Devia ser. Mas não é. Porque o “ensino” profissional apenas serve de muleta ao Ministério da Estatística Educação para instruir os incautos de quanto rosa é o seu sucesso. Tendo-se o tal ministério substituído aos professores por decretos, despachos,  gozo com os sindicatos e com o beneplácito orçamental da única associação de pais que a comunicação social conhece, os resultados são o que são, uma falácia.

Alguém vai pagar por isso, mormente os alunos, e da pior forma.

É uma relação de causa e efeito que está patente nas estatísticas dos últimos anos divulgadas pelo Ministério da Educação: mais do que a um alegado maior facilitismo dos exames, a queda abrupta de chumbos entre os alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário tem ficado a dever-se sobretudo ao número crescente de jovens “desviados” para as vias profissionalizantes, na sequência de uma reforma aprovada em 2004 pelo ministro do PSD, David Justino, e que foi concretizada e ampliada nos anos seguintes pela ministra socialista Maria de Lurdes Rodrigues. 

Digo que também pela actual ministra de nada, via os seus cães de guarda, obedientes ao apito ultra-sónico do sr. Sócrates.