Sexta-feira, 14 de Maio, 2010


Estamos aqui hoje para dar a cara… (ia em 25!!! visualizações quando espreitei…)

Página pessoal com a informação essencial.

O seu testemunho, que voltou a passar hoje na SICN, sobre a sua prisão durante 5 anos no Estado Novo e a forma como encara a historiografia e denúncia do período é exemplar na clareza, simplicidade e frontalidade.

Ladrões sem casaca

(…)

Faz sentido sufocar e castigar uma economia quando ela dá mostras de recuperação? Não poderão estas medidas ter efeitos recessivos, ou seja, agravar a situação do País? E se os motivos próximos ou mesmo directos destas medidas são as avaliações desfavoráveis das empresas de rating, que se deveriam à noção de que a economia portuguesa não iria recuperar, se está a recuperar como se explica que se funcione como se não estivesse? Mais: se ainda anteontem o Governo, o Presidente da República e até os responsáveis da UE frisavam que Portugal e toda a zona euro estavam a ser objecto de um ataque “dos especuladores” sob a forma das avaliações das empresas de rating, por que motivo agora se conformam com funcionar de acordo com regras e parâmetros cuja justeza, veracidade e eficácia não reconhecem?

Como cidadã portuguesa e eleitora deste Governo, gostava de ver estas minhas perguntas respondidas. Como gostava de perceber por que motivo, num País em que a fuga aos impostos é estimada em 20% do PIB – pelo menos o dobro da regra nas economias avançadas –, se assiste a tão poucos progressos e tão poucos anúncios de esforços tendentes a direccionar a máquina fiscal no sentido de recuperar aquilo que anualmente anda, nas previsões mais conservadoras, nos 10 mil milhões por ano, uma maquia que corresponde a cerca de dois terços do défice – ou seja, do problema.

Outra borla até ao fim do mês. Neste caso da Sage:

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Não é que precisasse de tal pretexto, pois a senhora da papelaria do meu bairro fez questão, logo que saiu o nº 1, de me salientar o facto, pelo que nem fico demasiado constrangido ao exercer o direito a adquirir a revista sem ser com o Jornal de Letras a validar uma abordagem semiológica da coisa.

Mas fiquei curioso com tamanha polémica, atendendo que há uns tempos uma figura pública que até é professora (ou diz que é ou era, não sei, não procurei confirmar) posou para a FHM e ninguém se amofinou pelo facto (se descontarmos a evidência do photoshop aplicado em quantidades mais industriais do que o silicone neste caso).

A produção fotográfica ocupa 8 páginas (130-137) e tem o título Le salon, o que explica parcialmente o gosto duvidoso de algumas soluções da dita produção, a cargo de um tipo com o apelido de Espírito Santo (não, não estou a gozar…). O resto fica a dever-se talvez – olha-me a misoginia!!! – ao facto das fotos terem sido feitas por uma fotógrafA que, enfim, não parece revelar muito jeitinho para Annie Leibovitz.

Pois… que hei-de dizer? Que nas fotos a rapariga (que não surge identificada) parece ter bem mais de 25 anos e que as partes artificializadas se notam muito, não só pela volumetria como pelo facto de parecessem isso mesmo, demasiado desafiadores das leis newtonianas. Aliás, o facto foi-me rapidamente assinalado por dois elementos do sexo feminino, logo que viram a notícia e foto do jornal, acrescendo-se uma terceira crítica perante as páginas da revista, em especial a foto com o caniche.

Quanto ao resto? Bem… Realmente há quem esteja muito carente de qualquer coisa para considerar que alguém mais coberta do que a Eva, com um vago vislumbre das partes pudendas, se torna imediatamente incapaz de educar as criancinhas ou jovens.

Nossassenhora, benzósdeus!

(e sinceramente não estou muito preocupado com quem pense que estou a ceder à concupiscência, à libidinosa tentação voyeurística, porque considero que a falta de decoro, a impudícia e a obscenidade passam por todo um outro lado, bem como a erosão dos costumes… pois eu acho que nestas matérias estou bem à esquerda de qualquer bloco…)

Uma peça muito interessante na revista do jornal Sol de hoje, da autoria de Margarida Davim, que desnuda o que é realmente interessante e coloca o nome aos bois em matéria de conduta nas escolas.

Tabu, 14 de Maio de 2010, pp 38-42 (mais tarde inserirei o resto, quem tiver pressa, o jornal ainda está à venda 😛 )

Juiz Baltasar Garzón foi suspenso

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