Sábado, 22 de Maio, 2010


The Go! Team, Huddle Formation

Sendo que a primeira é a do CVC que me mandou um mail a pedir uma mini-sondagem. Em seguida destaco as do Francisco Santos e do Miguel Pinto, dois colegas e activistas que parecem incomodados com o facto de eu não ter dito nada sobre o assunto, sendo que tenho muito tempo para o fazer, incluindo um frente-a-frente público na noite de 28 com quem quiser aparecer.

Gabilondo cree que la educación puede ser la “fuerza de cambio, progreso y unidad” que necesita el país en este momento

Dice que el “desafío” actual es lograr la “excelencia”, pero con “equidad”.

Mateos propone al Gobierno pactar la FP, el fracaso escolar y los idiomas

El Foro Educativo de la Federación de Enseñanza de CC.OO. aborda desde ayer el objetivo prioritario de la educación, en unas jornadas concurridas que acaban hoy

Educación estudia fórmulas para “incentivar” la estabilidad del profesorado en los centros andaluces

La incapacidad de los políticos para ponerse de acuerdo echa por tierra el pacto educativo

Deixo aqui a ligação porque tem uma intervenção com passagens indescritíveis do Francisco Santos (é pá! é chato seres tão invejoso, será que o culto do colectivo não te ensinou um pouquinho de humildade tu que estás sempre a causar os outros de protagonismo?), tem a interveçnão do Gundisalbus (pena aquela falha de acentuação no princípio que acredito ser gralha de distracção).

Realce para as diversas intervenções que sublinharam a situação problemática e sacrificada dos professores contratados, para quem o Francisco Santos não endereçou um pensamento. Nem o outro.

Porquê?

Eu nem era para ter levantado estas questões, em virtude de teres entrado em remanso blogosférico, mas como apareceste aí armado em agente provocador, seria bom que explicasses porque gastaste tanto paleio com fel e nenhum com solidariedade com os mais desfavorecidos.

Também andas armado em doutor do Secundário como o teu camarada de facção?

Ou seja, Inter x Bayern.

É já a seguir e vamos lá a ver se o ego do homem é mais forte que a disciplina germânica chefiada pelo rosado Louis. Continuo a dizer que aquele ano de aulas em Alhos Vedros (onde enrijei a pele 33 anos) o fez capaz de aguentar tudo.

Afinal o que custaria ter escrito no despacho inicial que o dito cujo produzia efeitos a partir de 1 de Junho?

Fosse em tempos de Santana e já não havia Governo. Mas agora o bicho-papão já tudo justifica.

Teixeira dos Santos clarifica que novas taxas entram em vigor “a partir de Junho”

O ministro das Finanças afirmou hoje que emitiu um despacho “clarificador” para que “não subsistam dúvidas” de que as novas taxas de IRS só entram em vigor “a partir de Junho e somente a partir de Junho”.

Eu acho que a partir de agora todos nós temos direito a emitir actos clarificadores sempre que façamos qualquer coisa mal feita, com a desculpa de que foi mal interpretada.

Tipo a carreira legislativa valteriana. Ou faltas (in)justificadas no Estatuto do Aluno.

Por exemplo: os meus alunos que disserem que vivemos em democracia desde 1926, ao verem a cruz vermelha (traumatizante, eu sei, mas a verde seria ostensivo exibicionismo sportinguista) nos seus testes, poderão sempre clarificar que o que eles queriam dizer era que vivemos em democracia desde 1974. Ou se eu assinalar que está errado dizer que o Salazar foi um grande promotor do desenvolvimento nacional, eles clarificarem que não era isso que queriam dizer, apenas se esqueceram de formular a negativa.

Ou clarificarem que não queriam dizer que o Afonso Henriques tinha sido o fundador da 2ª ou 3ª dinastia, mas sim da 1ª.

Aliás, eu acho que isto podia ser aplicado ao próprio país e que o Afonso Henriques é que deveria ser chamado a clarificar o que é que queria mesmo naquele dia de 1128 quando se foi pôr à espadeirada por terras do Pimenta Machado.

No fundo ele queria era a incorporação do Condado no reino de Leão, o problema é que foi mal entendido, pois assinou de cruz o pergaminho e nem leu o treslado.

Vai daí mandou a mãe para um convento e não para o Corte Inglês de Vigo como tinha sido acordado entre as partes às 3 da matina, mesmo antes de tomarem um copázio de hidromel e dançarem um corridinho.

Afinal, o diploma de monarca tinha sido obtido no centro das Novas Oportunidades de Portucale, após duas sessões de esgrima, uma prova prática de tiro ao javali com arco em madeira de carvalho e três juramentos em como iria embarretar o primo Afonso sempre que a real politik o exigisse..

Pudesse Afonso Henriques clarificar muita coisa e talvez percebessemos melhor que Portugal nasceu de um equívoco legislativo.

.. se esta regra fosse aplicada aos alunos, não tendo eu pejo em declarar desde já que a muitos dos meus alunos de evidente etnia africana (olha para mim a refugiar-me já na novilíngua…) não haveria euromilhões que valesse tantas as vezes que os ouço, em diversos contextos, tratar-se uns aos outros de tal forma.

Professor condenado a multa por chamar “preto” a aluno

(…)

Um professor de Música da escola básica Mem Ramires, em Santarém, foi ontem condenado a pagar uma multa de mil euros pela prática de um crime de injúrias. Em causa está o facto de o docente ter usado a expressão “entra lá, ó preto”, quando um aluno de 12 anos pediu autorização para entrar na sala de aula.

Não estou a defender este tipo de conduta pelo professor (será que se passaria o mesmo se tivesse chamado branquelas a alguém?), apenas a tentar perceber se foi mesmo um acto isolado (o que o Tribunal parece ter dado como provado) ou se resulta de um padrão de comportamento ou de uma atitude recorrente destinada a humilhar o visado.

Seja como for, os mil euros são capazes de fazer repensar algumas pessoas.

No meu caso, tenho em ex-aluno (caucasiano, claro) que, devido ao meu défice capilar, gosta de me perguntar se me esqueci do chapéu ou do boné.

É inteligente, não me chama assim careca logo de chofre.

Acho que vou processá-lo.

Ou não.

Até gosto dele.Podia chamar-me coisa pior, agora que já não é da minha direcção de turma. Incompetente, por exemplo. Ou injusto. Ou preconceituoso.

Mas não. Gosta apenas de ver a minha zona de aterragem para mini-helicópteros e destacar-me o facto em voz alta.

Um destes dias chamo-lhe branco para ver se ele se chateia e se sente humilhado.

Afinal as minhas turmas são maioritariamente multicoloridas e a discriminações e humilhações quando nascem…

As outras é que não há maneira…

Parlamento já tem actas das reuniões da Parque Escolar

Documentos foram enviados pelo Ministério da Educação, depois de vários partidos terem questionados os critérios de adjudicação das obras

Mas se vem com chancela da Católica talvez levem a sério:

“Laxismo na educação é entrave para a competitividade”

Fátima Barros, directora da FCEE-UCP, afirmou na Conferência “Portugal em Exame” que é preciso reter os melhores talentos no país, mas também importá-los.

Por laxismo acho que será incontroverso entender coisas como:

  • Fazer exames a um nível acessível para não estragar (já) a vida aos alunos (estraga-se depois no mercado de trabalho que os não aceita).
  • Pressionar (a nível central ou local) os professores para darem classificações de sucesso sem olhar exactamente ao desempenho dos alunos, só para se terem estatísticas bonitas de ver.
  • Criar regimes de assiduidade e de procedimentos disciplinares extremamente burocráticos e que responsabilizam mais as escolas e professores do que os alunos e famílias, por forma a mascarar casos de abandono escolar e de violência.
  • Distribuir das Novas Oportunidades do Ensino Básico e Secundário em troca de um portefólio e uns 3 meses de aulas para dar uma aparência de qualificação da mão-de-obra nacional.

Etc, etc, etc…

Olá Paulo Guinote!

(…)

Resolvi escrever-te porque a minha escola, a secundária dr. francisco fernandes lopes em Olhão, realizou o 1º Lip Dub de Portugal. O lip dub mais não é do que apresentar a escola num filme sem cortes, onde as pessoas vão fazendo playback.

Somos a 1ª escola a nível nacional a realizar um Lip Dub e apenas a 2ª instituição pública portuguesa a fazê-lo (apenas o ISCTE o havia feito). De realçar também que em apenas 6 dias no you tube o vídeo já alcançou mais de 7000 visualizações e é também um sucesso considerável no Facebook.

O Lip Dub conta com a presença de Domigos dos IRIS autor de um tema de grande sucesso nacional na década de 90, “Atira tó mar”. A escolha musical prendeu-se com o facto de esta música caracterizar a maneira de falar, as expressões e os dizeres dos olhanenses, acabando também por simbolizar a cultura regional de Olhão e do Algarve.

O nosso Lip Dub contou com a presença de mais de 270 alunos, professores, funcionários e encarregados de educação e foi feito com o intuito de apresentar a escola e também de deixar uma recordação da mesma, uma vez que a escola vai para obras e vai ser totalmente remodelada.

Num tempo em que a educação aparece sempre nas notícias pelos maus motivos, a minha escola fez o contrário, num tempo em que a violência, o bullying, o desânimo e o protesto imperam a sua vontade, a Secundária de Olhão mostrou aquilo que uma escola pode ser, aquilo que uma escola deve ser.

Pode ser consultado directamente no Youtube ou na página da escola.

Obrigado por tudo Guinote,

Atenciosamente
Bruno Gomes

Hélder Sousa, actual director do GAVE no Expresso de hoje, em entrevista a Isabel Leiria:

Exames não servem para estragar a vida aos alunos

Claro, claro. Os exames servem apenas para enfeitar a vida.

Enfim, eu percebo a ideia, mas não pode ser assim que as coisas endireitam. Em especial quando se admite de forma cândida que há aprendizagens básicas que os alunos não fazem, ano após ano, apesar da pressão para o sucesso e das estatísticas marteladas para a Europa ver.

Vou deixar aqui uma res0osta completa, para não dizerem que descontextualizai a parte final, que é de cerrta forma a explicação para mantermos o pântano sempre pantanoso.

Qual é o critério [de dificuldade] que vale? É uma opinião a priori, baseada na experiência e expectativas que um grupo de professores possa ter em relação ao que é o nível de exigência adequado? Ou devemos guiar-nos pela dificuldade comprovada pelos resultados, que nos dizem, a partir de anos anteriores, que determinadas perguntas não são fáceis para os alunos? E essas temos de colocar no ano seguinte para perceber se houve evolução. Esta análise é que é importante. A nossa função não é estragar a vida aos alunos. Quando tentámos subir ligeiramente os graus de dificuldade o efeito não foi o mais positivo. Se decidíssemos elaborar um prova com critérios de dificuldade extremamente elevado, assistiríamos ao colapso nacional.

Ou seja:

  • O grau de dificuldade não deve corresponder às expectativas de um grupo d eprofessores experientes, mas às de um grupo de avaliadores escolhidos pelo ME que elaboram exames e provas que muitas vezes se afastam bastante do que é a prática normal dos professores (tirando os que apenas trabalham para os exames).
  • Colocam-se de forma recorrente certo tipo de questões de tipo elementar porque os alunos em anos anteriores não acertaram. Resta explicar que não são os mesmos alunos a responder no ano seguinte, pelo que a análise da evolução está algo distorcida. Só fazendo exames do mesmo tipo ao longo do percurso dos mesmos alunos seria possível estudar essa evolução.
  • Não há exames mais difíceis porque os alunos não os conseguiriam fazer. Deste modo, e independentemente de serem certos ou errados os níveis de dificuldade, fazem-se exames acessíveis, provavelmente para não baixar a auto-estima nacional.

Catwoman