Sábado, 8 de Maio, 2010


O COSTA e o ZÉ

O Costa e o Zé são duas personagens típicas portuguesas.

Porém, a única característica que têm em comum é a vontade de vencer a qualquer preço.

Quanto ao mais, são só diferenças a distingui-los.

Ora vejamos:

O Costa não se importa de aparecer ao lado das namoradas, mesmo que tenham currículo de Cabaret; o Zé importa-se, ou simplesmente não tem namoradas.

O Costa não faz footing em lado nenhum, talvez por ter vergonha de mostrar as canetas; O Zé, sempre que vai ao estrangeiro, é fotografado , de canetas ao léu, a fazer o footing da praxe.

O  Costa , se quer corromper alguém, por exemplo um  árbitro, chama-o  a casa  e corrompe-o; o Zé tem sempre alguém, muito solícito, a fazê-lo por ele.

O  Costa expressa o seu pensamento  com ironia; O Zé não tem pensamento para poder expressar.

O  Costa manda sozinho, em equipa;  o Zé  manda, em equipa, sozinho.

O Costa não tem curso superior porque aos domingos vai sempre à missa; o Zé, esse,  tem um curso superior  tirado ao domingo.

O Costa é Costa e não Zé;  o Zé é Zé e não Costa.

Cunha Ribeiro

Eram 19.56 quando me anunciaram a chegada do organizador.

Uma boa comezaina a toda(o)s. Eu estou aqui agarrado a uma comunicação que era para entregar ontem. Literalmente.

E a partir de segunda lá vou para a faina das provas de aferição e tal…

We can easily become as much slaves to precaution as we can to fear. Although we can never rivet our fortune so tight as to make it impregnible, we may by our excessive prudence squeeze out of the life that we are guarding so anxiously all the adventurous quality that makes it worth living.

Randolph Bourne

Carregar na imagem para aceder ao relatório.

Até por ser de origem militar:

BLOGS V. FREEDOM OF SPEECH: A COMMANDER’S PRIMER REGARDING FIRST AMENDMENT RIGHTS AS THEY APPLY TO THE BLOGOSPHERE

Reparem bem neste caso de esquizofrenia comentarística, apanhada no filtro de spam do WPress. Apaguei parte do IP (falso, claro…) só para não existirem certas acusações.

Reparem ainda como num deles fez por simular a minha identidade bloguística, numa daquelas jogadas rasteiras do costume, só não sabendo que eu tinha alterado os meus dados de registo, o que fez com que ficasse barrado por estar exactamente a fazer algo um bocadinho abaixo de ético…

Como este há diversos outros casos…

A parte gira é a dos mails inventados para ser possível alterar o avatar. Mas já podiam ter perguntado a alguns camaradas blogueiros que sabem como o WPress funciona.

Não vale a pena dizer que foi censura, pois na mesma lista estavam retidos comentários da Olinda e do Buli,

Mail chegado há uns dias, mas que não publiquei de imediato, sem saber se era publicitável, em que termos e, já agora, sem saber de que escola se tratava. Agora já sei.

Estou ainda à espera que um outro testemunho, mais para norte, na primeira pessoa sobre certas práticas ao nível da gestão, em especial da intromissão dos interesses autárquicos nas nomeações, me seja reenviado.

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Os Ahs! de espanto e incredulidade continuam a fazer-se ouvir com as novidades que vão sendo contadas sobre uma escola de Cascais!

Num ano de mandato, a equipa “directiva” já sofreu duas baixas por demissão, ambas na área administrativa. É caso para dizer “Aqui há gato!”

De repente, a ex-adjunta da Direcção demissionária substitui, na primeira semana de Maio, uma Directora de Turma que deixa de o ser, para ocupar o seu antigo cargo no gabinete de gestão. Confuso? Passo a explicar: “A” adjunta da Direcção demite-se. “B” Directora de Turma substitui “A”. “A” assume o cargo de “B”. Tudo bem, se não houvesse um pormenor: “A” não conhecia a turma, mas a senhora Directora, por razões pedagógicas (claro está!) atribui-lhe uma Área Curricular Não Disciplinar e o cargo de Directora de Turma. Pergunto: o que terão dito aos Pais?!

Fiel ao seu espírito ditatorial, a senhora Directora nem se dá ao trabalho de informar os professores das alterações que a sua “corte” vai sofrendo.

Na Sala de Professores, nos corredores e recantos, no jardim dos fumadores em frente à escola murmura-se entre dentes, especula-se para tentar perceber o que vai acontecendo.

Também a Coordenação dos Directores de Turma de 2º e 3º Ciclos (nesta escola de 32 turmas, pelo Regulamento Interno, o cargo é desempenhado apenas por uma pessoa), outra demissão. É caso para dizer “Aqui há gato!”

Com o passar do tempo, percebe-se que tem sido utilizada uma estratégia eficaz para afastar quem faz questão de manter a sua dignidade e não tem estômago para engolir sapos. É caso para dizer “Aqui há gato!”

Ainda há quem faça questão de manter a sua dignidade!

Ainda há quem não tenha estômago para engolir sapos!

Não há uma inspecção a esta escola?


Rita SA


(c) Fátima Freitas

Eu percebo a intenção da banda sonora da 1ª parte, mas não sei porquê a memória ao fim destes anos provoca-me sempre o (sor)riso ao lembrar-me…

(c) Antero Valério

A caminho e no regresso da papelaria ouvia um debate no RCP sobre como é perfeitamente incompreensível que Ricardo Rodrigues continue deputado e, pior, o chefe da representação do PS na comissão de inquérito ao negócio PT/TVI.

Este país rasteja pela rasquice mais abjecta ao nível que deveria ser o mais digno da Democracia.

… ainda acabam todos a fazer uns quilómetros até à praia mais próxima como parece que aconteceu aqui pelo deserto pelo menos num dos dias das provas de aferição…

Encerramento de escolas durante visita de Papa é responsabilidade de directores, diz ministra

A ministra da Educação esclareceu esta sexta-feira que o encerramento das escolas públicas nos dias da visita de Bento XVI a Portugal é determinado pelos diretores, caso não se verifiquem as condições necessárias ao seu funcionamento.

“Os funcionários públicos têm a possibilidade de não comparecer, uma vez que há tolerância. Uma escola só poderá abrir se o diretor considerar que tem os docentes e não docentes necessários para assegurar tanto a educação como a segurança dos alunos”, afirmou Isabel Alçada.

A ministra da Educação falava aos jornalistas, à margem de um encontro de reflexão sobre a implementação do diploma da Educação Sexual, que decorreu esta sexta-feira à tarde na Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa.

Isabel Alçada sublinhou que “não é o Ministério que manda fechar as escolas” e admitiu que, “provavelmente”, os estabelecimentos de ensino “não vão abrir”.

Jorge Silva Melo. “Não me embebedei, não me droguei. Se calhar, fui sempre velho”

O Papa visto por dentro e por fora

Prè – aviso de jantar umbiguista: 8 DE MAIO PELAS 19.30 BRACARA AUGUSTA

… é só para usar quando convém.

Para calar o ruído, procurando varrê-lo do espaço mediático, há quem evoque os milhares de associados (que será cerca de 40% do universo de docentes). Mas quando se trata do engenheiro a tentar fazer o mesmo com o argumento da legitimidade eleitoral, então já é atentado à liberdade de expressão e imprensa.

Se é o PS ou Sócrates a ameaçarem com processos judiciais é um justificado aqui-d’el-rei que a democracia está em perigo. Mas quando ameaçam com o mesmo, já é legítimo.

Quando as pessoas opinam de forma heterodoxa nos blogues, em nome próprio ou não, são acusadas de cobardia. Mas quando os agentes provocadores, com nicks variáveis e navegação clandestina, são da casa, já é uma forma aceitável de luta política.

É aqui que se traça a fronteira entre aqueles que aceitam verdadeiramente as regras da democracia e aqueles que apenas as aceitam quando lhes servem.

Chama-se a isto o duplo padrão.

Há quem se sinta sempre bem, quando no sofá dos (aparentes) vencedores do momento.

Já escrevi hoje num comentário: os ataques que me têm sido dirigidos passaram, na semana passada, da questão política para a profissional, com o nascimento de insinuações em alguns locais e ameaças explícitas por um doutor do secundário contra mim, professorzeco do Básico (recuou e insinuou que seria uma encenação minha, mas as impressões digitais de alguém estão todas lá). Aguardo, com a sensação da inevitabilidade, a passagem para os ataques pessoais, daqueles que enveredam mesmo pelo foro privado.

Não é vitimização ou dramatismo. É apenas conhecimento das coisas, dos métodos, dos perfis.

Ainda ontem à noite um colega me contava como numa escola entrou um requerimento, cheio de preceitos constitucionais, a pedir para consultar os dados biográficos de um docente.

Mais cedo, pela tarde, um comentador do blogue telefonava-me, preocupado, a pedir-me para eu me conter nas resposta à escalada, pois receava uma investida violenta por parte daqueles que partilham os métodos da charruada com os seus adversários de ontem.

Não é certamente por acaso que, em tempos diferentes, a ameaça judicial me foi lançada pelos parceiros preferenciais do ME à mesa das negociações. Há uns tempos soube-o, acho que numa segunda-feira, pela TSF a caminho da escola. Agora tomei conhecimento, enviesado é certo, numa sexta-feira, no Sol, também a caminho da Escola.

Mais um processo contra um jornal

Foi só uma inocente graçola do 1.º de Abril, dia das mentiras. O AutoHoje desse dia resolveu anunciar que os preços dos combustíveis na Galp baixariam 0,22 cêntimos/litros para todos os felizes possuidores de cartão de militante no PS. “Boa notícia/PS dá descontos”, assim rezava a chamada de primeira página (nem sequer era manchete!).

Acontece que na sede nacional do PS o estado de espírito é a atirar para o muito stressado. A crise, a falta de maioria absoluta, Manuel Alegre, Cavaco – enfim, só arrelias. O PS levou a sério a brincadeira do AutoHoje e decidiu processar o jornal. Mais um a “juntar” ao currículo de Sócrates.

É o resultado de uma providência cautelar.

Vamos lá ser claros: eu quero que a avaliação do desempenho desapareça da graduação profissional por muitas razões. E acho que anda quase tudo esquecido – mesmo se o pedido foi transmitido de forma directa – daqueles que não entregaram avaliação e com quem agora ninguém à mesa das negociações parece preocupar-se, por terem sido os desalinhados entre os desalinhados.

Mas não posso anunciar como definitiva uma decisão que é meramente provisória.

Retirada da avaliação é uma “derrota” para o Governo

O CDS-PP considerou hoje, sexta-feira, que a retirada da avaliação de desempenho do formulário electrónico para o concurso de colocação de professores representa uma “derrota” para o Ministério da Educação, que “não quis ouvir” os docentes.

De acordo com o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), o Ministério da Educação já retirou a avaliação de desempenho do formulário electrónico para o concurso de colocação dos professores, cumprindo a decisão do tribunal.

O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja decretou na terça-feira uma providência cautelar no sentido de não considerar a avaliação de desempenho no concurso de colocação de professores.