esta contorção da realidade nos corpos da manhã indivisa
nas ruas sem casas e nas casas também sem portas vulgares
pelo excesso de ventre entre as brumas ácidas ou eu sei lá
e o avesso do sol deambulando e proferindo espécies de sombras

estudar uma nova forma de densidade pouco localizada
talvez ouvir o fumo desmaiado pela cidade em vias sequiosas
arrastam-se ainda as elásticas e misteriosas sirenes ambidextras
por nas bibliotecas se soprar a indústria chamada tempo deslocado

inventar esta causalidade de vidro parece ser uma boa vontade
como um autor de poemas documentados em álcool canforado
rir destes objectos que nos cercam irados e convenientes
é uma única mosca que reflui para este resultado suplementar

resume a dança autónoma do último juízo perfeito que aqui jaz
a história do texto atenuado ou uma paisagem feita teatro
no caos de olhar a instalação do calor semelhante a mim
no virtual humor do computador do meu amor agora desligado