Segunda-feira, 14 de Junho, 2010


[dizer não é o mesmo que fazer]

The Morning Benders, Excuses

Ouçam até ao fim porque merece. Dentro do género. Que hoje me deu para aqui.

Que hoje tenha sido publicado em Diário da República a resolução sobre a concetração da rede escolar, em simultâneo com a reabertura da aplicação da DGRHE para validação das candidaturas para o concurso das necessidades transitórias deste ano.

… sem ser ameaçado com nada ou sem que descarreguem aqui toda a roupa suja que há por lá?

Muit’agradecido. Como não ouvi ninguém dizer que não eu vou continuar, mas prometo ser breve.

Então é assim:

  • Desde o primeiro momento (salvo erro a 9 de Fevereiro deste ano) que aqui no blogue, de início em forma de comentário e depois em posts, a questão do suicídio do colega Luís Carmo foi aflorada, muito antes da própria imprensa agarrar no assunto.
  • Também relativamente cedo recebi um mail da direcção da escola em causa, esclarecendo-me sobre alguns aspectos da situação. Não o divulguei porque não me foi solicitado que o fizesse. Respondi, mas desde então (acho que 14 de Fevereiro) nada mais me foi enviado com essa origem. Se fosse, com pedido de publicação, seria.
  • Desde essa altura que tenho tido bastante reserva pessoal em opinar sobre um assunto que não conheço de forma directa pelo seu dramatismo e mpotencial sensacionalista. Por norma, comentei aspectos laterais, até em off com alguns jornalistas, em relação a rotinas habituais nas escolas ligadas à realização de reuniões, tramitação de participações disciplinares e elaboração de actas.
  • Em alguns momentos destes quatro meses transformei em posts alguns dos mails que recebi, conhecendo a sua origem, respeitando o pedido de anonimato (ou não) de quem os enviou. Outros textos acabaram por ser deixados em comentários, por vezes demasiado repetidos.

Perante isto, e a confirmar-se a denúncia feita, acho absolutamente indescritível que tenha sido abordada em Conselho Pedagógico da escola em causa a possibilidade de me processarem judicialmente como é hoje notocoado na edição do Correio da Manhã que li já a meio da tarde. E acharia ainda mais indescritível que isso tivesse sido feito na presença do actual director-regional da Educação. Quero mesmo acreditar que terá sido um equívoco, qualquer coisa que falhou na comunicação ou uma mera hipótese académica.

Porque escrevo isto?

Não é para lavar as mãos como o Pôncio.

É mesmo para não ter de as sujar, por me obrigarem a sujá-las a contragosto. Porque me pareceria do mais absoluto ridículo que algo como um processo judicial me fosse colocado – ou mesmo um qualquer processo disciplinar no âmbito da DRELVT – por ter dado espaço à divulgação desta situação.

Porque quero acreditar que a lei da rolha não é a regra que se quer impor acerca destes assuntos. Uma coisa é aquilo que o recato e o pudor aconselham. Outra a tentativa de intimidação sem qualquer fundamento.

Haja bom-senso.

Que tudo tenha sido uma falha de comunicação.

O PÚBLICO convida os professores a participarem e a enviarem a sua opinião sobre os exames nacionais de 2010 para educacao@publico.pt, com a indicação “opinião professor”.

Moody’s baixa rating da Grécia para especulativo

Gosto do gerúndio, facilitando:

https://servicos.dgrhe.min-edu.pt/ValidacaoAvaliacao/

Página seguinte »