Do Fliscorno:

Que eu acho padecer de algum optimismo, pois a mancha verde ainda é assinalável. O ambiente presta-se a uma prosa bem decadentista, mas acho que já (quase) tudo foi escrito em finais de Oitocentes, quando – apesar de tudo – a canalha (linguagem inspirada em Francisco Assis) talvez não fosse tão medíocre como a que agora por aí manda.

A polémica pública sobre os fogos, recorrente entre nós, é apenas mais um episódio medíocre de um espectáculo medíocre que dá pelo nome de Portugal, onde até a Justiça não passa de um simulacro e tudo o resto resvala para o chiqueiro (há que não nos ofendermos com a designação generalista de PIIGS, pois no fundo até é capaz de ser desonrosa para os verdadeiros suínos, animais bem aproveitadinhos).

Nunca fiz planos para sair daqui e ir fazer vida para outras paragens, mas a sensação de claustrofobia começa a ser mais forte do que qualquer apego patriótico. É demasiada mediocridade, mesquinhez e incompetência mascaradas com prosápia, arrogância e pergaminhos fajutos.

Chamar choldra ao que se passa é elevar demasiado a fasquia.