Terça-feira, 1 de Junho, 2010


Del Amitri, Nothing Ever Happens

Tudo aquilo que me apetece escrever entra directamente para categorias demasiado… quer sobre o assunto, quer sobre o amadorismo de um secretário de Estado que consegue o impensável – fazer-nos pensar que Valter Lemos não era o fundo do poço.

Governo vai fechar meio milhar de escolas até final do ano lectivo

O Governo prepara-se para fechar cerca de 500 escolas do 1.º ciclo com menos de 20 alunos. No próximo ano lectivo cerca de dez mil alunos desses estabelecimentos de ensino começarão as aulas em centros escolares com melhores condições de ensino e aprendizagem, declara o secretário de Estado da Educação João Trocado da Mata.

(…)

Durante o encontro com os jornalistas enquanto decorria a reunião do Governo, o secretário de Estado João Trocado da Mata indicou que actualmente existem 3200 escolas do 1.º ciclo. Durante a tarde, o Ministério da Educação questionado pelo PÚBLICO rectificou esta informação – existem 5250 escolas do 1.º ciclo.

Para divulgar alguns materiais que foram chegando ao longo dos dias e exigem alguma atenção. Casos particulares de atropelos pelos direitos individuais dos docentes, com decisões absolutamente abstrusas com o beneplácito das DRE, a norte e a sul. Mas hoje é dia de acabar as grelhinhas de classificação das provas de aferição e não há tempo. Fica para amanhã. Espero.

Reconheço aqui muitos conhecidos. Não, não sou o príncipe.

É uma medida fundamentalmente economicista e acho estranho que aqueles que tanto se erguem contra os traumas, aos 9-10 anos, da transição do 1º para o 2º ciclo não se ergam de igual forma contra o desenraizamento de crianças de 6 anos, metidas em autocarros para longe do seu ambiente natural.

Governo quer fechar escolas com menos de 20 alunos

Escolas com menos de 20 alunos devem encerrar

Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses falou com a ministra da Educação

Autarcas defendem que escolas só devem ser fechadas com acordo dos municípios

Fernando Ruas exige medidas para minimizar impacto do encerramento de escolas com menos de 20 alunos

“Primeiro as minas, depois a emigração e agora a escola”

Governo vai encerrar 900 escolas

Tutela quer fechar 900 escolas e transferir 15 mil alunos

Ontem houve nova sessão para aferição dos critérios de classificação das provas de aferição de LP (6º ano). Em conversa com colegas de outras escolas muita coisa se vai sabendo sobre as boas práticas das boas lideranças. Desde logo a forma como ignoram e cilindram o despacho que dispensa os professores classificadores de cumprirem a componente não lectiva na escola.

Assim como se vão descobrindo as 1001 artimanhas que presidem à elaboração dos horários nessa matéria, mesmo após visitas da inspecção. E é isso que sempre me espanta: a conjugação entre a cegueira institucional e o medo individual perante os atropelos que, de forma constante, certos senhores feudais continuam a praticar nas suas coutadas particulares.

Confesso que tenho cumprido parte da minha componente não lectiva (em especial no caso das tutorias e comparência a reuniões), mas porque decidi fazê-lo. Nunca por me retirarem um direito claramente estabelecido.

Cá todos assobiam para o lado por muito mais do que opiniões sinceras…

Köhler resignation blow to Merkel coalition

German president Horst Köhler added to the pressure on chancellor Angela Merkel on Monday when he resigned over his contentious remarks that the country’s military effort in Afghanistan protected German commercial interests.

The president’s resignation – the first of its kind in modern Germany – came after his comments drew widespread criticism in a largely pacifist country wary of the return of martial traits that inform its bloody past.

German President Horst Köhler Resigns

German President Horst Köhler, under fire for controversial comments he made about Germany’s mission in Afghanistan, resigned with immediate effect on Monday in a shock announcement that comes as the latest in a series of blows to Chancellor Angela Merkel.

German President Horst Köhler announced his resignation on Monday in response to fierce criticism of comments he made about Germany’s military mission in Afghanistan.

“I declare my resignation from the office of president — with immediate effect,” Köhler, with tears in his eyes and speaking in a faltering voice, said in a statement, flanked by his wife Eva-Luise.

The president is the head of state and his duties are largely ceremonial. But the resignation is the latest in a string of setbacks for Chancellor Angela Merkel since her re-election last September. The German federal assembly — made up of parliamentary MPs and delegates appointed by the country’s 16 federal states — will have to vote for a successor to Köhler within 30 days, according to the federal constitution.

The president had become the target of intense criticism following remarks he made during a surprise visit to soldiers of the Bundeswehr German army in Afghanistan on May 22. In an interview with a German radio reporter who accompanied him on the trip, he seemed to justify his country’s military missions abroad with the need to protect economic interests.

“A country of our size, with its focus on exports and thus reliance on foreign trade, must be aware that … military deployments are necessary in an emergency to protect our interests — for example when it comes to trade routes, for example when it comes to preventing regional instabilities that could negatively influence our trade, jobs and incomes,” Köhler said.

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