Passados mais de seis meses de mandato é visível que a actual equipa da 5 de Outubro está perdida sem combate, instrumentalizada que foi e é conforme as conveniências pelos homens de fato cinzento do Teixeira dos Santos (e quem diz homens, também diz senhoras, é claro).

Se tomarmos uma desatenta atenção às últimas desaparições o que constatamos:

  • A ministra continua a sorrir mas quando precisa de fazer uma declaração mais complexa parece que está a ler um teleponto que de vez em quando encrava. Não estou a ser mauzinho, apenas constato factos. Ontem ou anteontem (também eu já tive melhor memória…) observava-a a fazer uma declaração oficial, a perder o fio à meada, a pausar um pouco e a rearrancar com aquele tom, sincopado de quem está a ler ou a quem estão a chegar ao pensamento as frases antes lidas.
  • O secretário que se sentia bem aventurado desapareceu por completo, na escorregadia colina do lado de cá do acordo. Cumprida a missão atribuída de estabelecer a relação preferencial, ou se sentiu granadeirado pelo primeiro ou pelos teixeiras então anda a fazer estudos aprofundados sobre a realidade educativa nacional e não tem tempo para se fazer notar.
  • O secretário Trocado, na ausência do anterior, passou a aparecer mas antes não porque mesmo quando o que diz está certo, fica na dúvida, volta atrás, manda corrigir para depois concluir que afinal até lhe tinham dado os números certos, ele é que nem confiava nisso, pois é matéria que notoriamente escapa aos seus conhecimentos.

E assim (não) estamos a ser governados em matéria de Educação, enquanto pelas DRE se vive sem rei nem roque (a expressão ouvi-a onte a Álvaro Amaro, presidente da câmara de Gouveia acerca das propostas de encerramento de escolas no seu concelho), aplicando de forma discricionária e feudal aquoilo que entendem ser aplicável.

Se o outro mandato foi para esquecer, deste ninguém se vai querer lembrar porque a governança foi entregue a quem tem da coisa educativa uma noção de regra e esquadro semelhante a quem traçou as fronteiras africanas na Conferência de Berlim.