O comentador questionador cometeu mais um equívoco perfeitamente dispensável ao recomendar-me a leitura do manual da DGRHE relativo à manifestação de preferências, no sentido de sublinhar que os candidatos só poderiam concorrer a 173 opções e não a centenas de escolas como eu disse na TVI24.

A página que ele me recomenda é esta:

Ora bem: se o questionador tivesse um pouco mais de atenção, uma coisa são opções e outra escolas a que se concorrer. Ao inserir-se um código de QZP ou de concelho está a concorrer-se a todas as escolas desse concelho ou QZP, o que significa muito mais do que as 173 opções.

Entende, caro questionador e, por tabela, cara serena?

Só a introdução dos códigos dos 23 QZP, por exemplo, com a opção de horários completos, significa que o candidato concorre a todas as escolas com o seu ciclo de ensino no país. Logo, largas centenas, realmente não sei o número correcto, mas para o caso do 3º ciclo, penso mesmo que mais de mil.

Será isto tão difícil de perceber para alguém que critica o desconhecimento alheio quando, afinal, parece ser quem efectivamente não percebe os mecanismos reais do concurso?

Claro que não concorri, nem preenchi a aplicação, mas ao menos sei ler e pensar, sem estar a tentar desdizer por desdizer, como alguns que, desse modo, apenas revelam – talvez por prematura instalação – da realidade apenas se conhecerem os salpicos.

Agora imaginemos que o questionador é alguém com responsabilidades no esclarecimento de colegas contratados, com dúvidas sobre os mecanismos do concurso… Belo aconselhamento…