Abril 2010


Leio na página 11 do Público de hoje a seguinte passagem:

O que pergunto é como é que não é prejudicado se a menos de uma semana da prova não se tem qualquer informação adicional sobre a estrutura e conteúdo da prova?

No caso de Língua Portuguesa, se na compreensão e expressão escrita não há grande problema, como é que as coisas se passam quanto ao funcionamento da língua, visto que a planificação dos conteúdos não é necessariamente sequencial e não há matérias consensualmente leccionadas no final do ano lectivo?

Com uma turma de PCA só tenho mais uma aula de 90 minutos até ao dia da prova e, até demonstração em contrário, estou a ter em conta que a prova será similar à dos anos anteriores. Afinal estou a fazer mal?

E quais são os «outros factores»?

Mail chegado há pouco, com pedido de anonimato:

Caro Colega.

Julgo oportuno pedir, caso esteja  de acordo, a divulgação do seguinte no seu blogue. Na minha escola, está pedido aos professores que interrompam a leccionação dos cursos – estágios em curso – ou terminem as suas horas de formação, que, caso não tenham eventuais alunos para recuperação de módulos, convertam as horas lectivas em sala de estudo para eventuais substituições. No meu caso passaria a partir de dez de Maio a ter 18 horas de sala de estudo (uma turma que interrompe e retoma em Junho, e outra cujas horas de formação acabam em 10 de Maio. Gostaria de saber efectivamente da legalidade de tudo isto, e que eventualmente se passa noutras escolas.

Grato pela atenção.

A pobreza portuguesa reside na essência do seu espírito



Importam-se de avisar a ministra da Educação, sff

Daqui a dez anos os meninos que têm agora doze anos vão querer entrar no mercado de trabalho. Um mercado onde não haverá PTs, nem RENs, nem GALPs, nem institutos públicos, nem administração pública, nem subsídios de emprego, nem rendimentos mínimos, nem empréstimos ao consumo, que os valha. Um mercado a sério: difícil, competitivo e selectivo. Onde quem está bem preparado  talvez consiga arranjar emprego, casa, carro, ir de férias e fazer compras no Pingo Doce, e onde quem não está preparado, está tramado.

Esses meninos estão agora, hoje, numa escola onde não se chumba, não se exige, não premeia e não ensina.

As gerações futuras, além de terem de carregar com a dívida nacional dos paizinhos e pagá-la,  vão herdar uma educação miserável que os está a preparar para concorrer ao rendimento mínimo e não ao mercado de trabalho.

Safam-se os meninos que têm paizinhos com poder económico para poderem escolher as escolas dos filhos e comprar a sua educação. Os pobres, que se tramem. É mais uma conquista de Abril, pá.

Inês Teotónio Pereira

O facilitismo do Ministério da Educação

Entre duas estratégias conhecidamente ineficazes, o Ministério da Educação escolheu a mais barata e aquela que, convenientemente, melhor resultava nas estatísticas europeias.

(Continua…)

PSD teme entrada do FMI em Portugal

… quanto as propostas de revisão do Estatuto do Aluno pretendem mais estratégias diferenciadas e outras coisas assim, que só os muito líricos podem achar que se conseguem em aulas com 25 ou 28 jovens a remexer-se em salas que podem ter um projector e um computador, mas têm mesas e cadeiras pouco diferentes das minhas.

Não adianta querer fazer milagres sem investimentos bem direccionados.

E não digam que isto implica mais professores. Implica é que os professores façam o seu trabalho e não o de pessoal administrativo ou outros técnicos especializados que faltam nas escolas.

Movimento leva redução nas turmas ao Parlamento

Hoje à tarde, com a apresentação pública de uma petição em defesa da redução do número de alunos por turma e por professor, o Movimento Escola Pública dá o primeiro passo para reunir as quatro mil assinaturas necessárias para levar o assunto à discussão no plenário da Assembleia da República.

… continua a avançar o modelo de “desenvolvimento” baseado no betão e alcatrão. É uma forma de jardinização do continente: grandes negócios para os empreendedores e os tostões para algum emprego pouco qualificado.

Estradas de Portugal fechou ontem o contrato da subconcessão do Pinhal Interior

Em Janeiro, o Governo anunciou a intenção de adjudicar ao consórcio liderado pela Ascendi, do grupo Mota-Engil, a subconcessão Pinhal Interior – a maior e a mais cara de todo o pacote rodoviário da Estradas de Portugal. Ontem, foi formalizado o procedimento final que permite remeter o processo para o Tribunal de Contas.

Plus ça change, plus c’est la même chose

“O ensino transformou-se num reino das trevas.
No seu interior evaporaram-se as ideias sobre
o que devemos, afinal, aprender”

Dietrich Schwanitz

O mundo em que vivemos torna-se cada vez menos sólido e assistimos, por todo o lado, à fragmentação e à descontinuidade. Os novos modos de vida questionam os nossos princípios e valores, tudo muda a uma velocidade vertiginosa. Esta fluidez em que nos movemos é extremamente dinâmica e exigente, conduzindo à instabilidade das instituições e dos indivíduos. Instala-se a insegurança, a desorientação e o medo, toda a sociedade é abalada.

Nas escolas o nível de exigência baixou de modo acentuado e as notas foram inflacionadas. O conhecimento foi desvalorizado e a autoridade dos professores diluiu-se. Por outro lado, a quantidade de teorias educativas e a diversidade de metodologias, conduziram ao desaparecimento do senso comum, constituindo hoje o verdadeiro sinal da crise que vivemos na educação.

Neste sentido, a escola deixou de estar centrada no conhecimento e passou a servir um “aluno-cliente” e a funcionar como uma fábrica, onde a gestão tenta imitar a empresa. Ora, como “o cliente tem sempre razão”, o aluno tornou-se o dono e senhor da escola, transformando a sala de aula numa sala de estar e encarando o ensino como uma chatice a abater. Por outro lado, as direcções das escolas procuram ir ao encontro dos seus “clientes”, trabalhando para as estatísticas e procurando o máximo de eficiência ao nível dos resultados.

Deste modo, a organização escolar entrou numa escalada burocrática de maneira a alcançar os objectivos propostos. É necessário segmentar o processo educativo e controlar todos os passos, uniformizar tarefas e implementar rotinas. Criando um abismo entre quem decide e quem executa e promovendo a docilidade e a obediência. Acabamos, pois, por desembocar numa escola abstracta, cinzenta e sem alma. Uma instituição tolhida e incapaz de enfrentar os desafios da sociedade moderna, funcionando de modo anacrónico, obsoleto e disfuncional.

As exigências que se colocam hoje à educação requerem verdadeiras mudanças no sistema educativo. É urgente reflectir sobre os efeitos da sociedade do conhecimento e da revolução digital sobre a escola e debater a reestruturação do sistema educativo. Antes de restaurar edifícios ou renovar a tecnologia, as escolas necessitam de reformular a sua organização e debater o problema: Para que serve a escola?

José Augusto Lopes Ribeiro, E.S. Sá de Miranda – 28.04.2010

John Buscema, Os Vingadores

(ainda antes do Blade Runnner…)

Seinfeld

Six Feet Under

(The) Sopranos

Space: 1999

Há muitas mais, eu sei, mas ficam estas…

Em bicos de pés no Plano Inclinado, no Youtube, no canal do Blogdocão. A pedido de algumas famílias.

Enquanto espreito o catenaccio, versão mourinho.

Exmo. Sr. Director

Relembramos que, conforme consta do Manual de Validação da Candidatura Electrónica, página 33, ponto 4.5 – avaliação de Desempenho:

“Apenas concorrem com avaliação os docentes avaliados nos termos do ECD e dos decretos regulamentares nºs 2/2008, de 10 de Janeiro, 11 /2008, de 23 de Maio e 1-A/2009, de 5 de Janeiro, nos termos da alínea c) do artigo 14.º do DL n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, na redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro.”

Assim, a avaliação dos docentes regulamentada por legislação diferente da acima referida, não releva para efeitos da alínea c), do n.º 1 do art.º 14.º, nem da alínea a), do n.º 3, do art.º 16º do DL n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, com a redacção do DL n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro, pelo que a Escola de validação deverá invalidar os campos 4.5.1 e 4.5.2 que apresentem este tipo de avaliação.

Relembra-se ainda que a invalidação destes campos não implica a invalidação da candidatura.

O Director-Geral,

Mário Pereira

Nem as classificações dos Açores? E se não invalida a candidatura, como ficamos? Os candidatos que venham da Madeira mais ou menos na mesma ou como se não tivesse sido avaliados?

E os que venham dos Açores?

A mim parece que por aqui é que o ataque jurídico, caso a caso, a este concurso pode dar resultados.

Afinal, um país, três sistemas, leva à discriminação (por poucos que sejam) dos candidatos que tenham estado a leccionar nas regiões autónomas?

Absurdo no ensino e o sentido da vida

… era mesmo na conversa com uns amigos e zás

Vital Moreira espera que especuladores «partam os dentes»

O Fascismo e o Capitalismo especuladores, plutocratas e antipatrióticos não passarão. Ai que saudades de 75!!!

… que o obriguem a continuar, em especial num dia em que até foi à casa-mater. Ainda por cima para dizer estas coisas que são em forma de coiso e também do seu contrário.

Porque efectivamente, ou não, as faltas só aumentaram em casos pontuais, nomeadamente no caso dos alunos que faltaram. No caso dos que não faltaram, as faltas não aumentaram.

É o que parece, numa primeira abordagem. Ou não. Depende. Do que o Ministério pensa, porque o Ministério tem cérebro. Pelo menos em casos pontuais. Nos outros, parece que falta. Ou não.

Realce ainda para o facto do ME saber das faltas pelos parceiros. Quais? Os preferenciais ou os outros?

Provas de recuperação não levaram a aumento de faltas, diz secretário de Estado

O secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura, rejeitou hoje a ideia de que a existência de provas de recuperação tenha levado a um aumento das faltas dadas pelos alunos, admitindo que isso tenha acontecido apenas em casos pontuais.

“O Ministério da Educação não pensa assim e isso não lhe foi transmitido pelos parceiros”, disse à Lusa o governante, no final da cerimónia de entrega de prémios das Competições Nacionais de Ciência que decorrem até quinta-feira na Universidade de Aveiro (UA).

Alexandre Ventura admite, no entanto, que, em alguns casos, o facto de haver provas de recuperação se tornou um “factor de desmotivação acrescida”, referindo-se às chamadas “situações de fim de linha”.

No princípio da linha não há problemas porque o comboio ainda vai a ganhar balanço.

Eu continuo a achar que o SE Ventura fala esquisito. Mas é uma opinião. Daqui a pouco já aparece aquele comentador de serviço a dizer que não, que eu é que errei a leitura paleográfica das declarações.

… as pessoas interessam-se por coisas que extravasam, em muito, os rating e os pecs.

Por exemplo, em duas revistas sabemos que o Pinto da Costa trocou, pela 412ª vez aquela senhora com quem casou algumas vezes e que indágora organizou um jantar em sua homenagem, enquanto a filha arranjou namorado. Em outra sabemos que aquela actriz saiu novamente de casa, enquanto aqueloutro artista está muito afectado pela doença de alguém.

Em outras 3 ou 4 sabemos diversas novidades sobre a Rita Pereira, aquela rapariga que dois olhos para baixo é do mais giro que existe em matéria de capas de revista.

  • Ora bem, há uns dias tinha ultrapassado, pela 411ª vez a sua relação com o antigo namorado e tinha ido algures com um qualquer amigo especial
  • Agora consta que está à beira da depressão, ao que outra revista acrescenta que está farta de mentiras e pensa sair do país.

E o país, ele próprio, emociona-se…

Há realmente coisas que me deixam abismado. Mas então é restringindo o apoio a quem está desempregado que se resolvem as finanças públicas. A sério? A sério mesmo? A sério, sério, sério?

E quem que os levemos, nós, a sério?

Acham mesmo que a maior parte das pessoas que fica sem emprego o fica por gosto?

A sério, sério, sério?

Sério mesmo?

E precisaram reunir-se para chegar a esta conclusão?

Governo antecipa medidas do PEC para controlar subsídio de desemprego

José Sócrates e Pedro Passos Coelho sublinharam hoje a intenção de “trabalhar em conjunto” para tentar debelar a crise económica e financeira, antecipando medidas do PEC. O primeiro-ministro e o líder do PSD prometeram cooperação e diálogo regular.

Eu acho que seria de mínima justiça… E daria muito mais efeito mediático… que é o que se pretende…

Professores concentram-se segunda-feira à porta da residência de Sócrates

Vamos lá falar mesmo a sério: acham que com as coisas como estão, com a actualidade dominada pelos medos de fim do mundo em slips e o concurso encerrado, isto é mais do que chorar sobre o leite mamado por outros?

Onde estavam vocês entre 9 de Janeiro e 9 de Abril de 2010?

À mesa das negociações? Com que resultados objectivos, podem-me especificar?

O que é que, não estando escrito no acordo público daquela madrugada, resultou desses três meses de encontros?

Vá lá… uma coisinha… só uma…

E já agora: por onde anda a dezena de sindicatos que existem quando é necessário alguém para agarrar na faixa inaugural das manifestações?

Longe vão os tempos em que gozavam com estas coisas, por serem demoradas e de desfecho incerto.

Converteram-se ou é apenas circo mediático para tapar – a posteriori – a lua com uma gaze rota?

Fenprof vai apresentar queixa à PGR contra a consideração da avaliação no concurso

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai apresentar esta semana uma queixa na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a consideração da avaliação no concurso deste ano de colocação de professores.

Mais importante do que isto tudo, eu gostaria mesmo que me esclarecessem:

  • Em que momento tiveram os diferentes sindicatos conhecimento do aviso de abertura?
  • Porque é que a Fenprof saiu do ME no dia 9 a dizer que tinham acedido a todas as suas pretensões?
  • Porque é que no dia 12 ainda afirmavam que a classificação não contava para efeitos de concurso?

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