Sábado, 1 de Maio, 2010


Vejam lá que não me lembro de nenhuma, ou pelo menos de uma que valha mesmo a pena. Estarei amnésico? TAlvez não, porque me lembrei disto. E até se adequa…

Vamos Dormir

Vitinho

THE EFFECTS OF CLASS SIZE ON STUDENT ACHIEVEMENT: NEW EVIDENCE FROM POPULATION VARIATION

(…)

I Žnd that reductions in class size have no effect on student achievement. The estimates are sufficiently precise that, if a 10 percent reduction in class size improved achievement by just 2 to 4 percent of a standard deviation, I would have found statistically signiŽcant effects in math, reading, and writing. I Žnd no evidence that class size reductions are more efficacious in schools that contain high concentrations of low income students or African-American students.

Key lessons: Class Size and Student Achievement

After more than 20 years of research, class size continues to be at the forefront of the educational and political agenda for schools, school districts, and school boards. Since the late 1970s, research has indicated that reduced class sizes (15 to 18 students) are associated with increased student achievement in specific situations, particularly when small classes are implemented in the primary grades and students participate in small classes for more than one year.

The Difference between Class Size and Pupil/Teacher Ratio

CLASS SIZE AND STUDENT ACHIEVEMENT

(…)

Class size is another statistics also often considered when looking at schools. In an article entitled, “Class Size and Student Achievement,” the Center for Public Education says that “some researchers have not found a connection between smaller classes and higher student achievement, but most of the research shows that when class size reduction programs are well-designed and implemented in the primary grades (K-3), student achievement rises as class size drops.”

Intuitively, it makes sense that the more attention a teacher can focus on each student, the more the student will benefit and, therefore, perform at a higher level.

While both student-teacher ratio and class size impact teacher workload, the National Center for Education Statistics points out the importance of other factors, including the number of classes for which a teacher is responsible and the number of classes taken by students.

Do ano lectivo na sondagem lançada aqui no blogue há menos de 24 horas. Com 1288 votos contados há pouco, os resultados eram muito pouco animadores (e recorde-se que havia hipóteses como alegria, luta, rigor, excelência…) no que diz respeito aos três sentimentos mais escolhidos.

Desânimo: 32,6%

Impasse: 25,1%

Tristeza: 19,6%

Mas a coisa nem melhora se alargarmos para as cinco hipóteses mais votadas pois seguem-se, abaixo dos 10%:

Rotina: 8%

Solidão: 6,9%

Alguém que tire as suas conclusões sobre o estado de espírito das tropas

A única razão que justifica uma passagem regular pelo Blasfémias. Helena Matos tem dias e tem textos, por vezes apenas parágrafos. O resto é paisagem balofa.

Neste caso é a publicação de um texto originalmente divulgado há uma semana na Notícias Sábado:

Jogo de sombras

A atrapalhação dos socialistas mais irreparavelmente socráticos perante a candidatura de Manuel Alegre tornou-se indisfarçável. Depois do fiasco de Mário Soares nas últimas presidenciais, esperava-se que o PS agisse com maior lucidez. Mas não – se existe atitude que Sócrates e quem o acolita não consentem é a opinião crítica acerca da governação. Alegre pisou esse risco há muito: exibe-se ao lado de Louçã e partilha com o líder do Bloco as censuras de alegada falta de esquerdismo do Governo. Sobretudo, Alegre deixa transparecer um incontrolável desdém intelectual pelo detentor da enigmática licenciatura da Universidade Independente.
O problema é que, quase sempre, a política tem mais força do que os seus protagonistas – Sócrates vai ter de apoiar Alegre para evitar uma incómoda cisão no seu partido. Alegre, por seu turno, ver-se-á forçado a desfazer-se em louvores à erudição política de Sócrates. Com jeitinho, ainda vamos ouvir Sócrates em campanha a balbuciar algum poema redigido em Argel…
No teatro do fingimento das próximas presidenciais, Sócrates vai apoiar Alegre desejando a vitória de Cavaco Silva; enquanto que Passos Coelho vai aplaudir Cavaco suspirando pelo seu insucesso. Os verdadeiros problemas do País ficam para segundas núpcias.

Esta leitura, em especial da atribulada relação do PS com a candidatura de Alegre é reforçada pelo noticiário desconexo destye fim de semana.

Mas porque não optou Alegre por arrancar sem hesitações e negociações com o engenheiro? Este jogo com o PS só o prejudica e ele, por muita fidelidade que afirme ter ao seu partido, deveria ter percebido isso e que ao pactuar com os Vitalinos e os Lellos só perde votos.

Não sei se a própria Feira do Livro, se a minha disposição para a explorar. Talvez os efeitos da overdose de aquisições fora da época alta. Tirando uma ou outra promoção, colheita fraca, eu que até ia mais virado par as bandas desenhadas.

Amostra eclética, que foi um pouco do que se arranjou.

Uma conclusão parece óbvia: edita-se demais, nem sempre com a melhor relação qualidade/preço/procura e depois há imensos fundos de colecção para despachar. Como consumidor, é interessante, mas começo a estar farto de tanta ficção histórica ou a armar-se nisso.

É sempre do mais divertido possível ler quem não percebe grande coisa de Educação e do seu funcionamento, opinar sobre a mesma, usando como recurso gráficos sacados à OCDE e assim.

Alertado por um comentador, fui espreitar este post de Alexandre Homem Cristo n’O Cachimbo de Margritte.

O post tem coisas parvas e raciocínios errados.

Entre as coisas parvas tem a declaração, assim de chapa, que a petição para redução dos alunos por turma é organizada pelo «Mário Nogueira e companhia». Se ele conhecesse minimamente a cartografia dos protagonistas da Educação cá pelo burgo perceberia o disparate. Mas como é mero voyeur, acha que é tudo companhia.

Adiante.

Passemos ao que é mais importante, ou seja, aos erros de raciocínio.

Alexandre Homem Cristo (AHC) apanha uns quadros estatísticos do Eurostat com ratios alunos/professor e em cima disso desenvolve a teoria de que este é um aspecto dispiciendo no (in)sucesso escolar dos alunos, pois o que interessa é a qualidade dos professores.

Ora bem, nada disso é suficiente, mas se calhar tudo é indispensável. Até o empenho e a qualidade do trabalho dos alunos e das suas famílias, factor que estranhamente AHC (sem companhia?) parece ignorar.

Assim como ignora outra coisa simples: os ratios são feitos dividindo o números de professores em exercício pelo número de alunos matriculados. Assim mesmo. Sem mais nada. Sem distinção se são todos professores a leccionar. Se são professores a desempenhar funções que em outros países são desempenhadas por outros técnicos, seja pessoal administrativo, sejam especialistas em áreas em que quase não há recursos nas nossas escolas.

O que AHC poderia tentar encontrar – e certamente não encontrará – é uma estatística comparativa com ratios de alunos por psicólogo escolar, alunos por terapeuta da fala, alunos por assistente social, e por aí adiante.

AHC preferiu usar a forma «mais fácil, mais simplista» – para o citar – de analisar o problema. Agarrou nuns números, ou melhor, nuns gráficos com tudo já arrumadinho, e abdicou de pensar sobre a realidade que temos nas escolas.

Acusou os peticionários (de que faço parte na companhia de Mário Nogueira) de terem isolado um factor e ignorarem outros.

Com essa opção cometeu dois erros:

  • O primeiro é que uma petição como esta deve ser clara e não pretender emglobar tudo numa fórmula só. Uma coisa de cada vez.
  • O segundo é ter ele próprio optado por produzir uma análise unívoca, algo simplória, desculpem, simplista e profundamente demagógica.

Claro que a qualidade dos professores importa e muito. Mas não achará AHC que a qualidade se ressente com a degradação das condições de trabalho de um profissional? Conhece ele alguns professores em exercício que tenham mesmo aquele número de alunos nas aulas (que correspondem a menos de uma turma)? Não se consegue interrogar sobre o porquê de tão estranho ratio? Não procurou a explicação?

E, já agora, afaste lá os seus demónios particulares e a fulanização… Não há nada pior do que o pedantismo preconceituoso. Mesmo se servido a mestrados em ciência Política…

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