Há escolas da lista que não fecham

Há unidades que se vão manter abertas. E pelo menos uma escola que já foi encerrada há cerca de dois anos

A lista de 701 escolas do 1.º ciclo a encerrar, divulgada quarta-feira à noite, pelas direcções regionais de Educação, inclui vários estabelecimentos que não vão fechar portas. Pelo menos no imediato.

É o caso de oito unidades de Murça (Norte), cujo encerramento está condicionado à inauguração de um novo centro escolar, previsto para Dezembro. O mesmo acontece com quatro escolas do distrito de Santarém, segundo avançou ontem a autarquia local.

Já em Vinhais, segundo avançou o autarca (socialista) Américo Pereira, há duas escolas que, apesar de oficialmente desactivadas, vão continuar a funcionar e a receber professores até ser encontrada uma solução para os “custos e sacrifícios” relacionados com a deslocação das crianças.

Outros municípios, como a Chamusca, Arraiolos e Mação continuam a opor-se firmemente ao anunciado fecho de escolas.

Já em Lisboa, a autarquia desmentiu o fecho da E.B.1 Padre Álvaro Proença (Benfica), explicando que esta vai apenas “mudar de instalações”. A Câmara da capital revelou ainda que outra unidade referida na lista, a E.B. Helena Vaz da Silva, já está fechada “há mais de dois anos”, tendo os alunos sido transferidos para a E.B. 1 das Gaivotas no último ano lectivo.

Por outro lado, a regra de que as escolas a fechar tinham de ter 20 ou menos alunos também não é cumprida na íntegra. Da lista constam casos, que já estavam previstos pelas autarquias, de escolas com mais do que esses alunos. E também ficaram de fora várias com menos. O ministério insistiu ontem que a lista divulgada corresponde às escolas a fechar em Setembro.