Seja para aqueles que ganham prémios com base em tarifas que eles próprios definem beneficiando de situações de monopólio (o caso mais notório é o da EDP) ou que se sucedem em empresas que apresentam défices recorrentes sem que ninguém seja culpado de nada?

Passos Coelho: um dia não haverá dinheiro para pagar aos funcionários públicos

(…)
Falando para uma plateia de estudantes de Direito na Universidade Católica do Porto, num debate sobre a revisão constitucional, o líder do PSD carregou nas tintas e avisou que o momento particularmente difícil que o país vive exige “uma maior gestão e uma maior eficácia” dos dinheiros públicos. A sala, repleta de estudantes e de alguns professores, quase gelou, quando disse: “Chegará mesmo um dia em que não haverá dinheiro para pagar aos médicos, aos enfermeiros, aos professores (…)”.

Pode haver quem diga que isto é ter sentido de Estado. Eu acho que é voltar ao discurso da tanga de Barroso, só que sem alternativa ao que está.

Portanto, em matéria de reivindicações dos docentes, é melhor esquecer o Parlamento sem ser com grande dose de sedução, pois a maior maioria bloqueará tudo.

Com tango, fandango ou corridinho.

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