Hoje não irei bater muito mais, porque há prazeres que se querem tântricos e eu – quiçá! – ande assim mais para os do espírito que por vezes a carne é fraca e apressada.

Portanto vou aqui deixar o que foi publicado hoje, 3 de Maio e comparar com o que foi divulgado no dia 12 de Abril, já sendo conhecido o aviso de abertura para o concurso para preenchimento das necessidades transitórias. Eu sei que naquela formulação há margem para manobrar a linguagem, mas…

Não contesto que os juristas não tivessem reparado. Mas não foi isso que foi dito publicamente, três dias depois de em alguns blogues já ter sido dado o alerta.

E como repararão, continuo apenas a usar declarações públicas:

  • 3 de Maio de 2010:

– A ideia de que os juristas da Fenprof não repararam que a avaliação contava para os concursos é outro absurdo. Obrigaria a honestidade que, antes da acusação, fossem lidos os pareceres da Fenprof, os cartazes, os comunicados, as revistas e os objectivos das lutas (não só de agora, mas de quando o ME impôs a avaliação nos concursos como retaliação por não ter sido levantada a greve de 19 de Janeiro de 2009).

Concurso para contratar docentes que preencherão lugares que, em 2011, terão de fazer parte dos quadros das escolas

(…)

Para o concurso que hoje se inicia, é de salientar o facto de, no respectivo Aviso de Abertura, já não constar qualquer referência à consideração da avaliação para efeitos de graduação profissional, factor que, como a FENPROF tem vindo a exigir e a esmagadora maioria dos professores a defender, não deverá ser considerado já neste concurso.