Domingo, 13 de Junho, 2010


The National, Bloodbuzz Ohio

DIÁRIO DE NOTÍCIAS OU DIÁRIO DO GOVERNO?

Tenho andado a adiar o meu dever de agradecimento aos donos do famoso DIÁRIO DE NOTÍCIAS pelas dezenas de exemplares que já me foram oferecidos, nas bombas de gasolina.
Não estava nada habituado a estas benesses. Por isso fiquei meio desconfiado da bondade desta oferta quase diária, e tentei compreender os motivos profundos de tamanha amizade de um jornal de Lisboa por um simples e anónimo mortal como eu, ainda por cima nado e criado na longínqua província.
Fui lendo (aproveitando gulosamente a oferta…) e fui compreendendo:
As notícias parecem ecos de teclados ministeriais, com mensagens subliminares do governo.
A última delas vem no jornal de hoje, domingo, dia 13 de Junho de 2010, e é uma prodigiosa insinuação aos lucros chorudos e pecaminosos dos professores que – fazendo fé na notícia – “ganham milhões a corrigir os exames”!!!
Ainda bem que li a notícia. Assim fiquei, finalmente, a perceber um fenómeno estranhíssimo que me andava a perturbar o entendimento: É que se vêem cada vez mais professores de “Ferrari” e de “porsche”; grandes mansões e “TQuatros” em condomínio fechado, onde entram e saem professores e professoras do ensino básico e secundário; Enquanto os jogadores de futebol, gestores e administradores deste país, se deslocam em pequenos méganes, ou de “trotinette”, e vivem em apartamentos exíguos sitos nos bairros periféricos das grandes cidades.
Por isso a partir de hoje, fica aqui a minha promessa:
Jornais DN de graça?
Só se for para forrar as gavetas do armário onde guardo a ferramenta e os sapatos nas lonas, lá na garagem; ou, se sobrarem alguns, para limpar os vidros do meu magnífico “ferrari”…

Cunha Ribeiro

[causas]

Devia ser. Mas não é. Porque o “ensino” profissional apenas serve de muleta ao Ministério da Estatística Educação para instruir os incautos de quanto rosa é o seu sucesso. Tendo-se o tal ministério substituído aos professores por decretos, despachos,  gozo com os sindicatos e com o beneplácito orçamental da única associação de pais que a comunicação social conhece, os resultados são o que são, uma falácia.

Alguém vai pagar por isso, mormente os alunos, e da pior forma.

É uma relação de causa e efeito que está patente nas estatísticas dos últimos anos divulgadas pelo Ministério da Educação: mais do que a um alegado maior facilitismo dos exames, a queda abrupta de chumbos entre os alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário tem ficado a dever-se sobretudo ao número crescente de jovens “desviados” para as vias profissionalizantes, na sequência de uma reforma aprovada em 2004 pelo ministro do PSD, David Justino, e que foi concretizada e ampliada nos anos seguintes pela ministra socialista Maria de Lurdes Rodrigues. 

Digo que também pela actual ministra de nada, via os seus cães de guarda, obedientes ao apito ultra-sónico do sr. Sócrates.

Então internem-nos… por exemplo… numa prisão. Chamem-lhe outra coisa… clínica de reabilitação…

Corruptos podem ter lesão cerebral, defende investigador

Falhas na região cerebral do córtex pré-frontal podem explicar, pelo menos em parte, o fenómeno da corrupção. Segundo Antoine Bechara, neurologista da Universidade de Iowa, essa lesão cerebral é semelhante à encontrada nos cérebros dos assassinos psicopatas.

Passo 1 – Contabilizar os professores dos quadros colocados em serviços do ME, outros organismos do Estado, autarquias ou instituições privadas, desde que tenham vínculo oficial ao ME.

Passo 2 – Contabilizar os professores dos quadros que leccionam horários completos e/ou incompletos, por redução da componente lectiva.

Passo 3 – Contabilizar professores contratados que apenas têm 6, 8, 10 ou 12 horas, porque apanharam alguns restos de horários nas cíclicas ou contratos de escola.

Passo 4 – Contabilizar os professores que estão sem componente lectiva ou que passaram a estar de baixa por motivos de saúde, maternidade, etc.

Passo 5 – Contabilizar os professores contratados para ocupar o lugar dos anteriores, embora essas horas pudessem ser distribuídas pelos professores referidos em 3 ou mesmo em 2, com pagamento poucas horas extraordinárias.

Passo 6 – Somar tudo, mesmo duplicando ou triplicando lugares, para depois fazer o cálculo do rácio e comunicar á comunicação social e à OCDE.

A extensão do vazio

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