Quinta-feira, 2 de Setembro, 2010


Scouting for Girls, It’s Not About You

Segunda alteração ao Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pela Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro, e alterado pela Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro

Não sabem o que é? Pois eu também não sabia, são contratados colocados para os quais não há horários.

Será que haverá (muitos?) mais com Horário Zero Completo?

Ainda não saiu o despacho com os valores para os escalões da ASE. Como consequência, e estando o início das aulas a uma semana de distância, os alunos com esperança de terem subsídios e receber os materiais escolares, vão aparecer nas aulas sem nada, ou quase nada.

Não sei se esta forma de fazer as coisas também terá inspiração escandinava.

Já agora, este atraso também tem consequências ao nível dos subsídios para alimentação nas cantinas. E não será um despacho saído amanhã ou 2ª feira que resolverá de imediato tudo.

Não me admiro que os tiopatinhas do ME e MF estejam despreocupados com o desenrolar das aulas – o que correr mal é culpa dos profes – mas mete-me alguma impressão que nem a questão da alimentação permitisse acelerar os cálculos para que o despacho saísse em devido tempo para que não se multiplicassem as aflições que isto gera.

Trabalho num agrupamento com bem mais de 40%  de alunos carenciados pela tabela do ano passado e, no caso das turmas de PCA que terei, não é raro que o valor chegue aos 100%.

Como querem os senhores dos gabinetes climatizados que se façam omoletes e se batam claras em castelo, se nem ovos, nem prato, nem óleo, nem um garfito há para…

O custo-aluno no ensino fundamental público: reflexões para a gestão municipal a partir dos resultados de uma pesquisa de campo

(…)
Os resultados da pesquisa, serviram para informar a Secretaria Municipal de Educação sobre qual o custo-aluno médio da rede, de forma a que os valores levantados possam ser comparados com os repasses do Fundef. Respondem também a questão sobre a oportunidade de desenvolver UEs de tamanho maior para obter ganhos de escala. Neste aspecto a resposta é clara, não é possível observar vantagens absolutas de custo em favor das UEs de maior porte. Os ganhos de custo obtidos são marginais. Não há evidencias que indiquem a conveniência de estender a rede de UEs de grande porte para diminuir o custo por aluno. Neste aspecto pode ser mais produtivo melhorar as práticas de gestão das UEs que apostar no aumento do porte para obter ganhos de custo.

Associação diz que “professores estão a ser formados para o desemprego”

Um dia depois da colocação de docentes, João Grancho pede medidas políticas que permitam adequar oferta à procura.

Fenprof diz que precariedade é uma «calamidade»

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) marcou hoje o início do ano letivo dos docentes com a apresentação do “Guia de Sobrevivência do Professor Contratado”, considerando que a precariedade e desemprego atingem “proporções de calamidade” no setor.

Sindicatos exigem novo concurso para integrar professores contratados

Federações dizem que governo deve integrar nos quadros todos os professores necessários ao sistema

Alertado por um comentário, limito-me a transcrever, para não ser chamado paranóico, doente mental e antisindicalista. Apenas relembraria um post com poucos dias.

Fenprof denuncia erros no concurso

A Fenprof denunciou ontem alegadas irregularidades no concurso de docentes contratados. “Temos recebido várias queixas, porque foram retirados do concurso 4617 professores que não manifestaram preferência. Mas foram as escolas que os aconselharam a isso, prometendo-lhes a renovação do contrato”, afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, instando as escolas a “assumir o erro e corrigi-lo”.

Inquérito ilibou porteiro da escola de Leandro

Nova e extraordinária peça de Paulo Chitas na Visão de hoje sobre o custo das repetências. Numa peça completamente inclinada para um lado, sem qualquer testemunho que discorde da opinião do articulista, aquele que a fundação dirigida por António Barreto escolheu para coautor de um dos seus primeiros livros, demonstra a forma extraordinária como usa os números ao fazer o cálculo do custo das referidas repetências da seguinte forma: somou os números das retenções e abandonos (calma, nem fui verificar se estão certos ou se são de todos os níveis de ensino) e multiplicou esse número por 3.000 euros, valor que recolheu junto do DRE do Alentejo, José Verdasca, e fez cálculos (sem qualquer adaptação, para o período de 1998/99 a 2007/08.

Não me admira esta ligeireza – para não chamar outra coisa – neste jornalista na forma como trata os dados (os 3.000 euros são um valor cuja origem se desconhece, para além da palavra do DRE em causa, e são apresentados como um valor constante. Só me admira que à Visão pareça correcta esta forma de construir notícias.

Para melhor demonstrar toda a sua forma objectiva de tratar o assunto, conclui Paulo Chitas, em tom de interpelação aos imbecis:

Se os chumbos custam tanto ao erário público e de pouco servem aos alunos com dificuldades de aprendizagem, porqu~e tanto sururu quando a ministra da Educação, Isabel Alçada, aludiu no início do verão à possibilidade de acabar com eles?

De forma simplista eu poderia responder a esta questão simplória de duas formas:

  • A realista passaria por explicar a Paulo Chitas – mas ele sabe isso, apenas finge que não – que mesmo com repetências, os nossos alunos chegam com um desempenho médio fraco ao final da escolaridade obrigatória e isso o demonstram testes comparativos internacionais. Com via verde e diploma por fax ao domingo seria o regabofe total. Para além de que Chitas acena, sempre, com o demagógico exemplo finlandês sem que – ninguém o faz – datar o fim dos chumbos na Finlândia e a sua relação com os níveis de alfabetização (académica e funcional) da população.
  • A irónica seria sugerir a Paulo Chitas que fizesse o mesmo tipo de peças sobre a Saúde (afinal, em especial no caso das patologias mais graves, os pacientes acabam por morrer, para quê gastar dinheiro a tratá-los?) e a Justiça (para quê prender os criminosos, se muitos deles quando saem voltam a praticar crimes’ não é mais barato deixá-los à solta e desistir de qualquer tentativa de reabilitação?). Só que nesses casos, nem Chitas teria interesse no tema ou arranjaria um burocrata de serviço a dar o nome por tal disparate, nem a Visão deixaria passar um conteúdo de tal maneira estapafúrdio, mesmo se fosse alegada a relação objectiva entre ausência de prisões na Amazónia quinhentista e a ausência de registos de crimes.

Vou tentar explicar porque nos últimos tempos nem sequer me tenho ralado muito em apontar as luzes sobre o que o que passam por (não) ser as medidas do Ministério da Educação.

Isto é diferente, contudo, de parecer que estou muito feliz com quem lá está, com o seu papel e a sua boa vontade e tal. É apenas a constatação que esta equipa do ME nada decide de relevante, limitando-se a ser uma correia de transmissão entre as decisões do Ministério das Finanças e dos grupos de trabalho dedicados a planear poupanças e as DRE ou, em menor grau, os agrupamentos e escolas.

Porque a verdade é que neste momento existem três instâncias que podem piorar ainda mais a situação da Educação e são exactamente, pela ordem acima, o Ministério das Finanças, as Direcções Regionais de Educação e alguns órgãos de gestão. A estrutura central do Min. Educação limita-se a gerir a rotina, atrasar-se nas suas obrigações legislativas mais básicas e reunir-se com alguns sindicatos em clima de confraternização e mútua compreensão pela irrelevância prática da sua acção.

Enquanto individualidades, os três elementos do ME contam muito pouco em termos políticos.

  • Isabel Alçada (Veiga, Vilar) teve o seu momento alto ao assinar o acordo com os sindicatos mais representativos dos professores, quando a sua aura inicial já começara a esmorecer, dentro e fora das estrutiras do ME. É chamada a aparecer mas percebe.se que está fora da maior parte daquilo que faz parte do seu ofício. Maria de Lurdes Rodrigues também chegou impreparada, tomou algumas opções erradíssimas e tinha uma forma pública de falar com os professores detestável, mas ao fim de um ano criara segurança e convicções, por erradas que estivessem. Isabel Alçada (Veiga, Vilar) parece estar de passagem pelo cargo, pelos temas, pelos momentos de comunicação, irradiando sorrisos e empatia pessoal, mas tão só isso.
  • Alexandre Ventura, que no anterior mandato já entrara em trajectória ascensional ao ir coordenar o CCAP para instalações na própria 5 de Outubro, parecia ir ser o patrão do ME, mas esgotou-se rapidamente, à medida que as Finanças tomaram o poder no Governo. Assim, apesar da relação de simpatia, cordialidade e, digamos sem rebuço, cumplicidade com alguns dos seus interlocutores, acabou por perder visibilidade, margem de manobra e capacidade de decisão sobre qualquer coisa verdadeiramente decisiva. Mais cedo do que os SE no passado (incluindo Pedreira), Alexandre Ventura deve estar mortinho por regressar ao seu nicho académico e fazer algo.
  • Quanto a Trocado da Mata é uma espécie de Valter Lemos na inversa. Não sei bem como explicar, mas tentarei. Não é que decida alguma coisa ou tenha uma longa história nos meandros educativos. É exactamente ao contrário. Mas funciona como escape cómico para aliviar a tragédia. O que diz é quase sempre desastrado, factualmente inexacto, vago, desnecessário. O que era um dos traços de Valter Lemos, mas nesse caso de forma voluntária. Com Trocado da Mata parece ser assim por ser mesmo assim.

Todos sabemos, todos sabem pelas DRE e não só, que esta equipa do ME está lá para ocupar o lugar e servir de relações públicas com a comunicação social e os sindicatos. Para comunicar decisões alheias e tentar operacionalizá-las, após a coreografia negocial oficial. Pouco mais. Pelo que é irrelevante dirigir-lhes especial atenção.

O que eu estranho é que alguns actores institucionais na área da Educação não digam isto com mais clareza e insistam em simular outra coisa. Percebo a intenção. Antes estes, amigos, em forma de almofada (fina), do que outros mais rendidos às políticas de Teixeira dos Santos.

Mas deste modo vivemos numa espécie de nevoeiro anestesiante. A tal não-inscrição de que fala José Gil. O ME tornou-se fofinho e isso serve para ocultar o alvo de um conflito que teria todas as razões para existir, mas assim como que se volatilizou.

Colaborar com esta manobra de spin do Governo foi um erro, que se prolongou por demasiado tempo.

Como acima escrevi é irrelevante ou mesmo inútil atacar esta equipa do ME pelo que (não) faz. Mas não é irrelevante ou inútil explicar isto com clareza.

Atraso no despacho com os apoios para as famílias carenciadas. O CDS questiona o ME.

Compras de material escolar:

Professores por colocar. O caso do Migiuel Reis:

Miguel, pois… lá foram mais de 10 anos, em meu tempo… depois o Guterres apaixonou-se, fomos entrando, mas veio a tanga e…

8º Encontro Nacional de Professores de Filosofia,

10 e 11 de Setembro

Portimão? Organização da Sociedade Portuguesa de Filosofia (SPF)

Mais informações aqui.

Mas afinal aquilo não dá lucro aos potes? Precisa destes favores? É para retomar a economia?

Matosinhos isenta JP Sá Couto de pagar IMI por cinco anos