Quarta-feira, 1 de Setembro, 2010


Tom Waits, Closing Time

Contratados com direito a indemnização

Uns comentadores apontam-me uma certa mudança de linguagem, outros que tenho descaído para o radicalismo, sem que me definam o que entendem por tal.

Talvez eu entenda tudo isso, mas até avisei. Avisei que ali por meio das férias, a acumulação do muito que tenho ouvido, lido e visto, de  mais perto ou mais longe, mais uns pózinhos de actualidades, me bateram de uma forma consequente.

Recordo uma conversa que avivou os meus instintos mais ácidos.

Uma pessoa amiga tentava, pela segunda vez, de forma um pouco mais definida, explicar-me porque se tinha aproximado recentemente de uma organização (não interessa de que tipo, nem vale a pena começarem a pensar que dou a entender ser sindical, ok?) que durante muito tempo a tinha ouvido criticar.

A justificação era que tinha percebido que podia não concordar com tudo o que essa organização defendia ou fazia, mas existia nela uma zona (que agora se chama de conforto) que lhe despertava um sentido de pertença e que tinha coisas boas que valia a pena aproveitar, esquecendo a parte menos boa.

Perante isso, usei uma metáfora algo virulenta, mas acho que expressiva: será legítimo estarmos confortáveis numa sala, com uns anfitriões cordiais e simpáticos, bem servidos, enquanto sabemos que duas divisões ao lado, num qualquer quarto, se estão a praticar atrocidades em que nunca aceitaríamos participar ou sequer testemunhar?

O desconforto na pessoa minha amiga foi evidente, pois relembrou-se de tanta coisa dita no passado.

E é esse tipo de atitude que me atira para o radicalismo, ou o que passa por ser isso. Para tratar da vidinha, torná-la mais suportável, abrir portas, singrar, não consigo entrar para o casarão, instalar-me na sala e fingir que não sei que lá ao fundo…

Pelo que opto por me afastar, arcando com a ausência de conforto, das organizações, que alguns acariciam, mesmo se sob o manto da aproximação independente.

E também me é difícil ficar calado.

Estou a ser críptico?

Radical?

VD CArtoons.

For Digital Democracy

Americans will be forgiven for presuming that the fight to maintain equal access to the Internet, or “net neutrality,” could not possibly be as consequential as our wrangling over matters economic, social and military. It’s hard to get charged up for a fight on behalf of “neutrality.” Yet if citizens do not engage—and fast—decisions made now about how we communicate could warp every political debate in the future. This is why tech-savvy activists are so unsettled by an arrangement between Google and Verizon to subdivide the Internet in a manner that serves their corporate purposes but cheats the promise of digital democracy.

(continua…)

Everybody Hates Tony

How Britain’s golden boy lost his luster.

Acabo de ficar curioso ao ver a Laura Linney no Daily Show a apresentar esta série, cómica, sobre uma mulher que descobre ter uma melanoma em fase terminal.

Que apareça por aí numa qualquer das Fox, em vez de coisas com vampiros, descoberta de crimes com recurso a vidas passadas ou piores lamechices.

The Big C

A parte gira vai ser ver os rodopios dos castristas politicamente correctos espalhados por aí, justamente arrepelados por lapidações e coisas do género quando se passam em outras zonas, a justificar que, se calhar, não foi assim e o contexto e a culpa é dos americanos e tal, a Baía dos Porcos e a CIA que encheu Havana de contra-revolucionários de calças justinhas aos glúteos…

Cuba: Fidel assume responsabilidade por perseguição de homossexuais

Ex-Presidente Fidel Castro admitiu ser o “responsável último” pela discriminação que o seu Governo dirigiu há quase cinco décadas contra os homossexuais em Cuba.

Número de incêndios em Agosto é o mais elevado desde 2006

Sobre este assunto, espreitar:

Incêndios, Cavaco Silva e José Sócrates

Na reunião de hoje, seis candidatos iniciais: 4 do Porto, 1 de Lisboa e 1 de Faro. Rosário Gama tem a primeira intervenção, expressando a sua indisponibilidade.

Após a primeira votação, ficam para a 2ª volta Manuel Esperança (Lisboa) e José Mesquita (Porto).

Vitória final de Manuel Esperança da Esc. Sec. José Gomes Ferreira.

Estou com preguiça, pelo que não vou em busca do meu exemplar vermelho, em inglês. Ficam aqui ligações para os textos online em português do Brasil e em inglês. Agora que dizem que me tornei extremista e desiludi certos sectores, é bom retornar à pureza das fontes.

O logro sistemático, ligado a emoções de medo e ódio, é a marca da psicofoda colectiva, e não é difícil enumerar os sistemas políticos que funcionam desta maneira, embora as pessoas difiram, consoante as suas preferências ideológicas, no modo como descrevem cada caso particular. (…)  Recorde-se que o acto de foder o juízo nunca se pode anunciar a si próprio como tal, tem sempre de se disfarçar de persuasão racional bem-intencionada e os que estão sob o seu controlo não se apercebem da sua situação real. Quem está de fora, apercebe-se, pelo menos Às vezes, mas a partir do interior tudo parece simplesmente normal (em 1984, George Orwell explorou de forma mordaz esse tema). Assim que uma pessoa começa a suspeitar de que lhe foderam o juízo, contudo, perde-se o poder, porque o logro inerente foi desmascarado. A psicofoda colectiva exige o isolamento informativo, de modo a que nada possa surgir que refute o sistema de crenças falsas impingido às vítimas; é por isto que as nações e seittas que dela dependem são sempre sociedades fechadas. A essência de uma sociedade aberta é o livre fluxo da informação. A psicofoda política esmorece son o brilho intenso da abertura informativa, porque o conhecimento frustra a manipulação. Mas as psicofodas colectivas podem manter-se durante décadas, ou mesmo séculos, se a informação for restrita, embora sejam inerentemente frágeis perante a realidade dos factos (daí a sua ferocidade). (pp. 67-69)

As emoções intervêm de duas maneiras no projecto de foder o juízo às pessoas: como meio e como fim. Como fim, o seu objectivo é produzir um estado de perturbação emocional (e isto pode servir um fim ulterior); como meio, alcança-se jogando com as vulnerabilidades emocionais da vítima. Visto que uma parte do projecto será produzir crenças falsas na vítima, isto significa que essas crenças serão produzidas exercendo pressão sobre as suas emoções, dando-lhes a volta. Quem fode o juízo irá jogar tipicamente com as ansiedades e inseguranças da vítima, de maneira a produzir um conjunto de crenças falsas, o que levará à perturbação emocional, que é o objectivo. (pp. 52-53)

Reunião geral matinal, com convívio prévio, para rever e reencontrar quem nos apetece, mas também que às vezes desapetece (felizmente, poucos casos).

Os votos sinceros da equipa directiva de um bom ano para todos e o desejo da manutenção de um bom ambiente. Acredito que sim, apesar de tudo o que ainda aí virá.

A distribuição dos horários em reunião de departamento. Este ano com o bónus para quem lecciona LP de 90 minutos semanais obrigatórios na CNL para a preparação da aplicação dos novos programas.

Duas turmas de PCA (LP+TIC e LP+HGP+EA) e uma turma dita regular (LP) na componente lectiva.

É com isso que há que me ocupar principalmente a partir de agora, a par de algumas derivas laterais por prazer (rever artigos inéditos para publicação, reeditar um livro com quase 20 anos, preparar a tal formação em que participarei) ou espírito meio perverso (logo verão…).

Neste momento estou mais preocupado com as questões de proximidade, com o ambiente de trabalho com as pessoas que estimo, do que com outras aragens. Mesmo se cada vez me sinto mais tentado a ser sombra, evitando a luz. O blogue continua, claro, porque ainda tem  umas parcelas de prazer, outras de desafio e a pitada indispensável de provocação.

Há quem não acredite, mas este é o meu horizonte. Parece que este tipo de postura desilude algumas pessoas  (ler o fim deste comentário) ou descomprova teorias de ambição.

Eu já disse várias vezes: ser professor (e investigador nas horas vagas) tornou-se para mim algo que é muito mais importante do que tentações temporárias que só seduzem os que querem ser seduzidos. E sei isso sem que me soprem ao ouvido. há coisas que sei que não serei, nem que Cristo e Marx desçam à terra de mãos dadas à Morena Belluci e à Escarlate Johansson.

Mas isso não quer dizer que fique calado e que me escuse a falar quando posso, para diferentes audiências.

E, como também sempre costumo dizer, por vezes podendo correr o risco habitual da arrogância, o Tempo tende a ser meu amigo. Só que, claro, depois há que recorrer à Memória e não fingir que…

Autarcas lamentam modo como ministério encerrou escolas

Chaves perdeu 65 escolas em apenas quatro anos

Doze escolas primárias do Algarve não voltam a abrir portas em Setembro

Escolas inauguradas no Centenário da República

Norte com 102 novos centros escolares

Transportes: se Governo não pagar dívidas, jovens ficam sem passes

Temperaturas máximas com grande descida a partir de hoje

Espera-se chuva e trovoadas em várias zonas do país. Instabilidade também potencia aguaceiros com granizo e tornados.

Manual virtual de Geometria Descritiva

Tenho vindo a trabalhar num manual de Geometria Descritiva, que se encontra agora em adiantado estado de execução, estando prontos e disponíveis 8 dos seus 10 capítulos no meu blogue, em http://antoniogalrinho.wordpress.com/, na página “Geometria”. Conto tê-lo completo em Dezembro. Não se trata propriamente de um manual adaptado aos programas escolares em vigor, mas toda a matéria lá estará. Por isso, quem desejar pode utilizá-lo como apoio às suas aulas, bastando para tal seleccionar dentro de cada capítulo as páginas que se adequam, ou antes, excluir algumas que não estejam incluídas nos conteúdos programáticos.

Fico disponível para sugestões no sentido de o melhorar. Bom proveito.

António Galrinho
Professor de artes visuais