Quarta-feira, 23 de Junho, 2010


Estória abreviada, muito resumida, tal como eu gosto.

Era uma vez um asterisco muito pobre e que apenas servia como asterisco.

Andava triste pelo mundo até ser tropeçado por asterísticos assessores:

– Ó, pá!, temos aqui quinhentos milhões mas, poupaditos, vamos até aos quatrocentos.

Asterisco sentiu-se nobre, mas não parvo, por não ser lá muito atraído, nem pelo sindicato dos asteriscos nem pelo dos parvos, e questionou:

– Então, e se for aquela cena do hexalato de nove?

E Pim!, moral da estória, mais vale ser um nazi do que um tipo com estrela.

Lloyd Cole, No Blue Skies

Já lá vão 20 anos, carago…

Não pago mais “scuts”, não pagarei, assumam-nas os que agora vivem às custas dos refugiados. Nem sequer interessa se cada vez há mais.

Não pago!

Os números dos asteriscos (“mérito”)

Como descobrir um segredo de ESTADO?

Já se percebeu há muito – mesmo os que tomaram posições – que com o 75/2008 o que o ME pretendia era ter direcções unipessoais mais fáceis de pressionar e (co)mandar a seu bel-prazer, a partir das DRE.

Com este processo dos mega-agrupamentos – e nem falho do encerramento das escolas do 1º CEB, processo de que as Direcções se alhearam por completo como se nada fosse com elas – ficou demonstrado que deste modo é muito mais fácil obter adesões a resoluções. Em especial chamando o(a)s Directore(a)s em pares ou pequenos grupos e apresentando-lhes as coisas em forma de ultimato.

Claro que há quem se aguente ao barulho, quem tenha poder de choque, capacidade de resistir ou dotes de sedução para ir adiando o processo.

Mas o que eu gostaria de destacar – pela enésima vez – é que a decisão de mega-agrupar não pode ser uma decisão de uma Direcção Executiva, ignorando o que – de acordo com o 75/2008 – é o órgão supremo – uma espécie de híbrido entre Parlamento e Câmara Corporativa – do agrupamento ou escola não agrupada: o Conselho geral.

Porque, há que saber usar o que temos à mão, no 75/2008 existem formas de impedir que as DRE cilindrem o querer das comunidades educativas e das escolas.

Relembremos:

O conselho geral é o órgão de direcção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da actividade da escola (…). (artigo 11º)

Relembremos ainda:

A autonomia é a faculdade reconhecida ao agrupamento de escolas ou à escola não agrupada pela lei e pela administração educativa de tomar decisões nos domínios da organização pedagógica, da organização curricular, da gestão dos recursos humanos, da acção social escolar e da gestão estratégica, patrimonial, administrativa e financeira, no quadro das funções, competências e recursos que lhe estão atribuídos. (artigo 8º)

Relembremos ainda, a quem se tenha esquecido, que o(a)s Directore(a)s são subordinado(a)s hierárquico(a)s do(a)s DRE, mas que que os Conselhos Gerais o não são.

Que as Direcções podem ser destituídas pelo(a)s DRE, mas os Conselhos Gerais não.

E a mim quer-me parecer que o parecer de um Conselho Geral é capaz de não ser facilmente ultrapassável, se os seus elementos assim o quiserem.

Aliás, não percebo como será feita a transição de Conselhos Gerais eleitos há pouco tempo (um ano, pouco mais) para novos Conselhos Gerais de Mega-Agrupamento.

São dissolvidos com base em que lei? Em que diploma? Em que artigo ou alínea?

Parece-me que muitas destas questões estão a passar ao lado de muita gente, incluindo as organizações representativas da classe docente, movimento associativo parental, autarquias e sociedade civil, como agora se diz.

Parece que, depois de tanto falarem no papel da comunidade nas escolas e na necessidade de participarem na sua gestão estratégica, agora o ME apenas quer que se calem e façam o que lhes mandam.

Vão-se calar?

Vão abdicar do vosso papel?

E quanto às Direcções? Já perceberam que podem ter um escudo protector e legitimador de posições de resistência à prepotência da tutela e dos seus braços regionais?

Pensem nisso e não digam, como eu já ouvi, que «não tenho nada a ver com isso, ainda não sei de nada, não tenho razões para reunir». Porque o mais certo é que quando souberem, já não haverá tempo, a menos que as Direcções percebam que, mesmo que lhes prometam agora a presidência de uma CAP ou mesmo a futura Direcção do mega-mega, a médio prazo estarão na próxima linha de desmontagem.

Do Conselho Nacional de Educação:

Parecer n.º 3/2010
Parecer sobre avaliação externa das escolas (2007-2009)

(…)

4 — Recomendações
1.ª Importa alargar e aprofundar os mecanismos de auscultação, garantindo uma maior representatividade e um olhar completo da realidade das escolas.
Nesse sentido:
a) Devem ser promovidas estratégias que favoreçam uma mais eficiente participação das autarquias, no processo de avaliação externa das escolas, nomeadamente através do incremento do papel dos conselhos municipais de educação e ouvindo especificamente o vereador do pelouro da educação, nos casos em que tenha ocorrido transferência de competências;
b) Analogamente, devem ser estudadas formas de envolver mais profundamente os pais no processo de avaliação externa das escolas, designadamente auscultando -os em momentos por eles sugeridos, efectuando reuniões gerais em horário pós -laboral e explorando os meios de comunicação electrónicos, incluindo as redes sociais, que poderão ser utilizadas, entre outros fins, para a realização de inquéritos a distância;
c) Deve ser estimulado o recurso a formas de avaliação da opinião e satisfação dos principais actores, por exemplo, através da realização de inquéritos, em particular, o universo dos alunos deveria ser inquirido de forma mais extensiva, para além da auscultação dos seus representantes em painel.

Aliás com tanta preparação para o acto, deu tempo para explicar todas as posições…

Avaliação do Desempenho de Docentes

Os novos diplomas relativos à Avaliação do Desempenho de Docentes e ao Estatuto da Carreira Docente foram publicados no Diário da República. Sem prejuízo da leitura dos documentos divulgados, aqui se apresentam os aspectos consideradas mais relevantes.

Ouvem-se finalmente aplausos na Educação…

(claro que há a teoria de tudo isto ser lançado ao monte para encobrir o movimento de concentração da rede escolar durante uns dias… mas é certamente algo que não passa de um delírio…)

Tabela com a Transição para a nova estrutura de carreira prevista no novo ECD

CARTA ABERTA

A Ilídio Trindade, Octávio Gonçalves e Ricardo Silva

Escrevo-vos esta missiva, porque ainda não se extinguiu no meu peito a chama olímpica que, em tempos, nos acalentou a alma e nos levou aos mais altos patamares da dignidade e da resistência e porque ainda acredito — talvez ingenuamente — que ainda é possível emergir destas cinzas exangues e frias, em cujo ventre germina o conformismo e a obediência cega. Escrevo-vos, porque acredito piamente que ainda é possível travar esta devastação que está a abocanhar vampiricamente as escolas públicas. E o que ainda é possível resgatar vale bem a pena, acreditai!

(Continua…)

Sindicatos dos professores satisfeitos com alterações ao estatuto da carreira docente

FNE e FENPROF estão satisfeitas com a publicação em Diário República das alterações ao estatuto da carreira docente. As estruturas sindicais dizem que o documento está de acordo com o que foi negociado com o Governo. O documento fala em “quadros de escola” e não em “mapas de pessoal”, uma dúvida que foi suscitada ontem, na comissão de educação.

Concurso de professores espera autorização de Teixeira dos Santos

Ministério da Educação não pode determinar o número de docentes que passarão a ser considerados nos mapas de pessoal.

O que significa que há quem resista e (pelo menos por enquanto) diga não… e consiga…

Olá Paulo,

Soube pelo meu director que as escolas da zona centro de Gaia, depois e muito discutirem com os chefes da DREN, conseguiram ter um ano “sabático”, findo o qual, terão de apresentar uma proposta de mega agrupamentos.

Portanto, parece que temos direito a um anito de sossego. Se houver eleições entretanto,…. pode ser que…

(…)Estou a tomar verdadeira consciência de como as pessoas podem mudar com o poder.

J.

Cortesia do Livresco:

Anabela Magalhães:

Arte por um Canudo:

Correntes:

outrÒÓlhar:

Porque me dizem:

Professores Lusos:

(Re)Flexões:

Um Olhar sobre… Travanca do Mondego:

… e isso foi só hoje – e ainda apenas estamos no final da tarde.

Listas provisórias graduadas confirmam que a avaliação introduz graves injustiças e distorções no concurso

Acabou a divisão da carreira docente!

Escolas e professores contra mega-agrupamentos

ANAFRE: Contra o encerramento de escolas do 1º Ciclo, com menos de 21 alunos

Número de inscritos mostra “precipitação” das propostas de encerramento de escolas de Viseu

Despovoamento: Perda de gente no interior ‘é um fenómeno dramático, mas não é uma inevitabilidade’

Treze escolas em risco de fechar

Proposta apresentada pela DREL, na sequência de uma reunião com a Câmara de Tomar contempla o encerramento de 13 escolas no concelho

Educação: Câmara de Évora contra encerramento de duas escolas básicas do concelho

Pais de Alcoutim avançam com providência cautelar contra mega-agrupamento

A Delegação Distrital de Beja da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) considera “inaceitável a medida do Governo de encerrar escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico, com menos de 21 alunos”.

Prémios e progressões na função pública ameaçados nos próximos anos

O Governo, através do ministro das Finanças, admitiu hoje que nos próximos anos não haverá condições para pagar prémios e progressões na carreira aos funcionários públicos.

Viva, viva! Já podemos manifestar-nos todos em conjunto! Governo e Sindicatos estão felizes!!! Viva a unicidade reivindicativa!!!!!

Já agora uma proposta: porque não reduzimos o sindicalismo apenas às frentes (comuns ou incomuns) sindicais da Função Pública e acabamos com toda essa coisa chata e trapalhona que são os sindicatos corporativos?

Afinal, que sentido fazem no actual contexto do coiso e tal globalizado?

[atenção, este post não é do Fafe, mas meu, do bloquista de direita]

Kim Jong-il já começou a imitar o seu mestre: os órgãos de informação norte-coreanos não comunicaram o resultado do jogo entre a Coreia do Norte e Portugal e foi suspensa a transmissão de outros jogos da selecção nacional.

Resta agora saber se o ditador coreano vai seguir o exemplo do seu pai Kim Il-sung, que enviou para um campo de concentração os jogadores que perderam a partida frente a Portugal em 1966, ou revelará tanta “misericórdia” como Estaline, que se limitou a tomar “medidas administrativas”…

[aqui]

Outro título sugestivo seria algo como: Futebol Vs Passar Os Meninos Para Não Ficarem Traumatizados.

Só que há traumas e traumas.

Actualização: foram colocadas em latas de spam alguns comentários que têm costumado envergonhar a escola de Fitares.

Adenda: assumo as minhas poucas-vergonhas e penso as suas consequências antes de…

Exmos(as). Srs(as).

Em reunião extraordinária do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Ferrer Correia, realizada ontem, dia 22 de Junho de 2010, foi aprovada por unanimidade a Moção de Rejeição à Proposta de Fusão dos dois Agrupamentos do concelho de Miranda do Corvo, em anexo.

Com os melhores cumprimentos

A Presidente do Conselho Geral

Luísa Maria Pereira de Jesus Fernandes

Anexo: Tomada de Posição CG Ferrer Correia.

Hoje, dia 23, pelas 15 horas, professores, pais e funcionários do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Cacela, concentrar-se-ão junto ao edifício da Câmara Municipal de VRSA, para solicitar o apoio do Presidente da autarquia contra a fusão deste agrupamento com o a Escola Secundária de Vila Real de Santo António.
Ontem, após terem entregue na DRE Algarve, abaixo assinados e manifestarem as suas preocupações e desacordo com a fusão que o ME pretende levar avante, os cacelenses pretendem solicitar ao autarca o seu apoio, à semelhança do que tem acontecido noutros municípios, o quais têm surtido efeito e resultado no adiamento da decisão.

Cumprimentos

C. Coelho

Parece que as coisas não estão a avançar tão rapidamente quanto desejariam alguns e começam os rumores quanto a mudanças no topo da DRegional.

O método bulldozer não está ser posto em prática como no Norte e Centro e há gente impaciente.

Ao mesmo tempo, por Lisboa-Cidade os directores parecem acordar do seu torpor… porque chamá-los para lhes dar 48 horas para decidirem se ficam no tipo ou em vice está a começar a chatear quem pensava ir ter um mandato sossegado…

Noticiário mais desenvolvido ao fim da tarde…

Página seguinte »