Sexta-feira, 11 de Junho, 2010


The Black Keys, Tighten Up

E o vídeo original também merece… pelas crianças…

Grilos mais pequenos acasalam com o dobro de fêmeas

Sessenta e quatro câmaras de vídeo acompanharam centenas de grilos numa extensão de 2.500 metros quadrados no norte de Espanha, cada um com uma etiqueta de identificação presa nas costas. Os cientistas observaram assim, com uma intensidade sem precedentes, o comportamento dos insectos num habitat natural.

Estudar insectos na natureza é difícil porque eles são pequenos, de movimentos rápidos e inclinados a voar. Neste estudo, os cientistas registaram mais de 250 mil horas de vídeo, acompanhando duas gerações de grilos que não voam, noite e dia, ao longo de dois anos. Também usaram amostras de ADN para rastrear os números de descendentes.

Incrivelmente, descobriram que machos menores e subservientes acasalam com o dobro de fêmeas do que os machos maiores e dominantes.

 

[cool]

Gri-gri-gri-gri-passa-me aí o remédio da asma-gri-gri-…

Isto hoje está bonito…
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Paulo,
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Os dias continuam conturbados pelos lados de Sintra. Ontem, dia dia 9 de Junho, passados quatro meses após o suicídio do colega Luís, o Sr. Director Regional presidiu a uma reunião do Conselho Pedagógico, que se realizou, a seu pedido, em simultâneo com o Conselho Geral e a Direcção. O objectivo era apresentar as recomendações do inquiridor, após conclusão do inquérito. Depois de ter referido que não havia matéria para procedimentos disciplinares, apesar de Portugal inteiro saber que não foi cumprida a lei, conforme documentos que vieram a público, solicitados à própria IGE, no âmbito de um processo inspectivo, realizado ainda durante os tempos conturbados que o Luís viveu naquela escola, o Sr. Director Regional comprovou que o inquérito terminou, conforme começara – nada a apontar à magnífica direcção. Rapidamente os ânimos aqueceram e aquela assembleia transformou-se, num Auto de Fé, presidido pelo responsável máximo da DRELVT: havia que apurar os responsáveis pela difamação da escola nos órgãos de comunicação social e nos blogues, nomeadamente no Umbigo. Foi referido, inclusivamente pela directora, que o seu autor, mesmo que vendesse os seus potentes computadores, não teria dinheiro para pagar o que lhe iria ser exigido.
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A presidente do dito Conselho referiu que muito havia a fazer nos concursos de professores, nomeadamente uma triagem dos professores, para verificar os que tinham problemas psicológicos, para que não contactassem com os alunos. É evidente que neste âmbito estavam os loucos e os que denunciavam as situações que deveriam ficar escondidas, os malditos, os que difamam a escola, os que não deixam trabalhar, as “ervas daninhas”, que teriam que ser imediatamente banidas daquele local…
Os pais fizeram coro, reforçaram e disseram que se o Dr. Daniel Sampaio fizesse exames àqueles professores, logo concluiria que eles teriam que ser afastados do contacto com os alunos.
O Presidente da Junta disse de sua justiça: na sua instituição nada daquilo acontecia porque ele aniquilara, expulsara os que lhe tinham feito frente!
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Era isso que teria que acontecer ali. O Sr, Director Regional disse que competia à directora abrir processos disciplinares aos professores que continuassem a dizer coisas que não deviam, de outro modo teria que recorrer “à bomba atómica”.
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È evidente que foram citados nomes de professores, de dois, mas que no total não iriam além dos dedos de uma mão. Se se tiver em conta que o Agrupamento tem cerca de cento e cinquenta professores, aqueles outros devem ser de uma grande eficiência, pois conseguiram aquilo que Sócrates pretendeu mas não conseguiu – dominar a comunicação social! Mais, são eles que não deixam os outros trabalhar!
Pergunto: o que andamos a ensinar aos nossos alunos nas aulas de Formação Cívica, de HGP… Eles sabem que no 25 de Abril acabou a censura, a perseguição pela PIDE, a liberdade de expressão tornou-se realidade… Mas será mesmo assim? Então os professores não podem ter os mesmos direitos dos outros cidadãos!
Hoje dizia-me um jornalista: ” já não percebo nada disto, há professores que podem falar, podem identificar-se, outros só falam sob anonimato por causa dos processos disciplinares”. Pedi-lhes para averiguar porque fazer jornalismo é ir à origem das coisas, conhecer as fontes, questionar os direitos e liberdades dos cidadãos.
Pela minha parte reconheço que já não sei nada. Só sei que a IGE reconhece que a lei não foi cumprida nas diferentes situações que averiguou, mas que apenas emitiu recomendações. No caso concreto do Luís, não o poderia ter feito, tratava-se de um inquérito e neste caso só poderia haver arquivamento ou procedimento disciplinar.
Quem viola afinal a lei?
Fiquemos à espera da fogueira porque o Auto de Fé já ocorreu e não tarda que os criminosos tenham que ser queimados.
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Paulo, fica ao seu critério publicar ou não este post. Foi um dos visados e será certamente alvo de muita perseguição. Eles prometeram.
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Mas não se esqueça do que o ano passado aqui foi publicado porque quem prometeu transformar aquela escola “na Casa Pia do Concelho de Sintra” está no poder e já começou: proibiu um professor de entrar na escola, que durante quinze dias foi ameaçado com uma arma num curso CEF. A explicação foi a protecção ao professor. Só que a acusação foi de assédio. Aqui não é preciso procurar saber quem divulgou para a imprensa, a escola em peso sabe do que se está a passar e quem está a escrever este texto estava no encontro do Bloco, enquanto tudo estava a decorrer na escola: a protecção ao professor através da sua expulsão.
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Explique-me como faz para denunciar as situações que diariamente escurecem as nossas escolas, sem ter ainda sido alvo de processo disciplinar, falando abertamente dos problemas…

[ Nota minha: sinceramente, não sei… acho que me limito a demonstrar que o que me move é a transparência, mais nada… mas a sorte um dia acaba. Aliás, ao nível das ameaças já tenho a minha conta… de diferentes quadrantes…]
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Só queria acrescentar mais uma coisa – o Conselho de Escola não reuniu quando o Luís se suicidou e a irmã lhe dirigiu uma carta para reflexão do que estava a acontecer. Não é preciso reunir porque todos confiam nos dotes superiores da directora para dirigir o agrupamento. A nossa democracia é muito especial…
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Uma professora na clandestinidade

Recebi esta denúncia/testemunho há vários dias. Tenho hesitado muito em publicá-la por um pormenor oposto ao habitual: em vez de ter poucos elementos a fundamentar o que é dito, apresenta imensos elementos, apontando situações, datas, nomes, cargos, enfim…

Para além disso, a proximidade da escola em causa e o facto de lá conhecer várias pessoas tem-me deixado muito hesitante, mesmo se há quem confirme boa parte do que adiante aparecerá escrito.

No final do meu dilema, acabou por prevalecer o princípio da coerência e transparência. Afinal, se fosse sobre uma escola distante, eu acabaria por divulgar o documento, logo… aqui fica: tempestadedeserto,

Adenda: Algumas pessoas têm-me avisado para a questão do documento ter nas suas propriedades o nome da potencial autoria. Errado. O documento foi criado por mim, a partir de um mail, só que no perfil de utilizadora da dona deste portátil que, por mero acaso, é homónima de uma professora da escola em causa. Por alguma eventual confusão, as minhas desculpas. Já corigi esse detalhe.

… em como as actas vão aparecer agora?

Professores: Avaliação conta para concurso

Os tribunais administrativos e fiscais de Beja e de Lisboa deram esta sexta-feira razão ao Ministério da Educação (ME) no litígio que o opunha à Fenprof, permitindo que a avaliação de desempenho conte para o concurso de professores contratados, anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.

Isto da digitalização tem muito que ver com os timings e tal…

Quanto à substância da coisa, em seu tempo, já há uns bons meses, eu tinha-me tentado informar sobre como se poderia avançar por este caminho e foi-me dito que, só depois das colocações, provando-se o prejuízo individual de alguém devido à aplicação das regras de modo indevido, é que os TAF poderão pronunciar-se a sério sobre o problema…

Desculpem não ter aderido aos foguetórios precoces… Não foi por desejar a vitória do ME, foi apenas porque não gosto de engalanar quando sei que a festa não vai acabar bem…

Se sei que o jogo vai ser perdido quase com toda a certeza e que nada posso fazer contra isso, não adianta ficar muito feliz porque ao intervalo…

Num post mais para baixo, o MAT questionava-me por eu criticar a qualidade – ou a falta dela em algumas situações – das estatísticas que o ME costuma oferecer para consumo mediático e/ou para servir de base a estudos comparativos.

Criticava-me pelo facto de eu talvez argumentar com base em argumentos de proximidade, do que me rodeia, e não ser sensível à qualidade, rigor e critério apertado dos estudos da OCDE e dos dados usados.

Ora bem, eu contesto isto de duas formas:

  • Antes de mais, se fosse por proximidade, até podia dar razão à OCDE pois tenho três turmas reduzidas por serem PCA às quais lecciono duas disciplinas em média, mais Estudo Acompanhado numa delas. Todas as turmas estão abaixo dos 15 alunos. Portanto, eu até distorço as médias para baixo.

Mas…

  • Há outra forma de contestar que é demonstrando com base em estatísticas – ou falta delas – as deficiências da nossa recolha opu tratamento dos dados.

Vejamos o caso da publicação Key Data on Education in Europe.

Não é difícil encontrar por lá os tais rácios que se fazem com dois dados quantitativos e uma conta de dividir.

O problema é encontrar outras informações relevantes para a qualidade (e mesmo quantidade) da nossa Educação.

Exemplifiquemos:

  • Dados sobre alunos do 4º ano em escolas com acesso a bibliotecas? Não sabemos!

  • Dados sobre problemas disciplinares e absentismo nas escolas? Não sabemos!

  • Dados sobre o tamanho das turmas do 4º ano? Não sabemos!!!???

Se eu acho que estes dados não existem? Não, não acho. Acho que eles existem. Acho é que, sei lá, ou não são tratados, ou são tratados de forma menos não sei quê ou dão um bocado de mau jeito… sei lá…

Mas sabemos a parte dos rácios. Essa sabemos sempre.

È só fazer uma conta de dividir que até fica bem para o ME e parece mal para os profes que são bués.

Pathways to Success – How knowledge and skills at age 15 shape future lives in Canada

After completing compulsory education, are today’s youth equipped to participate fully in society? In 2000, Canada explored this question and launched the Youth in Transition Survey (YITS), a follow-up to the OECD Programme for International Student Assessment (PISA). YITS is a longitudinal study that tracks 30 000 Canadian students who took part in the PISA 2000 assessment and, with interviews every two years, follows their progress from secondary school into higher education and the labour market.

The High Cost of Low Educational Performance
THE LONG-RUN ECONOMIC IMPACT OF IMPROVING PISA OUTCOMES

Expliquem-me lá como é que por conveniência urgente de serviço se contrata alguém a tempo parcial a 0% como Professor Catedrático Convidado?

O que significa? Que não recebe?

… de boa parte destas propostas do Ramiro. Sei que ele não gosta de polémicas online, mas eu sou obrigado a dizer que discordo da quase totalidade das propostas e passo a explicar de forma sumária:

  1. Concordo. Se já fazem outsorcing de muitos estudos, não se compreende como continuam tantos docentes fora do ensino na sua dimensão mais nobre (lembram-se de quem dizia isto?) que é leccionar.
  2. Discordo, porque acho que o desaparecimento das ACND deve ser compensado pelo alargamento do núcleo duro das disciplinas ditas tradicionais. No 2º CEB poderão ser feitas algumas poupanças com o desaparecimento da Área de Projecto (por ser leccionada por dois docentes), mas eu gostaria de perceber de forma mais detalhada que tipo de poupança o Ramiro preconiza.
  3. Poupança quase irrelevante.
  4. Discordo frontalmente, até porque as Universidades estão muito desfasadas das necesidades do ensino não-superior, em especial muitos dos seus docentes que se acham a pairar sobre tudo isto. Quanto aos Politécnicos não tenho receio em afirmar que duvido muito da qualidade da formação que lá é ministrada, com destaque para a formação de professores. Profissionalizei-me numa ESE por imposição do ME e sei de muita indigência que por lá grassa. Não é relevante, mas foi complicado ser avaliado em áreas para as quais eu tinha mais qualificação académica do que os avaliadores. Mas…
  5. Não estou bem a ver como aqui se consiga poupar de forma relevante.

Eu faria outro tipo de poupanças como, por exemplo, reduzir o aparato burocrático do ME e regular as despesas com equipamentos tecnológicos desadequados ou excessivos para as escolas onde são despejados. Também seria interessante não fazer obras em escolas que acabam desactivadas um ou dois anos depois.

Mas este tema das poupanças deveria ser aprofundado e acho que o Ramiro tem mais ideias do que estas que expôs. Que tal, em vez de recearmos a polémica, assumirmos o debate em torno destas questões?

Uma das escolas por onde passei, mesmo se de forma muito trasitória, por duas vezes mas da qual guardo boas recordações e, ao fim de 20 anos, amizades entre quem foi aluno(a) mas agora é como se fossemos da mesma geração.

Meu Caro Paulo Guinote,
 
Iniciando com um pedido de desculpas pelo “atraso” nas novidades relacionadas com a revolução anunciada para a rede de escolas de Seia – atrasos justificados pelos muitos episódios entretanto ocorridos  – é tal a velocidade e ideias constantes geradas nas fervilhantes cabecinhas de quem nos governa, que nnunca permitem aos pobres mortais que as têm de cumprir e aplicar no terreno a cabal compreensão do que se pretende e qual a direcção que deve ser seguida.Provavelmente, e repescando uma ideia do nosso Presidente proferida ainda esta manhã, deve ser esta a tal clareza e transparência nas medidas propostas por quem governa que ele se referia naturalmente…; mas vamos a “factos”, que ajudam a compreender (ou não…) o labirinto onde este ME/Gov se encontra e abismos para onde nos empurram.
 A “ousadia” da referência cinéfila será percebida no fim do texto.
 
– A rede de escolas do Concelho de Seia era constituída no ano lectivo anterior (2008/2009) por 6 Agrupamentos de escolas, organizadas e geridas segundo o já fenecido modelo 115 A/98: 4 Agr. verticais do 1º,2º e 3º ciclos, Loriga, Tourais/Paranhos, Abranches Ferrão e Guilherme Correia de Carvalho; 1 Agrup. Horizontal do 1º Ciclo em S.Romão e 1 Secundária, de Seia, a única pura de todo o distrito da Guarda. É obvio que se omitem outras “escolas” existentes no Concelho, como uma escola do Ensino Particular e Cooperativo (Evaristo Nogueira, com 2º e 3º Ciclos), 1 Escola Profissional e 1 escola do Ensino Superior, a ESTH/IPG;

– Centrando esta nossa descrição apenas nas 6 primeiras (da Rede pública e escolaridade obrigatória) e retornando novamente ao ano lectivo anterior, decidiu (?) a anterior equipa da DREC – a interrogação deriva naturalmente de não se saber ao certo de onde nasceu esta decisão, o que aliás constitui uma marca nesta forma de governar, mas dizia, que foi tomada a decisão de extinção do Agrupamento Horizontal de S.Romão, que se traduziu na prática na perda da sua autonomia como Agrupamento com órgãos próprios segundo o referido modelo do 115 – perdeu a sua Assembleia e, é obvio, os seus órgãos executivos; Sobre este processo de extinção muito havia a dizer, principalmente quanto à ausência completa de explicações lógicas e de natureza pedagógica pois tratava-se de um Agrupamento com dimensão, estruturas, órgãos legítimos e avaliações (internas e externas) extremanente positivas; Mas, para a história, ficará naturalmente a decisão de extinção e a sua fusão com o Agrupamento Guilherme Correia de Carvalho de Seia, processo que também teve peripécias que mereciam ser contadas, mas que ficarão para outro momento; Dessa decisão de fusão resultou uma CAP (comissão administrativa provisória), com a missão de preparar durante o presente ano lectivo (2009/2010) o processo de escolha de um CG provisório, elaboração de um RI da nova estrutura e, remate final, proceder à escolha de um novo director, processo concluído em meados de Maio, de acordo com o previsto pela nova lei da gestão, o decreto-Lei 75;

– Neste “caldo” de conclusão de um processo de fusão entre os 2 Agrupamentos, foi de alguma forma toda esta comunidade confrontada com notícias (Mês de Abril, Maio) de  que se ía verificar o encerramento de mais dois agrupamentos –  inicialmente notícias sem fonte identificável e processo oficial de informação a quem de direito, principalmente CGerais e directores…é uma forma já habitual de fazer chegar às populações más notícias, sem respeito por órgãos legais legítimos…mas adiante; Aproveitando uma reunião em Coimbra subordinada aos exames, creio que a 23 de Março, uma Sexta-feira, um telefonema na tarde de Quinta directamente a dois directores de Agrupamento, solicitando que fossem mais cedo no dia seguinte, Sexta, e se deslocassem à DREC. Assim o fizeram e foram confrontados pela principal responsável regional da decisão de encerrar os Agrupamentos, em concreto, Loriga e Tourais/Paranhos; Obviamente que foram levantadas várias questões e dúvidas mas quanto a essas…nada; que ainda se iria ver com quem agrupariam mas que a decisaõ estava tomada e, em princípio, seria para concentrar  nos dois edifícios apenas o 1º ciclo/pré escolar – ou seja, os dois agrupamentos transformar-se-iam em “centros escolares” de algums dos outros agrupamentos da sede de Concelho, reduzindo assim os agrupamentos de 5 para 3; Este era então o cenário “antes do mundo mudar…”;

– Foi este o cenário com que todo o concelho se tem confrontado, tendo gerado, por iniciativa dos respectivos directores, várias reuniões com os seus CG, com CMunicipal, autarcas locais etc, na prática, transmitindo simplesmente as not´ciais com que foram confrontados; Quanto as dúvidas levantadas, nada…os directores em causa não as podiam (nem deviam…) satisfazê-las porque simplesmente estavam às escuras nessa campo…;

– Já em fins de Maio foram convocados novamente para Coimbra, agora os 5 directores em exercício e, chegados à dita reunião com expectativas para verem esclarecidas as dúvidas anteriores (com quem se agrupa, o que acontecem aos órgãos eleitos legalmente etc…), são todos confrontados pela primeira vez com a hipótese do Mega agrupamento, não escondendo a responsavel regional que tinha sido confrontada com essa hipótese há muito pouco tempo mas que seria esse o caminho; Se as dúvidas que foram levantadas na primeira hipótese (5 para 3) eram mais que muitas imaginem agora os “problemas” suscitados por tamanha redução de 5 para uma única unidade orgânica…; Para a referida responsável a pena era não haver lugar para os 5, pois numa futura CAP apenas caberiam 3 dos elementos presentes….; Ainda, perante algumas das dúvidas legítimas colocadas à responsável, para as quais não estava preparada argumentou… “daqui a um ano nem eu sei se cá estarei”; brilhante saída de alguém que Coordena uma região e deve ser responsável por ter as explicações para o que pretende implementar…Bem, os referidos directores quase caíam das cadeiras com tamanha proposta e forma como a dita foi colocada; – Desde esse dia as peripécias, reuniões e hipótese têm sido mais que muitas, com reuniões partidárias subordinadas ao tema da “educação”, reuniões com autarcas e pressões a diferente níveis da nossa administração; Para toda esta agitação não é alheia naturalmente as posições “de força” contra tomadas por Câmaras Municipais vizinhas (nomeadamente Gouveia e Trancoso) perante o tema da fusão e encerramento de escolas do 1º Ciclo;

– Nestes últimos dias têm-se sucedido as “convocatórias” por telefone aos 5 directores para reunião na DREC (na Sexta feira passada),  transferida na véspera para Terça desta semana, no Governo Civil da Guarda…para estas os convidados têm sido sempre os respectivos directores, sem conhecimento prévio do conteúdo e agenda das referidas reúniões; Quanto à de Terça passada (8 do  presente), já com alguns a caminho e outros já no local, foram todos informados que a mesma foi “suspensa”; Na Quarta são os mesmos informados que têm de estar presentes novamente no Governo Cívil (Guarda), agora acompanhados pelos respectivos presidentes dos CG, de quem, ao que parece, só agora deram pela sua existência, o que não deixa de ser curioso! É oportuno lembrar que há cerca de um ano se obrigaram os referidos Agrupamentos a implementar o novo modelo de gestão (Decreto Lei 75), processo que tinha de estar completo em Maio de 2009; Desse processo gostaria de lembrar o relevo, importância e destaque que a referida Lei dava ao novo órgão, o CGeral, do qual aliás tecia “grandiosas” tarefas de responsabilidade, identificação e ligação à comunidade, representatividade do Agrupamento etc…era, na óptica do “bacoco legislador”, um documento de gestão “necessário” e realmente transformador da dinâmica escolar…De tudo isto e passado um simples ano (para dois dos agrupamentos iniciais nem a isso tiveram direito…) de vida “transformadora”, passa-se para uma outra fase sem, pelo menos e de forma responsável, terem uma palavra para com o órgãos principais dos agrupamentos, o tal que, agora que nem tem os professores em maioria…, representaria efectivamente a comunidade que serve; É o respeito pela lei que os mesmos impuseram (e a todos forçaram no seu alinhamento) e que agora com a mesma facilidade varrem para debaixo do tapete.

Em resumo, é esta a espada de Dâmocles que têm em cima cerca de 430 docentes, 231 não docentes e 2800 alunos, dimensão que terá a nova unidade de gestão que, pelos sinais que nos vão chegando, alguém da administração julgou ser a melhor solução. Para verem a dimensão do monstro, adianto que um dos departamentos, com a lei em vigor, terá qualquer coisa como 123 docentes…como se gere isto?
 
Reservo para o fim algumas reflexões e lamentos pessoais, alguns que prepassam no texto acima, mas que agora gostaria de partilhar sem o peso da descrição mais ou menos factual que apresentei. Perante tudo isto os meus lamentos, e o de muitos, dizem respeito à forma como quem nos governa julga ser legítimo lidar com as pessoas pois a “crise”, apesar de apenas ter pouco mais de um Mês (descoberta confessa do nosso primeiro) nem tudo justifica. Aliás, é em tempos de crise e dificuldades que se exigem responsabilidades maiores a quem nos governa, aos mais variados níveis, que passam por uma coisa muito simples – falarem verdade e serem confiáveis, predicados, infelizmente, de difícil identificação nos referidos responsáveis. Depois, uma outra dimensão deste já longo lamento, prende-se com a forma amadora como se legisla e como se dirigem organizações desta natureza. Primeiro, legisla-se numa forma que alguém muito a propósito denominou de tsunami legislativo , sempre com a ilusão que dessa forma se domesticam e controlam as organizações; é o medo da liberdade e das autonomias (ocorre-me uma surprema ironia que foi o identificar o tal 75 com a designação de gestão e autonomia…). Além disso, fica também a sensação de que o importante é legislar, produzir e publicar normas, decretos e coisas afins que, saídas ao público, logo se transformam em letra morta.

E isto aplica-se por inteiro às “mudanças” e transformações que agora discutimos, principalmente os seus efeitos, sem um vislumbre de sentido e/ou esclarecimento de algum responsável sobre a forma como se joga com as pessoas…nem falo dos efeitos a médio, longo prazo, sobre muitos que esta “revolução”, a ser implementada, vai atirar borda fora. Não se vislumbra uma estratégia coerente, qualquer planificação explicada e negociada com as pessoas, sendo legítimo pensar que a dirigir esta forma de fazer política está a máxima do  “já agora” : eliminamos um, fundimos com aquele, na próxima eliminamos aquelas duas e reduzimos tudo a três…calma, não, já agora fundimos tudo num…E com esta invoco a referência cinéfila inicial que, numa memorável cena final, o protagonista principal altera e muda os papéis que todos muito afincadamente (e demoradamente) tinham assimilado e assumido: lembram-se, colocamos uma pera na dona…, passa a fazer o papel de pai, uma saia no …., passa a fazer de avó, eu, como sei os papéis todos, interpreto qualquer um…Assim se governa a educação em Portugal, com a ilusão que tudo, no fim, dará sempre certo como no teatro do pai Tirano. Mas o dramático é que isto não é teatro. Alguns vivem na ilusão, deslumbrados e inebriados que estão com a luzes do poder, que conquistarão eternamente as pessoas com a ênfase que dão aos embrulhos, “Armanis”, às apresentações  e aos road shows, mas tal sensação “de segurança” é muito perigosa.

É tal a arrogância que se negam até em assumir alguma vez a possibilidade de não estarem certos nas suas opções e na necessidade de terem de mudar de rumo. Admiti-lo era contrariar a sua infalibilidade….
 
 
Um forte abraço, PB
 
 
Nota: Deixo para o fim mais uma pérola da nossa administração escolar. Num dos concelhos “vizinhos “, Trancoso, famoso no País este fim de semana por ter mereceido a visita desse príncipe da vida portuguesa que é o primeiro Ministro, também se encontra a braços com questão semelhante a Seia, com outra dimensão é obvio, mas está também confrontado com a fusão de três agrupamentos. Perante a resistência da autarquia local, que mereceu um fortíssimo comunicado do seu executivo e para evitar recepções menos calorosas a Sua Excª no fim de semana anterior, esse processo encontra-se mais ou menos parado, pelo menos em termos públicos. Aliás, o próprio Primeiro Ministro mencionou no Sábado passado às tvs em Trancoso, com aquele diáfano ar que o acompanha desde as últimas eleições (porque será?), que nada se faria sem a concordância da autarquia e que não se ía contra as populações etc e que ainda não havia decisões definitivas.

O despacho em anexo, de 20 de Maio, põe a nu toda esta  (falta) estratégia do ME/gov, as tais que transformam as populações em permanentes desconfiadas. E como Portugal precisa de pessoas a confiar em quem os governa!!!E para memória futura e caso nada se concretize nesse concelho, aí fica o referido despacho,  o tal que mais tarde irão alegar nunca ter existido ou, se confrontados com o dito, invocarão naturalmente erros de comunicação, más interpretações/ más vontades de todos nós; nós, digo, forças do bloqueio, resistentes às mudanças, passadistas, “bota-baixistas” e maldicentes…enfim, adjectivos com que  mimoseam todos os que não dizem amém e não comungam com a superior visão do menino de ouro; Somos de facto uns ingratos e não merecemos tamanho estadista!!!!.

Anexo

Público, 11 de Junho de 2010

De forma recorrente, levamos com a estória dos rácio alunos/professor para desacreditar ou mostrar como menos razoáveis certas ideias e/ou pretensões dos docentes.

O que eu gostava de saber é se estes adorados rácios são construídos ou desconstruídos de uma forma esclarecedora e rigorosa.

Eu explico: o rácio (uma média com um nome giro) é feito dividindo o número de alunos matriculados pelo número de professores dos quadros e contratados.

O que não sabemos quando lemos os resultados e os comparamos internacionalemente:

  • Quantos desses professores estão efectivamente a dar aulas e quantos estão a desempenhar outras funções nas escolas que em outras paragens são desempenhadas por outros técncios? Há dados comparativos sobre isso? Também de forma recorrente questiono se há estatísticas para isso. Mas vozes de asno curioso não chegam aos prados celestiais das estatísticas educativas nacionais.
  • Quantos desses professores estão efectivamente nas escolas e quantos estão requisitados em serviços centrais ou regionais do ME? Há dados comparativos sobre o aparelho burocrático dos ministérios da Educação nos diversos países? Será que o rácio seria o mesmo se fizessemos essa distinção?
  • Quantos desses professores estão ao serviço do ME, dando aulas ou não, e quantos estão destacados, requisitados ou em comissão de serviço em outros organismos do Estado, nomeadamente em outros ministérios e nas autarquias?

Estão o ME, a OCDE ou a comunicação social em condições de afirmar que os rácios apresentados – e sabemos como as nossas estatísticas são sempre recolhidas e tratadas com imenso rigor, em especial pelo ME que é quem fornece os dados para todos estes estudos – correspondem a professores efectivamente a leccionar ou se apenas correspondem a efectivos dos quadros do ME, estejam eles a leccionar, em gabinetes do ME ou das DRE ou a trabalhar em autarquias nas mais diversas funções?

Porque se é para encontrar rácios engraçados eu posso sempre agarrar numa turma PCA de 6º ano com 8 alunos a que lecciono duas disciplinas e dizer que, com um Conselho de Turma de 8 professores, o rácio é de um aluno por professor.

O que até é verdade, de acordo com uma forma manipuladora de analisar as coisas. Por acaso o nível de sucesso desta turma deve ser de 87,5% (é capaz de haver apenas uma retenção). Não sei se é bom ou mau para o secretário Trocado da Mata e para os senhores do Bloco Central que acham que esta não é uma questão central. O que sei é que não gosto de debater isto com quem não percebe do assunto e, por acaso, os deputados que fazem declarações sobre esta matéria (incluindo docentes que devem fazer parte do rácio, mesmo estando no Parlamento) raramente percebem e conseguem ir além da declaração ideológica ou instrumental.

Tentar debater qualquer assunto sério sobre Educação com quem de Educação pouco percebe, teoricamente ou na prática, é um exercício inútil e uma tarefa destinada ao fracasso.

Por isso, discutir de forma informada e fundamentada a redução do número de alunos por turma com o secretário de Estado Trocado da Mata é tempo perdido.

Hoje no Público as opiniões são praticamente unânimes em torno desta questão.

O Ministério até pode discordar, alegando (erradamente, como alguns opinadores superficiais…) que a medida implicaria importantes gastos acrescidos. Mas colocar Trocado da Mata a debitar números como médias e rácios a este respeito é querer discutir pedagogia com base na análise do número e computadores por sala e aluno.

Vamos lá aclarar as coisas, declarando desde já que sou um dos subscritores da petição em causa por convicção e não por conveniência: o que se pretende é eliminar as turmas com um número excessivo de alunos, permitindo a esses grupos trabalharem melhor.

O que se pretende é baixar o plafond máximo de alunos por turma, sendo que por turma se entende turmas regulares. Só lateralmente isto se relaciona com rácios, médias nacionais, turmas PCA ou CEF.

O que se deseja é melhorar o trabalho com aqueles alunos que têm sido esquecidos nos últimos anos: os alunos regulares (não uso a palavra normais por imensas razões…) bons ou muito bons, que pretendem trabalhar e nem sempre dispõem das melhores condições.

Porque tudo tem sido direccionado para resolver os problemas dos alunos que faltam, não estudam ou – mais justificadamente – têm problemas de apre ndizagem e necessidades educativas especiais. Esses sim têm sido objecto de imensas medidas, incluindo passar do 8º ano para o 10º, dizem que excepcionalmente. Claro que as turmas PCA e CEF têm menos de 10 alunos, mesmo menos de 15, e por vezes apresentam níveis de sucesso abaixo da média. Mas isso acontece porque, na origem, essas turmas são constituídas por alunos com um historial de insucesso.

O normal será que estas turmas, mesmo que com 10 alunos, tenham um insucesso acima da média. Em circunstâncias normais, esses alunos, integrados em outras turmas, não transitariam todos ou quase todos. 50% de sucesso numa turma de PCA é um enorme sucesso. Vir comparar a média conseguida por estas turmas com as médias das turmas maiores mas regulares é ou desonesto, ou demagógico ou sinal de profunda ignorância.

Portanto, vamos ser sérios: comparar o insucesso das turmas PCA ou CEF com menos de 15 alunos com os resultados das turmas com 25 alunos mas que que foram limpas desses alunos é uma falácia enorme.

É intelectualmente desonesto.

Nenhum especialista pode dizer que os estudos provam seja o que for nessa base.

O que se pretende é algo diferente: é que as turmas regulares disponham de melhores condições de trabalho para elevar os seus resultados. Para melhorar o desempenho médio dessas turmas que será quase sempre melhor com  22 alunos do que com 28.

Se houvesse algo a comparar seria grupos-turma com um perfil similar de (in)sucesso e comparar os resultados de turmas com 28 alunos com as de 22 alunos.

Isso sim, permitiria estudar a sério a questão.

O ME não tem interesse nisso.

Agora comparar resultados de turmas pequenas por serem constituídas por alunos que antes estavam em risco educacional com as das turmas maiores de onde esses alunos foram retirados é pura desonestidade intelectual.

Ou ignorância.

É o mesmo que retirar de uma fruteira com 35 frutos – atenção que é um mera comparação, não me soltem já um danieloliveira politicamente correcto a chamar-me racista social – 10 maçãs em risco de se estragarem por diversas razões, conseguir que mais de metade delas não se estraguem e depois dizerem que esse resultado é pior do que o conseguido com os 25 frutos saudáveis, porque afinal só se estragaram 3.

Discutir nesta base, como faz o ME por via do secretário Trocado da Mata, é …

(c) Antero Valério

Paris, 2003 (reedição, original de 1983)

Socratismo: assessores que fizeram perguntas ao patrão sem se assumirem, e o deputado que confirmou em privado que a ordem de travar a transmissão partiu do assessor do PM

Ainda se lembram do que escrevi então?

Estudo revela: vuvuzelas podem provocar gripe

O problema pode não estar apenas no barulho. As vuvuzelas, principal imagem de marca do Mundial sul-africano, podem causar gripes e constipações, de acordo com um estudo levado a cabo por uma médica inglesa, Dr. Ruth McNerney.

McNerney juntou oito pessoas saudáveis que sopraram em vuvuzelas. No final foi possível perceber que, após o instrumento ser tocado, ficam no ar pequenas gotículas aerossóis, capazes de transportar o vírus da gripe. As partículas ficam no ar por, aproximadamente, quatro horas podendo infectar quem se encontre nas redondezas.

«Há muito ar a entrar e sair pelas vuvuzelas. Isso pode provocar constipações e gripes. Por motivos éticos, não foi possível testar pessoas doentes ainda. Seria preciso uma autorização especial e uma sala segura. Mas é evidente que o potencial da vuvuzela para propagar doenças existe», afirmou Ruth McNerney.

Entretantou, num estudo diferente, levado a cabo pelos professores James Hall e Dirk Koekemoer, da Universidade de Pretoria, ficou provado o perigo para os ouvidos que as vuvuzelas acarretam. Os dois responsáveis aconselham os adeptos a levarem protecções para os ouvidos para os estádios, para se precaverem de futuros problemas.

Duvido que as vuvuzelas provoquem gripe, propagar sim – como diz o texto.  Título NO.

Mas, é claro, isso não interessa nada aos governos, venham mas é os impostos da venda (e da compra) desse dispositivo distraidor de massas.