Terça-feira, 22 de Junho, 2010


Interpol, Say Hello to the Angels

Concurso extraordinário para docentes contratados depende do Ministério das Finanças – Secretário de Estado

Lisboa, 22 jun (Lusa) — O concurso extraordinário de 2011 para a entrada nos “mapas de pessoal” de professores contratados está dependente de autorização do Ministério das Finanças, disse hoje o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.

… o secretário de Estado Ventura se tenha precipitado. Quiçá mesmo eu… talvez. Avisa-me quem tem formação jurídica para pesquisar na lei 12-A a expressão “lei especial”. Tentem…

Mas é apenas um talvez… Amanhã explorarei.

Porque a aprovação do novo ECD, sem conteúdo substantivo perante a lei 12-A, está directamente relacionado com a megalomania concentracionária das unidades de gestão para a Educação.

Eu vou resumir, porque nem estou para demonstrar, a coisa que nos espera a partir de 1 de Setembro ou 1 de Janeiro:

  • A Direcção toda-poderosa de um Mega-Agrupamento terá, anualmente, o poder de distribuir o serviço por mapas de pessoal e afastar quem bem entender de uma escola e fazer circular o pessoal que bem entender por entre as escolas do agrupamento. No limite, ou antes dele, pode afastar do mega-agrupamento quem achar por bem.
  • Num futuro não muito distante, as unidades de gestão concentradas disporão de um orçamento próprio que irão gerir conforme entendam, podendo travar ou suspender progressões na carreira, que nem com classificações de mérito serão automáticas, caso não exista, ou se alegue não existir, verba para tal.

(não esquecer por aqui o papel das autarquias na gestão do pessoal não docente e da Parque Escolar na rentabilização dos espaços e edifícios)

  • Em termos quotidianos, por interesse da própria Direcção para a sua avaliação e para obtenção de favores da tutela, a pressão para apresentar resultados irá sobrepor-se a qualquer critério de qualidade pedagógica no que será apresentado como a saudável concorrência no sector da Educação.
  • A liberdade de escolha dos alunos pelas escolas surgirá a par da chamada liberdade de escolha das escolas pelas famílias, agravando clivagens no sistema educativo e, nos mega-agrupamentos, conduzindo a possíveis especializações funcionais de cada escola.

Há mais, mas fico por aqui para nao vos causar pesadelos…

Já se pode dizer, sem receio de falhar, que há encornado(re)s?

Lei da função pública vai sobrepôr-se ao Estatuto da Carreira Docente

O Governo garantiu hoje que o Estatuto da Carreira Docente (ECD) a publicar em Diário da República será a versão acordada com os sindicatos, mas sublinha que a lei da administração pública sobrepõe-se àquele diploma.

Durante uma audição na Comissão de Educação e Ciência na Assembleia da República, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, numa das suas intervenções, referiu-se a «mapas de pessoal» e não a «quadros de escola», como prevê actualmente o ECD.

«O que vai ser publicado previsivelmente amanhã [quarta-feira] é um decreto-lei. A Lei 12-A [regime de vínculos, carreiras e remunerações dos funcionários públicos], na hierarquia das leis, naturalmente sobrepõe-se a qualquer lei que define ou regulamente carreiras especiais», afirmou Alexandre Ventura aos jornalistas, no final da audição.

Depois, o secretário de Estado lembrou que o ECD «tem referência não apenas a quadros de escola», mas também a «outra terminologia» relacionada com os docentes.

No entanto, acrescentou, a Lei 12-A tem num dos seus artigos «uma referência clara e explícita» sobre a sobreposição.

«A Lei 12-A tem no seu artigo 86.º uma referência clara e explícita de que se sobrepõe a toda e qualquer regulamentação que defina o funcionamento de carreiras especiais», afirmou Alexandre Ventura.

Artigo 45.º
Posições remuneratórias

1 – A cada categoria das carreiras corresponde um número variável de posições remuneratórias.
2 – À categoria da carreira unicategorial corresponde um número mínimo de oito posições remuneratórias.
3 – Nas carreiras pluricategoriais, o número de posições remuneratórias de cada categoria obedece às seguintes regras:
a) À categoria inferior corresponde um número mínimo de oito posições remuneratórias;
(…)

Artigo 46.º
Alteração do posicionamento remuneratório: Opção gestionária

1 – Tendo em consideração as verbas orçamentais destinadas a suportar o tipo de encargos previstos na alínea b) do n.º 1 do artigo 7.º, o dirigente máximo do órgão ou serviço decide, nos termos dos n.os 3 e 4 do mesmo artigo, se, e em que medida, este se propõe suportar encargos decorrentes de alterações do posicionamento remuneratório na categoria dos trabalhadores do órgão ou serviço.
2 – A decisão referida no número anterior fixa, fundamentadamente, o montante máximo, com as desagregações necessárias, dos encargos que o órgão ou serviço se propõe suportar, bem como o universo das carreiras e categorias onde as alterações do posicionamento remuneratório na categoria podem ter lugar.
3 – O universo referido no número anterior pode ainda ser desagregado, quando assim o entenda o dirigente máximo, em função:
a) Da atribuição, competência ou actividade que os trabalhadores integrados em determinada carreira ou titulares de determinada categoria devam cumprir ou executar;
b) Da área de formação académica ou profissional dos trabalhadores integrados em determinada carreira ou titulares de determinada categoria, quando tal área de formação tenha sido utilizada na caracterização dos postos de trabalho contidos nos mapas de pessoal.
4 – Para os efeitos do disposto nos números anteriores, as alterações podem não ter lugar em todas as carreiras, ou em todas as categorias de uma mesma carreira ou ainda relativamente a todos os trabalhadores integrados em determinada carreira ou titulares de determinada categoria.
5 – A decisão é tornada pública por afixação no órgão ou serviço e inserção em página electrónica.

Artigo 47.º
Alteração do posicionamento remuneratório: Regra

1 – Preenchem os universos definidos nos termos do artigo anterior os trabalhadores do órgão ou serviço, onde quer que se encontrem em exercício de funções, que, na falta de lei especial em contrário, tenham obtido, nas últimas avaliações do seu desempenho referido às funções exercidas durante o posicionamento remuneratório em que se encontram:
a) Duas menções máximas, consecutivas;
b) Três menções imediatamente inferiores às máximas, consecutivas; ou c) Cinco menções imediatamente inferiores às referidas na alínea anterior, desde que consubstanciem desempenho positivo, consecutivas.
2 – Determinados os trabalhadores que preenchem cada um dos universos definidos, são ordenados, dentro de cada universo, por ordem decrescente da classificação quantitativa obtida na última avaliação do seu desempenho.
3 – Em face da ordenação referida no número anterior o montante máximo dos encargos fixado por cada universo, nos termos dos n.os 2 e 3 do artigo anterior, é distribuído, pela ordem mencionada, por forma que cada trabalhador altere o seu posicionamento na categoria para a posição remuneratória imediatamente seguinte àquela em que se encontra.
4 – Não há lugar a alteração do posicionamento remuneratório quando, não obstante reunidos os requisitos previstos no n.º 1, o montante máximo dos encargos fixado para o universo em causa se tenha previsivelmente esgotado, no quadro da execução orçamental em curso, com a alteração relativa a trabalhador ordenado superiormente.

Artigo 4.º
Planificação da actividade e dos recursos

1 – Tendo em consideração a missão, as atribuições, a estratégia, os objectivos superiormente fixados, as competências das unidades orgânicas e os recursos financeiros disponíveis, os órgãos e serviços planeiam, aquando da preparação da proposta de orçamento, as actividades, de natureza permanente ou temporária, a desenvolver durante a sua execução, as eventuais alterações a introduzir nas
unidades orgânicas flexíveis, bem como o respectivo mapa de pessoal.
2 – Os elementos referidos no número anterior acompanham a respectiva proposta de orçamento.

Artigo 5.º
Mapas de pessoal

1 – Os mapas de pessoal contêm a indicação do número de postos de trabalho de que o órgão ou serviço carece para o desenvolvimento das respectivas actividades, caracterizados em função:
a) Da atribuição, competência ou actividade que o seu ocupante se destina a cumprir ou a executar;
b) Do cargo ou da carreira e categoria que lhes correspondam;
c) Dentro de cada carreira e, ou, categoria, quando imprescindível, da área de formação académica ou profissional de que o seu ocupante deva ser titular.

2 – Nos órgãos e serviços desconcentrados, os mapas de pessoal são desdobrados em tantos mapas quantas as unidades orgânicas desconcentradas.
3 – Os mapas de pessoal são aprovados, mantidos ou alterados pela entidade competente para a aprovação da proposta de orçamento e tornados públicos por afixação no órgão ou serviço e inserção em página electrónica, assim devendo permanecer.
4 – A alteração dos mapas de pessoal que implique redução de postos de trabalho fundamenta-se em reorganização do órgão ou serviço nos termos legalmente previstos.

Artigo 6.º
Gestão dos recursos humanos em função dos mapas de pessoal

1 – Face aos mapas de pessoal, o órgão ou serviço verifica se se encontram em funções trabalhadores em número suficiente, insuficiente ou excessivo.
2 – Sendo insuficiente o número de trabalhadores em funções, o órgão ou serviço, sem prejuízo do disposto na alínea b) do n.º 1 e nos n.os 3 e 4 do artigo seguinte, pode promover o recrutamento dos necessários à ocupação dos postos de trabalho em causa.

(continua…)

Acabo de saber por telefone – estive por fora parte da tarde – que o secretário de Estado da Educação foi ao Parlamento anunciar que a nova versão do ECD vai ser publicada amanhã, respeitando os termos do acordo de princípios com alguns sindicatos, mas que o novo regime de carreira dos professores tem de respeitar a lei 12-A/2008.

Ou seja, o ECD de pouco serve como estatuto específico de carreira. Desaparecem os quadros de agrupamento e escola não agrupada e os mapas de pessoal vão ser aplicados às escolas e agrupamentos. Triunfou a indiferenciação. Parabéns ao Governo. Neste momento, aguardo com curiosidade a reacção dos sindicatos signatários que acabam de ser embarretados até aos pés… porque eu ouvi directamente de alguém que isto tinha sido evitado pelo acordo e quando os sindicatos reagiram à versão do ECD que incorporava esta questão.

Afinal o ECD pode ser o que for, porque…

E até tem o patrocínio da Gulbenkian…

School Structures – Size Matters
Transforming large urban comprehensive schools into small learning communities

HUMAN SCALE EDUCATION

Human Scale Education is an education reform movement committed to small scale learning communities based on the values of democracy, fairness and respect.

HSE works directly with schools and parents to promote human scale learning environments where children and young people are known and valued as individuals.

Da Autópsia de um crime ao pastel….

… e com a constituição dos mega-mega, tornando inúteis quaisquer garantias ou regimes de excepção teoricamente constantes ou implícitos no novo ECD que tarda em ser publicado…

Funcionários públicos forçados a aceitar mudança de serviço

Regras da mobilidade interna vão ser alteradas. A proposta será entregue em breve às estruturas sindicais.

O Governo prepara-se para alterar as regras da mobilidade interna no Estado, com o objectivo de forçar os funcionários públicos a aceitar serem transferidos para outros órgãos ou serviços, apurou o Diário Económico. A proposta de alteração será entregue aos sindicatos da função pública dentro de três a quatro semanas.

Acho que muita gente está com tanta pressa em fechar este ano lectivo que nem se apercebe que dia 1 de Setembro acordará num mundo completamente às avessas.

Boas noites Paulo.

Apesar de ser um dos primeiros concelhos a sofrer a Blitzkrieg do Ministério de Educação (e por isso ser já uma “baixa em combate”), o Conselho Geral da EB2,3 Bernardo Passos de São Brás de Alportel ainda teve tempo de reunir e escrever a exposição ao Director Regional que te envio em anexo.

São Brás de Alportel era considerado um dos concelhos fáceis pelo ME (uma secundária, uma EB2,3, menos de 2000 alunos) mas a coisa ainda deu brado…

Cumprimentos

A.

Exposição

O Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de S. Brás de Alportel, reunido em catorze de Junho de dois mil e dez, na escola sede, com vista à análise da Resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2010, de 14 de Junho, que estabelece as orientações para o reordenamento da rede escolar, e na sequência das informações previamente fornecidas à Directora deste Agrupamento pelo Sr. Director Regional de Educação do Algarve, vem por este meio alertar para as consequências nefastas resultantes da aplicação destas medidas, que se verificam a três níveis, a saber:

1. processual:

a) a eventual irregularidade de uma decisão tomada à revelia deste órgão que, segundo o Decreto-Lei de aprovação e regulamentação da sua actividade enquanto órgão de direcção estratégica do Agrupamento, deveria ter sido consultado e informado, atendendo ao impacto que a mesma tem na comunidade escolar e educativa;

b) a imposição das medidas a todas as escolas sem a prévia auscultação das respectivas comunidades educativas, bem como dos órgãos de direcção, nomeadamente do Conselho Geral, contrariando um dos requisitos necessários para a constituição dos Agrupamentos Escolares, definidos no Decreto Regulamentar n.º 12/2000, de 29 de Agosto, de acordo com o qual “a iniciativa para a constituição de um agrupamento de escolas cabe à respectiva comunidade educativa, através dos órgãos de administração e gestão dos estabelecimentos interessados”;

c) o facto de órgãos eleitos (o Conselho Geral) e nomeados (a Directora do Agrupamento) há menos de um ano e por um período de quatro anos verem os seus mandatos e tarefas abruptamente interrompidos, questionando-se a legalidade deste processo, uma vez que não se trata de uma instalação de um novo agrupamento, mas da sua reorganização;

2. logístico:

a) o curto prazo para a implementação do novo agrupamento (1 de Julho de 2010), contrariando a resolução do Conselho de Ministros que determina, no ponto 8, que “a reorganização dos agrupamentos de escolas se deve processar de forma gradual e em função das especificidades do agrupamento e da escola não agrupada”;

b) a preparação e implementação de uma nova estrutura que colide com o normal funcionamento das actividades de encerramento do presente ano lectivo e de organização do próximo;

c) a transferência dos serviços administrativos para a Escola Secundária trará aos alunos da Escola Básica 2.3 dificuldades no acesso aos serviços de acção social escolar e no apoio ao sistema electrónico de gestão, acarretando, entre outras consequências, a desumanização da relação no seio da comunidade educativa;

d) a impossibilidade física das instalações existentes albergarem estes serviços;

e) o previsível encerramento de algumas escolas, nomeadamente da E.B. 1 de Almargens, contrariando o disposto na Resolução de Conselho de Ministros em análise, o qual, no Preâmbulo, afirma que a reorganização da rede escolar visa “garantir a todos os alunos igualdade de oportunidades no acesso a espaços educativos de qualidade, promotores de sucesso escolar”;

f) a redução de elementos na proposta de gestão do novo agrupamento que se revela inoperacional perante a complexificação da nova estrutura – o agrupamento e a escola secundária contam actualmente com oito elementos no total, e a solução apresentada propõe uma equipa de três pessoas, para gerir a mesma realidade educativa numa fase de instalação;

g) as exigências de rigor e cumprimento de prazos na gestão financeira, administrativa e de recursos humanos condicionam a gestão pedagógica e o acompanhamento das estruturas de orientação intermédia, entre outros;

3. pedagógico:

a) a Resolução de Conselho de Ministros afirma que “as escolas de muito pequena dimensão apresentam taxas de insucesso escolar muito superiores à média nacional.”. Contudo, a realidade deste concelho não confirma esta ideia, uma vez que a E.B. 1 de Almargens não corresponde a estes pressupostos: apesar da pequena dimensão e de funcionar com menos de 21 alunos, não se encontra isolada, reúne as condições adequadas e é aquela cujos alunos têm apresentado melhores resultados na avaliação externa;

b) ao contrário do que foi proposto pela Direcção Regional de Educação do Algarve, a sede do Agrupamento deve funcionar na Escola Básica 2.3,  como previsto no ponto 9 da Resolução do Conselho de Ministros, em virtude de:

– ser a estrutura que concentra um maior número de anos de escolaridade e por essa razão garantir uma melhor integração das escolas agrupadas;

– assegurar uma gestão mais eficaz, tendo em conta a experiência de constituição e de sede de agrupamento, de gestão e de maior concentração de alunos e professores;

– apresentar uma dimensão mais adequada ao desenvolvimento do projecto educativo comum ao longo de 12 anos de escolaridade;

– revelar experiência no âmbito da escolaridade obrigatória.

Perante o exposto, este Conselho Geral:

– considera estar em causa a garantia de princípios pedagógicos, de democracia, de cidadania, de igualdade de direitos e de autonomia, bem como a capacidade de intervenção das escolas e agentes educativos que, na prática, são quem melhor conhece a especificidade de cada território;

– responsabiliza os autores destas medidas, caso se concretizem nos termos anunciados, pelo impacto negativo que não deixarão de provocar na comunidade, já evidenciados até nesta fase do processo;

– solicita a imediata suspensão deste processo de reorganização, de modo a permitir o necessário envolvimento de todos os agentes educativos;

– aguarda resposta às questões levantadas nesta exposição.

O Presidente do Conselho Geral,

___________________________

Prof. Carlos Antunes

Anexo: CG – ofício e exposição ao Director Regional-1.

Um update chegado por mail:
Já há notícias de fusões área da DREL, em Oeiras, o Agrupamento de Escolas de Paço de Arcos passa a ter a escola-sede na Secundária Luís de Freitas Branco. Tomada de posição da comunidade educativa, aqui:  http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=399&doc=4830
No zona Norte, no Porto, sabe-se que o Agrupamento de Escola da Areosa funde-se com a Escola Secundária António Nobre.
Em Celorico de Basto, os 3 agrupamentos existentes ( Celorico de Basto;  Gandarela; Mota) dão lugar a 1.
Em Braga, fusão do Agrupamento Oeste da Colina com a Escola Secundária de Maximinus.
Na Área da DREC é que o processo vai mais adiantado. com a generalidade dos concelhos a ficarem com um agrupamento. Neste aspecto o SPRC tem várias informações e tomadas de posição das escolas. http://www.sprc.pt/default.aspx?id_pagina=1037
Abraço,
DA

ESCÂNDALO!

Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), nomeia para Chefia do Agrupamento de Escolas Inês de Castro de Coimbra (Comissão Administrativa provisória), uma Directora com a nomeação suspensa por decisão do Tribunal e ainda, como se não bastasse, uma Docente que esteve de Atestado Médico durante quase 3 anos por incapacidade psicológica! retornou numa 6ª feira ao serviço e na 4ª Feira seguinte, dia 16 de Junho, já era vice-presidente do Agrupamento de Escolas Inês de Castro! Fantástico! Como é possível a comunidade educativa deste Agrupamento de Escolas aceitar pacificamente uma situação destas? É vergonhoso!!!!

Conclusão: para se chegar a cargos de chefia, como por exemplo num Agrupamento de Escolas, é fundamental:

– Faltar com regularidade, se possível com atestado por incapacidade psicológica;

– Conhecer as pessoas certas nas instituições certas: DREC, Sindicatos e outros.

– Não cumprir a lei ignorando ordens dos Tribunais!

Devemos ensinar isto aos nossos filhos! Com este governo só assim serão chefes, directores ou ministros!

Um grupo de cidadãos de Coimbra

Ministério da Educação provoca o caos em Escola de Coimbra

(Agrupamento de Escolas de Inês de Castro)

A autonomia das escolas e das comunidades educativas foi mais uma vez violada pelo Ministério da Educação e pela Direcção Regional de Educação (DREC): contra a lei, o bom senso, o equilíbrio e a comunidade educativa a DREC nomeou uma Comissão Administrativa Provisória para o Agrupamento de Escolas de Inês de Castro.

O Conselho Executivo deste agrupamento, que já tinha resistido, e ganho a sua pretensão em tribunal, à determinação arbitrária da DREC, de que o seu mandato cessaria mesmo sem completarem os 3 anos de lei para que tinha sido eleito, foi substituído por uma Comissão Administrativa provisória quando deveria por força da lei continuar em funções.

A resistência à ilegalidade, patente na interposição de uma providência cautelar e um processo em tribunal, contestando a legitimidade legal da eleição e respectiva tomada de posse da Directora, entretanto eleita pelo Conselho Geral Transitório (CGT), é assim finalmente castigada com um medida de tipo impositivo que faz com que a Directora cuja eleição, contestada em tribunal, acabe nomeada pela DREC.

A DREC toma assim partido por uma candidata a Directora cuja eleição é sustentada por uma parte do CGT de que, curiosamente, também fazia parte, continuando a ser membro até à data, nunca tendo apresentado a sua demissão.

Neste quadro o CGT constituiu-se, ao longo do ano lectivo, como órgão gerador de instabilidade.

As suas posições foram marcadas por uma constante procura de confronto com o Conselho Executivo e com outras estruturas de coordenação e supervisão pedagógica, onde valeram todo o tipo de acusações inclusive ameaças de procedimentos disciplinares.

Agarrados ao poderzinho que constituíram, e assumiram no seu limite, alguns membros do CGT decidiram não cumprir a sua obrigação, quer quanto à não aprovação do Regulamento Interno, quer não promovendo a eleição do Conselho Geral (CG).

Assim, o Conselho Geral Transitório não só não cumpriu a missão para a qual foi expressamente eleito, como procurou, por todos os meios, prolongar as suas funções muito para além do que a lei dispunha (até 31 de Maio de 2009) e do que seria razoável. A ironia é que elegeram um Director, o que o futuro Conselho Geral deveria fazer, mas não fizeram atempadamente o que deviam (aprovar o Regulamento Interno) e protelaram e continuam a protelar as eleições para o Conselho Geral. Aparentam temer que a constituição deste órgão venha a expor o legítimo ponto de vista da comunidade e lhes seja desfavorável.

Por clara incompetência e ostensivo incumprimento das suas funções o Conselho Geral Transitório amputou o Agrupamento Inês de Castro de um dos documentos estruturantes da sua autonomia – o Regulamento Interno. Simultaneamente foi impedindo a eleição do Conselho Geral, procurando através das mais variadas manobras dilatórias, manter-se no poder, contra a vontade expressa da esmagadora maioria dos docentes, que expressaram o seu descontentamento com a situação através de um abaixo-assinado (Março de 2010).

Mas estas acções de omissão graves nenhuma reacção suscitaram da DREC ou do Ministério da Educação.

Nestas circunstâncias, como diz o adágio popular: “quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão”, sendo que neste caso o papel de mexilhão foi desempenhado pelo corpo docente do Agrupamento. Diga-se de passagem e em abono da verdade, que os estragos no clima de escola só não foram maiores e mais gravosos, por duas razões fundamentais: o profissionalismo e dedicação do corpo docente e não-docente ao seu trabalho com os alunos, razão de ser e essência do seu trabalho, e o excelente clima de trabalho criado pelo Conselho Executivo e pelas estruturas intermédias de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa, que sempre souberam fazer a separação das águas e colocar acima de querelas, os superiores interesses dos alunos e das famílias. Como é reconhecido por estes.

Chegados ao fim do ano lectivo e com a decisão do Tribunal de recurso ainda pendente de solução jurídica, no que diz respeito à legalidade processual e eventual tomada de posse da directora eleita, o Conselho Executivo concluiu o seu mandato a 15 de Junho de 2010.

Não havendo decisão judicial que clarifique a situação (tomada de posse da directora eleita pelo CGT, ou anulação do procedimento concursal e abertura de novo concurso) impunha-se como solução prorrogar o mandato do Conselho Executivo, à luz do ponto 3 do artigo 63.º do D-L n.º 75/2008.

Qual não é o nosso espanto quando no passado dia 14 de Junho, somos informados que por decisão da Sr.ª Directora Regional de Educação do Centro, que nunca recebeu os representantes dos docentes subscritores do abaixo-assinado atrás mencionado, embora o tenham solicitado, foi nomeada uma Comissão Administrativa Provisória, dela fazendo parte, como presidente, a Directora eleita pelo CGT.

Esta nomeação constitui uma forma de administrativamente colocar em funções quem, por força da providência cautelar já transitada em julgado, não pode judicialmente e para já exercê-las.

Porém, surpresa das surpresas, como vice-presidente da Comissão é nomeada uma docente que se encontra há mais de dois anos de atestado médico, ao que sabemos, por alegada incapacidade psicológica para leccionar. Estimamos saber da sua rápida melhoria, mas legitimamente somos naturalmente impelidos a temer que, porventura, não será a melhor escolha, muito menos a mais sensata.

Assim sendo, lamentamos com profundo pesar a decisão administrativa da DREC que evitou ouvir o corpo docente, nem teve em linha de conta a necessidade de tomar uma posição que contribuísse para serenar os ânimos e devolver alguma tranquilidade ao Agrupamento Inês de Castro.

Parece-nos, pelo contrário, que a equipa nomeada para a Comissão Administrativa Provisória, em vez de vir serenar as animosidades e conflitos, se constituirá, muito provavelmente, como um factor de maior crispação e conflito, o que de todo seria de evitar.

Entretanto o Conselho executivo cessante, com o apoio e incentivo de um significativo número de docentes deste Agrupamento, decidiu interpor uma providência cautelar a fim de suspender a eficácia dos actos administrativos tomados pela DREC. Nessa conformidade o Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, emitiu em 16 de Junho uma decisão que acolhe a referida providência e, por força da lei, suspende a decisão tomada. Aguarda-se o cumprimento da lei por parte do Ministério da Educação, o que até à data, incompreensivelmente, ainda não aconteceu. Será caso para perguntar se as leis do nosso país apenas são aplicadas quando estão de acordo com as conveniências.

Em representação da grande maioria dos docentes do Agrupamento de Escolas Inês de Castro-Coimbra

Mas ainda não transpirou muito.

A minha velha Secundária como cabeça e a D. Pedro II e a Fragata como membros (inferiores?). Expectável de acordo com a lógica dos mega-mega. Agora é perceber se há luta de galos, se há divisão de áreas de influência. Mas cabeça haverá só uma…

Aguarda-se o avanço para poente. Pelas minhas bandas há duas hipóteses, qualquer delas passível de gerar problemas. Tenham bom senso… agrupar escolas e agrupamentos com culturas e práticas completamente diversas vai ser catastrófico para o funcionamento diário das mesmas…

O abismo aproxima-se…

Descobri hoje que na minha escola está a decorrer uma acção de formação destinada a directore(a)s ,com o objectivo de aprenderem a lidar com pessoas difíceis.

O formador é um antigo conhecido e amigo meu. Testei-o durante uns minutos, desde logo perguntando se era uma acção de formação destinada a ensinar a lidar com pessoas como eu. Passou no teste, mas usando aquela maneira de fugir ao confronto directo, que é uma estratégia clássica.

Mas lá que é curioso ver passar muitos daqueles que vão sabendo que podem estar de saída tem o seu quê de…

Será que agora se começarão a preocupar? Ou apenas lançarão as culpas para o Ensino Básico e Secundário, em especial para os professores?

Estudantes têm cada vez mais dificuldades de base a Matemática

Um meio mais um meio? 27 % dos alunos do Técnico falharam. Professores alertam que as lacunas que os “caloiros” trazem afectam as licenciaturas. E temem não recuperá-los.

No regime bolonhês não há planos de recuperação e acompanhamento? Deviam experimentar. Fazem milagres para o scuesso de acordo com o ex secretário de Estado Valter Lemos.

E um certo cansaço com certo tipo de críticas, que surgem de forma periódica, de diversas origens, com os visados de outrora a tornarem-se os acusadores de agora.

É sempre complicado quando sentimos que agradamos quando agradamos, desagradamos quando não agradamos, o que é natural.

Depois desenvolvo…

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