Sexta-feira, 11 de Junho, 2010


The Black Keys, Tighten Up

E o vídeo original também merece… pelas crianças…

Grilos mais pequenos acasalam com o dobro de fêmeas

Sessenta e quatro câmaras de vídeo acompanharam centenas de grilos numa extensão de 2.500 metros quadrados no norte de Espanha, cada um com uma etiqueta de identificação presa nas costas. Os cientistas observaram assim, com uma intensidade sem precedentes, o comportamento dos insectos num habitat natural.

Estudar insectos na natureza é difícil porque eles são pequenos, de movimentos rápidos e inclinados a voar. Neste estudo, os cientistas registaram mais de 250 mil horas de vídeo, acompanhando duas gerações de grilos que não voam, noite e dia, ao longo de dois anos. Também usaram amostras de ADN para rastrear os números de descendentes.

Incrivelmente, descobriram que machos menores e subservientes acasalam com o dobro de fêmeas do que os machos maiores e dominantes.

 

[cool]

Gri-gri-gri-gri-passa-me aí o remédio da asma-gri-gri-…

Isto hoje está bonito…
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Paulo,
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Os dias continuam conturbados pelos lados de Sintra. Ontem, dia dia 9 de Junho, passados quatro meses após o suicídio do colega Luís, o Sr. Director Regional presidiu a uma reunião do Conselho Pedagógico, que se realizou, a seu pedido, em simultâneo com o Conselho Geral e a Direcção. O objectivo era apresentar as recomendações do inquiridor, após conclusão do inquérito. Depois de ter referido que não havia matéria para procedimentos disciplinares, apesar de Portugal inteiro saber que não foi cumprida a lei, conforme documentos que vieram a público, solicitados à própria IGE, no âmbito de um processo inspectivo, realizado ainda durante os tempos conturbados que o Luís viveu naquela escola, o Sr. Director Regional comprovou que o inquérito terminou, conforme começara – nada a apontar à magnífica direcção. Rapidamente os ânimos aqueceram e aquela assembleia transformou-se, num Auto de Fé, presidido pelo responsável máximo da DRELVT: havia que apurar os responsáveis pela difamação da escola nos órgãos de comunicação social e nos blogues, nomeadamente no Umbigo. Foi referido, inclusivamente pela directora, que o seu autor, mesmo que vendesse os seus potentes computadores, não teria dinheiro para pagar o que lhe iria ser exigido.
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A presidente do dito Conselho referiu que muito havia a fazer nos concursos de professores, nomeadamente uma triagem dos professores, para verificar os que tinham problemas psicológicos, para que não contactassem com os alunos. É evidente que neste âmbito estavam os loucos e os que denunciavam as situações que deveriam ficar escondidas, os malditos, os que difamam a escola, os que não deixam trabalhar, as “ervas daninhas”, que teriam que ser imediatamente banidas daquele local…
Os pais fizeram coro, reforçaram e disseram que se o Dr. Daniel Sampaio fizesse exames àqueles professores, logo concluiria que eles teriam que ser afastados do contacto com os alunos.
O Presidente da Junta disse de sua justiça: na sua instituição nada daquilo acontecia porque ele aniquilara, expulsara os que lhe tinham feito frente!
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Era isso que teria que acontecer ali. O Sr, Director Regional disse que competia à directora abrir processos disciplinares aos professores que continuassem a dizer coisas que não deviam, de outro modo teria que recorrer “à bomba atómica”.
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È evidente que foram citados nomes de professores, de dois, mas que no total não iriam além dos dedos de uma mão. Se se tiver em conta que o Agrupamento tem cerca de cento e cinquenta professores, aqueles outros devem ser de uma grande eficiência, pois conseguiram aquilo que Sócrates pretendeu mas não conseguiu – dominar a comunicação social! Mais, são eles que não deixam os outros trabalhar!
Pergunto: o que andamos a ensinar aos nossos alunos nas aulas de Formação Cívica, de HGP… Eles sabem que no 25 de Abril acabou a censura, a perseguição pela PIDE, a liberdade de expressão tornou-se realidade… Mas será mesmo assim? Então os professores não podem ter os mesmos direitos dos outros cidadãos!
Hoje dizia-me um jornalista: ” já não percebo nada disto, há professores que podem falar, podem identificar-se, outros só falam sob anonimato por causa dos processos disciplinares”. Pedi-lhes para averiguar porque fazer jornalismo é ir à origem das coisas, conhecer as fontes, questionar os direitos e liberdades dos cidadãos.
Pela minha parte reconheço que já não sei nada. Só sei que a IGE reconhece que a lei não foi cumprida nas diferentes situações que averiguou, mas que apenas emitiu recomendações. No caso concreto do Luís, não o poderia ter feito, tratava-se de um inquérito e neste caso só poderia haver arquivamento ou procedimento disciplinar.
Quem viola afinal a lei?
Fiquemos à espera da fogueira porque o Auto de Fé já ocorreu e não tarda que os criminosos tenham que ser queimados.
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Paulo, fica ao seu critério publicar ou não este post. Foi um dos visados e será certamente alvo de muita perseguição. Eles prometeram.
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Mas não se esqueça do que o ano passado aqui foi publicado porque quem prometeu transformar aquela escola “na Casa Pia do Concelho de Sintra” está no poder e já começou: proibiu um professor de entrar na escola, que durante quinze dias foi ameaçado com uma arma num curso CEF. A explicação foi a protecção ao professor. Só que a acusação foi de assédio. Aqui não é preciso procurar saber quem divulgou para a imprensa, a escola em peso sabe do que se está a passar e quem está a escrever este texto estava no encontro do Bloco, enquanto tudo estava a decorrer na escola: a protecção ao professor através da sua expulsão.
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Explique-me como faz para denunciar as situações que diariamente escurecem as nossas escolas, sem ter ainda sido alvo de processo disciplinar, falando abertamente dos problemas…

[ Nota minha: sinceramente, não sei… acho que me limito a demonstrar que o que me move é a transparência, mais nada… mas a sorte um dia acaba. Aliás, ao nível das ameaças já tenho a minha conta… de diferentes quadrantes…]
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Só queria acrescentar mais uma coisa – o Conselho de Escola não reuniu quando o Luís se suicidou e a irmã lhe dirigiu uma carta para reflexão do que estava a acontecer. Não é preciso reunir porque todos confiam nos dotes superiores da directora para dirigir o agrupamento. A nossa democracia é muito especial…
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Uma professora na clandestinidade

Recebi esta denúncia/testemunho há vários dias. Tenho hesitado muito em publicá-la por um pormenor oposto ao habitual: em vez de ter poucos elementos a fundamentar o que é dito, apresenta imensos elementos, apontando situações, datas, nomes, cargos, enfim…

Para além disso, a proximidade da escola em causa e o facto de lá conhecer várias pessoas tem-me deixado muito hesitante, mesmo se há quem confirme boa parte do que adiante aparecerá escrito.

No final do meu dilema, acabou por prevalecer o princípio da coerência e transparência. Afinal, se fosse sobre uma escola distante, eu acabaria por divulgar o documento, logo… aqui fica: tempestadedeserto,

Adenda: Algumas pessoas têm-me avisado para a questão do documento ter nas suas propriedades o nome da potencial autoria. Errado. O documento foi criado por mim, a partir de um mail, só que no perfil de utilizadora da dona deste portátil que, por mero acaso, é homónima de uma professora da escola em causa. Por alguma eventual confusão, as minhas desculpas. Já corigi esse detalhe.

… em como as actas vão aparecer agora?

Professores: Avaliação conta para concurso

Os tribunais administrativos e fiscais de Beja e de Lisboa deram esta sexta-feira razão ao Ministério da Educação (ME) no litígio que o opunha à Fenprof, permitindo que a avaliação de desempenho conte para o concurso de professores contratados, anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.

Isto da digitalização tem muito que ver com os timings e tal…

Quanto à substância da coisa, em seu tempo, já há uns bons meses, eu tinha-me tentado informar sobre como se poderia avançar por este caminho e foi-me dito que, só depois das colocações, provando-se o prejuízo individual de alguém devido à aplicação das regras de modo indevido, é que os TAF poderão pronunciar-se a sério sobre o problema…

Desculpem não ter aderido aos foguetórios precoces… Não foi por desejar a vitória do ME, foi apenas porque não gosto de engalanar quando sei que a festa não vai acabar bem…

Se sei que o jogo vai ser perdido quase com toda a certeza e que nada posso fazer contra isso, não adianta ficar muito feliz porque ao intervalo…

Num post mais para baixo, o MAT questionava-me por eu criticar a qualidade – ou a falta dela em algumas situações – das estatísticas que o ME costuma oferecer para consumo mediático e/ou para servir de base a estudos comparativos.

Criticava-me pelo facto de eu talvez argumentar com base em argumentos de proximidade, do que me rodeia, e não ser sensível à qualidade, rigor e critério apertado dos estudos da OCDE e dos dados usados.

Ora bem, eu contesto isto de duas formas:

  • Antes de mais, se fosse por proximidade, até podia dar razão à OCDE pois tenho três turmas reduzidas por serem PCA às quais lecciono duas disciplinas em média, mais Estudo Acompanhado numa delas. Todas as turmas estão abaixo dos 15 alunos. Portanto, eu até distorço as médias para baixo.

Mas…

  • Há outra forma de contestar que é demonstrando com base em estatísticas – ou falta delas – as deficiências da nossa recolha opu tratamento dos dados.

Vejamos o caso da publicação Key Data on Education in Europe.

Não é difícil encontrar por lá os tais rácios que se fazem com dois dados quantitativos e uma conta de dividir.

O problema é encontrar outras informações relevantes para a qualidade (e mesmo quantidade) da nossa Educação.

Exemplifiquemos:

  • Dados sobre alunos do 4º ano em escolas com acesso a bibliotecas? Não sabemos!

  • Dados sobre problemas disciplinares e absentismo nas escolas? Não sabemos!

  • Dados sobre o tamanho das turmas do 4º ano? Não sabemos!!!???

Se eu acho que estes dados não existem? Não, não acho. Acho que eles existem. Acho é que, sei lá, ou não são tratados, ou são tratados de forma menos não sei quê ou dão um bocado de mau jeito… sei lá…

Mas sabemos a parte dos rácios. Essa sabemos sempre.

È só fazer uma conta de dividir que até fica bem para o ME e parece mal para os profes que são bués.

Pathways to Success – How knowledge and skills at age 15 shape future lives in Canada

After completing compulsory education, are today’s youth equipped to participate fully in society? In 2000, Canada explored this question and launched the Youth in Transition Survey (YITS), a follow-up to the OECD Programme for International Student Assessment (PISA). YITS is a longitudinal study that tracks 30 000 Canadian students who took part in the PISA 2000 assessment and, with interviews every two years, follows their progress from secondary school into higher education and the labour market.

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