Tal como as queixas contra o nosso atraso, as campanhas de modernização do nosso país são ma recorrência na História do portugal contemporâneo.

Tivemos o fontismo que ia arrancar o país à miséria herdada do Absolutismo, tivemos a fase inicial do Estado Novo que ia arrancar o país à desordem republicana, tivemos a fase final do Estado Novo que ia arrancar o país à miséria da autarcia da fase inicial do estado Novo, tivemos o cavaquismo europeísta que nos ia arrancar ao marasmo anquilosante herdado do PREC, temos agora o socratismo modernista que nos vai arrancar à crise do guterrismo pós-expo e ao catastrófico início do milénio.

Com tantas campanhas de modernização, com obra feita e exibida para efeitos de propaganda, acho que deveríamos estar mais avançados do os mais avançados e mais modernizados do que os pós-modernos, mas basta olhar à volta para perceber que o essencial é sempre ultrapassado pelo acessório…