Sexta-feira, 4 de Junho, 2010


Elvis Costello, Deep Dark Truthfull Mirror

Boa tarde Paulo.

Desculpe estar a incomodar, mas sobre a realização dos exames por alunos do 8º ano há algo que as pessoas se estão a esquecer.

As aulas do 8º ano terminam dia 18 de Junho (sexta-feira). Segundo o GAVE os alunos fazem os exames de LP e Matematica na segunda chamada, que se realiza a 23 de Junho (4ª feira) para LP e a 25 para Matemática.

Ora , entre 18 de Junho, sexta-feira, e 23 de Junho, quarta-feira, há que fazer reuniões de conselho de turma, há que chamar encarregados de educação para darem o parecer sobre avaliações extraordinárias, há que realizar Conselho Pedagógico para decidir sobre as avaliações extraordinárias, há que afixar as pautas, os alunos têm que se inscrever para os exames e para finalizar, de acordo com a legislação, as pautas de chamada para os exames têm que sair 48 horas antes da realização dos mesmos. Se alguém me explicar como é que tudo isto se faz eu fico esclarecido.

Atentamente,

A. A.

É um menino saudável, com 3,100 kg, olhos castanhos e já traz dois diplomas: um do 12º ano que pode usar desde os 17 anos  (16 se tiver 50% de assiduidade em metade dos anos da escolaridade obrigatória) e um de mestre bolonhês para usar desde os 22, mas que pode usar logo desde os 20 se fizer uma prova especial composta por duas partes, a primeira e a segunda para ordenar.

Imagem colhida aqui.

Recebi por mail de manhãzinha. Pedi autorização para publicar, o que ainda não recebi mas, dada a singularidade da situação, irei transcrever o testemunho em causa, eliminando todas as referências que permitam identificar a escola em causa.

Vamos ao que interessa: no final do ano lectivo anterior veiculou-se através da net que em ***** (concelho de um distrito acima do Mondego) havia duas escolas que se pautavam por práticas estranhas: uma na questão dos requisitos para a avaliação de professores dentro da escola e a outra no processo de eleição do Director.
Pois, esta semana, fiquei a saber que a estranheza continua, regista-se uma evolução na continuidade!
Numa daquelas escolas, na secundária, o director criou a figura de “professor adjunto”! PIOR: levou esta ideia a Pedagógico e foi aceite!!!
Tanto quanto pude apurar, esta figura é alguém que acompanha um professor para a sua aula para o “ajudar a tomar conta”, sem que ele peça essa ajuda e sem que tenha oportunidade de a rejeitar!!
É, portanto, uma imposição do Director e do Conselho Pedagógico que, a meio do 3º período, inventou que alguns professores passavam a ter alguém na sua sala enquanto dão aula. Critério puramente arbitrário, apenas secundado nos resultados escolares e em generalidades expressas nas actas dos conselhos de turma sobre comportamento dos alunos.

Esta figura não é um par pedagógico, porque os dois professores não preparam qualquer aula em conjunto. Ao designado professor-adjunto foi entregue, durante o 3º período, por uma funcionária, um novo horário e passou assim a integrar a aula do colega, sem poder rejeitar sob pena de incumprimento de serviço. Neste momento, há colegas a assistir a aulas de outros, a intervir na sua aula quando entendem e se entendem…
Pergunto:  a seguir o que vão fazer? Um relatório sobre o que viram?? Em que moldes? Com que legitimidade? Dada por quem??

Além disso, dizem-me os professores da escola que: neste momento se estão a criar cerca de 20 Regimentos, entre outros, o do tal “professor-adjunto”!!
Será isto aceitável??!!

Estamos agora sujeitos a loucos que inventam de noite e aplicam medidas de dia sem critério?? Foi para isto que se implementou um novo modelo de gestão: para loucos inventarem, imporem e darem ordens avulso???!!! Será que isto pega de estaca e qualquer dia as escolas viram pequenas PIDES com bufos??!!! Foi para isto que se deu o 25 de Abril? Foi para isto que mais de 100 mil professores foram para a rua o ano passado?? Para agora estarem a ser trucidados na própria casa pelos aprendizes de directores eleitos por agentes fora da escola e por colegas cuja legitimidade para actuar em sala de aula alheia é-lhe atribuída repentinamente???!!!

Então lutámos para acabar com a divisão da carreira e agora criamos dentro da escola categorias de professores??? Que gente é esta!!???
Não o vou maçar mais, mas não podia deixar de divulgar isto. Obviamente que ninguém me incumbiu de o fazer e não quero criar mal estar entre os professores daquela escola, mas não podia deixar de o fazer.

Pingue (documento com origem oficial com circulação ainda restrita):

Este processo de reorganização da rede escolar é feito em estreita articulação com os municípios envolvidos, parceiros essenciais não apenas na identificação das escolas cujo encerramento apresenta vantagens significativas para os alunos envolvidos, mas também na garantia de que são asseguradas as melhores alternativas e de que é montada uma rede de transporte escolar adequada.

Pongue (declarações de José Ganhão, vice-presidente da ANMP, no Sol de hoje):

Tivemos há um mês uma reunião com o Governo e estávamos a definir os critérios de encerramento das escolas. (…) Foi uma decisão unilateral, à revelia da negociação e que mostra má-fé.
(…)
É preciso que o Governo pague os transportes, garanta boas acessibilidades e aumentos os apoios da Acção Social escolar para fazer face às despesas das refeições que as crianças deixarão de poder fazer em casa.

… que tem uma Ordem de Trabalhos tão rica e flexível?

Fazer um exame para passar directamente ao 10º escalão?

Até podem ser 3 ou 4.

Até pode ser em regime transitório.

A bem da igualdade de oportunidades…

… e pouco depois mostrou-se adepta do criacionismo. São questões de Fé, não devemos interferir.

Ministra nega facilitismo na possibilidade de passar do oitavo para o 10º ano

A ministra da Educação, Isabel Alçada, negou hoje que a possibilidade de os alunos, com mais de 15 anos, auto-proporem-se a exame do 9º ano e passarem para o 10º ano seja facilitismo. A medida, criada em Fevereiro, dá uma nova oportunidade de avaliação para os alunos com mais de 15 anos e que ficariam este ano retidos no 8º ano.

Será que era a estudos como este que se referia a ministra da Educação? O artigo é de 2010 e refere-se ao encerramento de grandes escolas, substituídas por outras mais pequenas, quese mostram mais eficientes.

Are Small Schools More Effective Than Large Schools?

Dozens of large, low-performing schools are being closed in New York City. In many cases, they are being shut down and replaced with several smaller schools. How large is your school, and does its size seem to be related to how effective it is at educating students?

“School turnarounds” in New York City and around the country mean that many struggling schools are being replaced by smaller ones. Closing schools is a source of controversy, but officials say that there is good reason to take such drastic measures:

The city’s Education Department says that on the whole, the closings have been a success. The small high schools created in the shells of old large high schools have average graduation rates of 75 percent, 15 percent higher than in the city as a whole and far greater than those of the schools they replaced.

are small schools better?

Recent school shootings have intensified concerns that many students get lost in large, impersonal schools and some become tragically alienated. At the same time, the push for higher achievement and the quest to narrow the achievement gap between poor students — who are often African American and Latino — and those from middle- and upper-income families have led to questions about the role school size plays in student learning.

Small Schools vs. Big Schools

One of the most effective ways to improve student achievement and curb school violence is to reduce the size of the nation’s schools. Hundreds of studies have found that students who attend small schools outperform those in large schools on every academic measure from grades to test scores. They are less likely to dropout and more likely to attend college.

Small schools also build strong communities. Parents and neighbors are more likely to be actively involved in the school. The students benefit from community support and the school in turn fosters connections among neighbors and encourages civic participation.

(For more information on the benefits of small schools, see Stacy Mitchell’s article “Jack and the Giant School” in the Summer 2000 issue of the New Rules Journal.)

Although the empirical research in support of smaller schools is extensive, the trend toward ever larger schools continues. Over the last decade, the number of high schools with more than 1,500 students doubled. Two-fifths of the nation’s secondary schools now enroll more than 1,000 students. This trend has largely been driven by public policy.

Projecto Megahino
O presente projecto visa a execução vocal, pelo maior número de executantes possível, da versão oficial do Hino Nacional “A Portuguesa”, inserido nas Comemorações do Centenário da República, a realizar na Escola EB23 D.Paio Peres Correia.
Todas as escolas do Agrupamento, seus respectivos alunos, professores, funcionários e encarregados de educação/pais, estarão envolvidas neste projecto.
O evento será noticiado nos meios de comunicação social regionais e/ou nacionais (jornais, rádio, tv, internet, …).
Será solicitado apoio a várias entidades para a promoção e apoio ao projecto (Junta de Freguesia, CMTavira, DREAlg, associações diversas, …).
A assistência e a segurança estarão a cargo da Cruz Vermelha e da PSP, respectivamente.
A concretização/apresentação final do projecto terá lugar no 3º período, no dia 8 de Junho (3ª feira), pelas 10 horas, na Praça da República (frente à Câmara Municipal).
Esta execução conjunta será gravada, em formato áudio/vídeo, para futura exibição, no dia de comemoração do referido centenário.

Sócrates contradiz MNE

O primeiro-ministro respondia a uma pergunta de Paulo Portas, líder do CDS-PP, durante o debate quinzenal que está a decorrer na Assembleia da República, desde as 10 horas.

Como sublinhou o deputado democrata-cristão, José Sócrates “desautorizou o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, que, por sinal, não está presente no debate de hoje”.

José Sócrates acabou de dizer, no Parlamento, não ser favorável à introdução na Constituição de limites ao défice e ao endividamento do país, o que contradiz o que já tinha sido defendido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.

Mudança de farmácias deixa populações sem remédios

Mais de 130 estabelecimentos foram para zonas com mais habitantes. Ministério diz que está a estudar alteração legislativa para corrigir problema que afecta todos os municípios.

Já antes se aprovou que os alunos chumbados no 9º ano se poderiam propor a exames para passarem. No Secundário, em nome da permeabilidade, os alunos podem experimentar disciplinas antes de decidirem as que são mais acessíveis para fazerem.

Este é apenas mais um passo para simplificar o chato processo de fazer uma demagógica escolaridade obrigatória de 12 anos aprovada em final de mandato que, em muitos casos, nem aos 30 anos estaria completa.

A mensagem é a de facilitar, facilitar, facilitar.

Mesmo se é uma enorme mistificação e, depois, é mais do que óbvio que praticamente nenhum aluno está em condições de conseguir o prometido, apenas servindo para dezenas de professores fazerem uma bateria de exames para deitar fora.

Aliás, eu acharia mais correcto que o acesso directo do 7º ao 10º ano (não vamos agora estar com pruiridos e eliminemos a passagem pelo 3º CEB) deveria ser feita através da apresentação de um porta-folhas, sem necessidade de autoria verificada, baseado naquilo que cada um acha merecr, incluindo a nota final.

Acho que seria mais coerente com os princípios do direito ao sucesso, menos problemático, satisfaria as metas de certificação e qualificação e, ignmorância por ignorância, daria menos trabalho e sairia muito mais barato.

Polémica. Alunos com 15 anos vão poder saltar do 8.º para o 10.º ano

… saltando e rindo…

Para que se andaram a fazer Projectos Educativos de Agrupamento se os ditos cujos são para mandar para as cucuias com os mega-agrupamentos?

Lisboa, 1991