é possível detectar a maior parte dos que existem.

Citação atribuída a um director da zona centro do país em reunião geral de professores:

Idas ao Gabinete da direcção,rogo-vos e imploro, não vão lá com “minudências” ou conversas de treta. Dirijam-se às “estruturas intermédias e não ao “Olimpo”, porque o Director precisa de sossego para desempenhar as suas funções.

Os mega-agrupamentos (1.ª parte)

A diversidade de situações e de problemas, já existente, multiplicar-se-á, tendo os educadores que lidar com um maior grau de incerteza e de, em menos tempo, integrar toda a informação, com um tempo diminuto para sobre ela reflectir e actuar de forma adequada.

O ENCERRAMENTO DAS ESCOLAS

Hoje «o superior interesse das crianças» é o chavão com que os mais cínicos enchem a boca para justificar aquilo que não é nem do interesse das crianças, nem dos pais, nem do país.

É óbvio que, do ponto de vista individual, a cidade e, em última instância, a capital oferecem ao cidadão melhores condições e mais oportunidades a todos os níveis (educação, profissão, lazer, etc). No entanto, do ponto de vista colectivo, é absolutamente essencial o (re)povoamento do território e o combate à desertificação do interior. Ou seja, para que a qualidade de vida das pessoas que vivem na cidade e na capital seja sustentável a médio prazo, é necessário que as aldeias e freguesias do interior se mantenham povoadas.

Ora, se a vida na cidade e na capital oferece melhores condições e mais oportunidades ao cidadão, tal significa que quem vive na cidade e na capital tem de aceitar pagar o preço para que a fixação de pessoas no interior seja atractiva e estas se sintam compensadas desse seu sacrifício pelo bem de todos.

Isto não significa, obviamente, que a escola só por si garanta a fixação das pessoas nas freguesias rurais. Mas a escola é o mínimo que se pode oferecer a quem aí aceitar viver. Sendo certo que as contrapartidas a pagar às populações que aceitem viver nas freguesias rurais não se pode resumir à escola. Tem de se lhes conceder vantagens na compra de habitação, no acesso à saúde e à educação, nos transportes, oferecer-lhes equipamentos de lazer e de ocupação de tempos livres, conceder-lhes benefícios e isenções fiscais, etc.

E só desta forma, criando condições à fixação das populações nas freguesias rurais do interior do país, se pode, em boa verdade, falar do superior interesse das crianças: crescer num país com futuro.

Santana-Maia Leonardo

Advogado – Abrantes

Entre estes dois é que sinceramente nem vale a pena tomar partido.

Fernando Ruas considera grave acusação de representante dos pais

O presidente da Associação Nacional de Municípios, Fernando Ruas, considera grave e sem qualquer fundamento a acusação feita por Albino Almeida, da Confap.

O que os divide são contingências políticas passageiras. é só haver uma passeada d Cavaco Silva por Viseu e andarão de braço dado.

Andamos no reino dos que chegam depois às coisas, quando já estão consumadas. A verdade é que com os mega-agrupamentos se vai pulverizar  atomizar a relação no interior das mega-comunidades educativas. Recepções aos professores nos pavilhões, reuniões de departamentos em auditórios ou pura e simplesmente o retorno à orgânica dos grupos disciplinares para que alguma coisa tenha funcionalidade.

Isto esteve errado desde a nascença, mas os actores institucionais limitaram-se e limitam-se a uma coreografia do protesto sem qualquer relevância ou capacidade de inversão da situação.

Pactuaram objectivamente com este modelo de gestão, agora é tarde…

Em outros tempos diria que mais vale tarde do que nunca, mas há gente que, de quando em vez, poderia chegar em tempo útil ao apeadeiro, porque já chateia que percam o comboio e fiquem a lamentar-se, sabendo que de nada serve…

FNE quer ajustamentos em “mega-agrupamentos” escolares e diálogo no processo