Segunda-feira, 21 de Junho, 2010


The Cars, Shake it Up

Apaguei diversos comentários hiper-repetidos sobre a situação na escola de Fitares. Amanhã, se isto continuar, colocarei no anti-spam tudo o que tiver a ver com esse caso. Uma coisa é divulgar aqui algo do que se passa, outra entrar e espalhar abusivamente comentários a seu bel-prazer. Assim não se defende, com credibilidade, nada. Só desacredita quem usa esta táctica de pulverização. Têm algo a dizer, mandêm por mail. Se é para infestar todas as caixas de comentários, terei de usar o filtro, deixando apenas um de cada. Espero ter feito entender a minha posição. Porque há coisa que…

pandora

Estudantes do ISCTE vencem concurso mundial de marketing

Uma equipa de estudantes do Mestrado de Marketing do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) venceu o concurso mundial da L’Oréal BrandStorm, no qual participaram equipas de 43 países, anuncia o estabelecimento de ensino superior.

O ISCTE refere em comunicado, que a equipa composta pelos alunos Danyel Porato, Joana Lencastre e João Cardoso venceu o concurso mundial da L’Oréal sobre o lançamento de um produto.

No desafio, lançado a jovens universitários de todo o mundo, as equipas assumem o papel de director da empresa e têm de analisar o mercado nacional e internacional, explorar novas oportunidades, planear o lançamento de novos produtos e criar a respectiva embalagem até à campanha de comunicação.

A vitória da equipa de alunos do ISCTE na 18.ª edição do concurso, que teve como júri principal o presidente mundial da L’Oréal, “demonstra o dinamismo, criatividade e inovação dos jovens estudantes portugueses”, salienta o ISCTE.

O concurso, cuja prova final decorreu em Paris, contou com a participação de 7.085 estudantes de 43 países, nomeadamente EUA, Reino Unido, França e Japão.

Diário Digital / Lusa

Isso é que era, dedicarem-se a isso.

As coisas chegam em nuvens dispersas, algo que se ouviu, algo que se viu, algo que não se conseguiu saber. Telefonemas, reuniões, confidências. Segredos. Ou não. Coisas que se deixam escapar, em busca de receptor, em busca de perceber quem as faz passar.

Ao que parece o método usado a norte não terá sido o melhor, com muita informação a circular antes de tempo e mais para sul pretende-se um maior secretismo na implementação dos mega-agrupamentos, tentando apanhar toda a gente mais de surpresa. Como dizia em outro post, se possível empurrando para quando a maior parte das pessoas estiver em pausa lectiva.

Factos consumados no regresso. Direcções entaladas sem quem as apoie perante a investida. Alguns aliciados, outros intimidados.

Tudo entre director regional e coordenadores das equipas de apoio às escolas. Tudo em circuito muito fechado. Tudo muito na base da opinião sobre o que poderá ser feito ou não. O objectivo é reduzir órgãos de gestão, não interessa muito um critério uniforme como a régua e esquadro dos 21 alunos das escolas do 1º CEB.

E depois haverá visitas. Não se percebe se a sondar, se a comunicar.

Será alegado o superior interesse da Nação e das contas públicas. PS e PSD de acordo, com peões de outras cores a aceitar ser operacionais em certas tomadas de poder.

Sobre Setúbal há rumores quanto aos mega-agrupamentos possíveis. Talvez quatro ou cinco no máximo, talvez não para já. Também em Lisboa se houve falar em mega-agrupamentos com as escolas intervencionadas pela Parque Escolar a assumirem o comando do processo e, por essa via, a maior parte da rede escolar a ficar na dependência da PE. Daí a urgência de muitas obras. Como em Setúbal, já agora.

O Verão será agitado. Em Setembro grande parte da revolução estará encaminhada, mesmo sacrificando muitos dos que acreditaram poder mudar um modelo que nunca perceberam qual seria no fim do trajecto.

A semi-privatização da Educação está ao dobrar da esquina.

Atendendo à natureza humana, muitos cederão. Muitas autarquias aceitarão partilhar o poder com a PE, em especial se houver uma espécie de tratado de Tordesilhas nas competências e encargos. Muitos directores acreditarão poder vir a alargar os seus poderes. Verão que, mais tarde, também acabarão sacrificados.

Acho que, muito sinceramente, the truth is out there…

Só a não vê quem não percebe que, pelo menos nesta matéria, o paradigma está mesmo em acelerada mutação.

Porque os pais têm um papel muito importante em tudo isto…

Fusão das Escolas da Batalha

Batalha: Pais subscrevem abaixo-assinado contestando encerramento de escolas de Alcanadas, Casal Vieira e Torre

ASSEMBLEIA GERAL A. PAIS BATALHA

… e as segundas nem me parece que tenham sido devidamente formadas.

Neste momento, para usar a linguagem militar, não se percebe se o mais correcto é debandar em sossego, depôr as armas, tentar resistir em forma de guerrilha ou apenas procurar que os estragos sejam os menores possíveis.

Após alguns meses de adormecimento, o ME está a investir em todas as frentes e a conseguir completar a obra da equipa anterior ou daqueles que, em vez dos nomes que ocupam oficialmente a 5 de Outubro, desgovernam actualmente a Educação.

  • Ao contrário de demasiados vaticínios, o ECD e a ADD não foram ainda objecto de nenhuma alteração legislativa formal (estamos a 21 de Junho, já passaram os dias 15 e 16 que os entendidos diziam ser o da publicação em DR) e o ano lectivo terminou, na prática, com a legislação de Maria de Lurdes Rodrigues em vigor. As sequelas do acordo deixaram quase todos adormecidos à espera de algo que não surgiu. Neste momento, nestas matérias, já não há grande margem para mobilizações e lutas. Os objectivos do ME foram, no essencial, alcançados. Os dos professores foram só numa ínfima parte – o fim da carreira de titulares – embora em termos objectivos um novo congelamento da carreira possa tornar irrelevante tal vitória.
  • Em matéria de gestão, nem o pouco que se julgou ser possível adaptar favoravelmente do 75/2008 foi conseguido. Pelo contrário, o avanço dos mega-agrupamentos vai tornar ainda mais residual qualquer vestígio de democracia nas escolas. Teremos mega-departamentos e mega-grupos disciplinares e espero que percebam as consequências que isto terá em matéria de avaliação. Neste momento, devido a uma quase generalizada quebra de solidariedade entre muitos corpos docentes e os seus órgãos de gestão, a capacidade de reacção à investida é também muito reduzida e só conseguirá ter sucessos pontuais, caso exista unidade efectiva no seio dos agrupamentos ou entre os agrupamentos existentes. Há muita gente magoada com quem aderiu ao modelo de gestão e se transformou em pequeno senhor feudal na sua coutada. Sei que não aconteceu assim em todo o lado, mas a verdade é que as fracturas são de modo que o avanço do ME não encontra uma linha contínua e firme de defesa. Faz lembrar aquele jogo de estratégia em que se vão conquistando territórios e cercando os adversários, eliminando-os um a um.  Agora há demasiada gente que não está disponível para defender quem se deixou ir na onda e adesivou de forma mais ou menos convicta às directorias. E da parte das autarquias também há resistências genuínas à prepotência governamental mas também se verá que há muito oportunismo e calculismo, pois não serão poucos os que encenarão uma resistência que se rá abandonada quando for possível apresentar uma qualquer justificação…

Há quem diga que o encerramento de escolas do 1º CEB e a decisão de reduzir as unidades de gestão ou unidades orgânicas não é necessariamente uma má decisão.

No caso das escolas do 1º CEB eu percebo alguns argumentos, mas não acho correcto que a base da decisão seja um mero cálculo aritmético.

Já no caso de mega-agrupar (e o encerramento de escolas do 1º CEB também está ligado com isto) o objectivo só tem vantagens (teóricas) do ponto de vista da maior facilidade de controle da rede escolar por parte de uma estrutura central do ME que vise reduzir as próprias DRE a organismos de tipo inspectivo e de transmissão de ordens e resoluções.

O objectivo é, reduzindo a malha dos agrupamentos e o número dos órgãos de gestão, controlar melhor as suas margens de autonomia e diversidade, reduzindo o número de chefias a dominar/convencer, quando já não estão convencidas. Ao mesmo tempo, ao mega-agrupar escolas e agrupamentos com culturas e trajectos diversos, são quebrados, na nova unidade de gestão, os laços de solidariedade que evntualmente ainda sobrevivem nas escolas e agrupamentos actuais.

Por sobre tudo isto, paira ainda a sombra da Parque Escolar, o organismo que, futuramente, irá gerir muita da vida do nossos sistema educativo, partilhando essa responsabilidade com as autarquias.

Há quem diga que o melhor para a Educação seria o fim do respectivo Ministério.

Confesso que não sei se muitos se estão a aperceber que é isso que pode estar a acontecer e se é da forma como imaginaram ou desejaram.

Porque corremos o risco de ter o ME como mera Entidade Reguladora da Educação. Eu cá acho que esta não é bem a melhor solução, pelo menos da forma como nos está a ser imposta.

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