Curiosa a legenda da foto…

As resposta revelam demasiados equívocos, demasiadas ideias incoerentes, demasiadas falsas certezas e demasiadas análises lacunares dos factos.

Por agora, fico-me até pelos destaques colocados no meio do texto da entrevista.

  • É certo que nos países nórdicos a retenção é considerada excepcional. Mas eu colocaria algumas dúvidas em relação à adequada contextualização desse facto: antes de mais, essa medida data de quando? De antes ou depois de uma alfabetização e literacia funcional a quase 100% nesses países? Outra dúvida: as equipas que acompanham os alunos com problemas de aprendizagens são formadas por que tipo de técnicos? São apenas professores? E por fim: terá a ministra a certeza que, não havendo retenções formais, todos alunos com dificuldades fazem o seu percurso no mesmo número de anos?
  • Afinal não somos nós os recordistas das repetências e os anómalos? Afinal é a França? E o Luxemburgo a seguir (com uma nela participação da comunidade portuguesa) e ainda a Espanha? Quanto às recomendações da OCDE parecem-me bastante óbvias: se proibirem as retenções, as taxas de insucesso certamente baixarão! Difícil seria outra coisa.
  • Vamos lá ser sinceros: o que está em causa são considerações pedagógicas ou o custo calculado do insucesso escolar em 600 milhões de euros? Não será que a aliança de circunstância economo-eduquesa não está a disfarçar o que está verdadeiramemnte em causa?