… posso, sem vergonha, dizer que praticamente nada disto se me aplica?

As revoluções dos homens de meia-idade

Atingiram o auge das capacidades. Estão mais concentrados na vida familiar e profissional. Saem menos à noite e fazem poucas noitadas. Têm cuidado com o que comem, preocupam-se com a saúde, não querem engordar. A sexualidade é para ir praticando, não para consumir e deitar fora. Pensam muito no futuro dos filhos e no estado do país. Instalaram-se na vida mesmo que sejam inconformados. Vivem bem com a emancipação das mulheres, mas isso, para eles, ainda é um tema. Já sabem que a vida é finita, foram rasteirados algumas vezes, ganharam serenidade e têm medo da velhice. O mundo está em crise, mas eles não cedem.

Nascidos no fim dos anos 50, inícios dos 60, os portugueses que têm hoje entre 47 e 53 anos são a geração da transição – para a democracia, para a revolução dos costumes, para a Europa, para a globalização. Numa época em que, segundo dizem, a juventude e a beleza são valores sociais e mediáticos absolutos, não se sentem a mais. Ou sequer ultrapassados. O siso é uma arma.

Arma é o riso… Auge das capacidades? Nem sei o que é!

E aquilo de engordar… enfim… medo da velhice? Não… apenas da morte… e não foi preciso chegar á meia-idade… foi logo ali ao dobrar da infância.

Sobre a parte da sexualidade só falo na presença (física) de uma boa advogada (pode ser uma daquelas que às vezes apareciam no Boston Legal com nomes exóticos…). Devaneios, pois…