As coisas são simples: fizeram-se cálculos e há uns tempos concluíram que enfiar a malta nas Novas Oportunidades e certificar tudo a esmo  saia muito mais barato do que obrigar o pessoal a fazer o percurso normal. É óbvio que é mais barato contratar formadores nas bolsas fecundas do desemprego docente e pagar-lhes o mínimo do que pagar a professores na carreira para dar as aulas ditas regulares. Portanto, até 2013, a ideia é dar um certificado a cada candidato que saiba escrever o nome com mais de um cruz, contar até cinco e estender a mão numa cerimónia de entrega de diplomas.

E é óbvio que os próprios alunos, agora formandos, podem não ser geniais, mas basta-lhes street learning para perceberem onde é mais fácil obter o papelinho que eleva a auto-estima e encanta a OCDE.

A restante conversa é apenas para o fiador se entreter.