Quarta-feira, 28 de Abril, 2010


Seinfeld

Six Feet Under

(The) Sopranos

Space: 1999

Há muitas mais, eu sei, mas ficam estas…

Em bicos de pés no Plano Inclinado, no Youtube, no canal do Blogdocão. A pedido de algumas famílias.

Enquanto espreito o catenaccio, versão mourinho.

Exmo. Sr. Director

Relembramos que, conforme consta do Manual de Validação da Candidatura Electrónica, página 33, ponto 4.5 – avaliação de Desempenho:

“Apenas concorrem com avaliação os docentes avaliados nos termos do ECD e dos decretos regulamentares nºs 2/2008, de 10 de Janeiro, 11 /2008, de 23 de Maio e 1-A/2009, de 5 de Janeiro, nos termos da alínea c) do artigo 14.º do DL n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, na redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro.”

Assim, a avaliação dos docentes regulamentada por legislação diferente da acima referida, não releva para efeitos da alínea c), do n.º 1 do art.º 14.º, nem da alínea a), do n.º 3, do art.º 16º do DL n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, com a redacção do DL n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro, pelo que a Escola de validação deverá invalidar os campos 4.5.1 e 4.5.2 que apresentem este tipo de avaliação.

Relembra-se ainda que a invalidação destes campos não implica a invalidação da candidatura.

O Director-Geral,

Mário Pereira

Nem as classificações dos Açores? E se não invalida a candidatura, como ficamos? Os candidatos que venham da Madeira mais ou menos na mesma ou como se não tivesse sido avaliados?

E os que venham dos Açores?

A mim parece que por aqui é que o ataque jurídico, caso a caso, a este concurso pode dar resultados.

Afinal, um país, três sistemas, leva à discriminação (por poucos que sejam) dos candidatos que tenham estado a leccionar nas regiões autónomas?

Absurdo no ensino e o sentido da vida

… era mesmo na conversa com uns amigos e zás

Vital Moreira espera que especuladores «partam os dentes»

O Fascismo e o Capitalismo especuladores, plutocratas e antipatrióticos não passarão. Ai que saudades de 75!!!

… que o obriguem a continuar, em especial num dia em que até foi à casa-mater. Ainda por cima para dizer estas coisas que são em forma de coiso e também do seu contrário.

Porque efectivamente, ou não, as faltas só aumentaram em casos pontuais, nomeadamente no caso dos alunos que faltaram. No caso dos que não faltaram, as faltas não aumentaram.

É o que parece, numa primeira abordagem. Ou não. Depende. Do que o Ministério pensa, porque o Ministério tem cérebro. Pelo menos em casos pontuais. Nos outros, parece que falta. Ou não.

Realce ainda para o facto do ME saber das faltas pelos parceiros. Quais? Os preferenciais ou os outros?

Provas de recuperação não levaram a aumento de faltas, diz secretário de Estado

O secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura, rejeitou hoje a ideia de que a existência de provas de recuperação tenha levado a um aumento das faltas dadas pelos alunos, admitindo que isso tenha acontecido apenas em casos pontuais.

“O Ministério da Educação não pensa assim e isso não lhe foi transmitido pelos parceiros”, disse à Lusa o governante, no final da cerimónia de entrega de prémios das Competições Nacionais de Ciência que decorrem até quinta-feira na Universidade de Aveiro (UA).

Alexandre Ventura admite, no entanto, que, em alguns casos, o facto de haver provas de recuperação se tornou um “factor de desmotivação acrescida”, referindo-se às chamadas “situações de fim de linha”.

No princípio da linha não há problemas porque o comboio ainda vai a ganhar balanço.

Eu continuo a achar que o SE Ventura fala esquisito. Mas é uma opinião. Daqui a pouco já aparece aquele comentador de serviço a dizer que não, que eu é que errei a leitura paleográfica das declarações.

… as pessoas interessam-se por coisas que extravasam, em muito, os rating e os pecs.

Por exemplo, em duas revistas sabemos que o Pinto da Costa trocou, pela 412ª vez aquela senhora com quem casou algumas vezes e que indágora organizou um jantar em sua homenagem, enquanto a filha arranjou namorado. Em outra sabemos que aquela actriz saiu novamente de casa, enquanto aqueloutro artista está muito afectado pela doença de alguém.

Em outras 3 ou 4 sabemos diversas novidades sobre a Rita Pereira, aquela rapariga que dois olhos para baixo é do mais giro que existe em matéria de capas de revista.

  • Ora bem, há uns dias tinha ultrapassado, pela 411ª vez a sua relação com o antigo namorado e tinha ido algures com um qualquer amigo especial
  • Agora consta que está à beira da depressão, ao que outra revista acrescenta que está farta de mentiras e pensa sair do país.

E o país, ele próprio, emociona-se…

Há realmente coisas que me deixam abismado. Mas então é restringindo o apoio a quem está desempregado que se resolvem as finanças públicas. A sério? A sério mesmo? A sério, sério, sério?

E quem que os levemos, nós, a sério?

Acham mesmo que a maior parte das pessoas que fica sem emprego o fica por gosto?

A sério, sério, sério?

Sério mesmo?

E precisaram reunir-se para chegar a esta conclusão?

Governo antecipa medidas do PEC para controlar subsídio de desemprego

José Sócrates e Pedro Passos Coelho sublinharam hoje a intenção de “trabalhar em conjunto” para tentar debelar a crise económica e financeira, antecipando medidas do PEC. O primeiro-ministro e o líder do PSD prometeram cooperação e diálogo regular.

Eu acho que seria de mínima justiça… E daria muito mais efeito mediático… que é o que se pretende…

Professores concentram-se segunda-feira à porta da residência de Sócrates

Vamos lá falar mesmo a sério: acham que com as coisas como estão, com a actualidade dominada pelos medos de fim do mundo em slips e o concurso encerrado, isto é mais do que chorar sobre o leite mamado por outros?

Onde estavam vocês entre 9 de Janeiro e 9 de Abril de 2010?

À mesa das negociações? Com que resultados objectivos, podem-me especificar?

O que é que, não estando escrito no acordo público daquela madrugada, resultou desses três meses de encontros?

Vá lá… uma coisinha… só uma…

E já agora: por onde anda a dezena de sindicatos que existem quando é necessário alguém para agarrar na faixa inaugural das manifestações?

Longe vão os tempos em que gozavam com estas coisas, por serem demoradas e de desfecho incerto.

Converteram-se ou é apenas circo mediático para tapar – a posteriori – a lua com uma gaze rota?

Fenprof vai apresentar queixa à PGR contra a consideração da avaliação no concurso

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai apresentar esta semana uma queixa na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a consideração da avaliação no concurso deste ano de colocação de professores.

Mais importante do que isto tudo, eu gostaria mesmo que me esclarecessem:

  • Em que momento tiveram os diferentes sindicatos conhecimento do aviso de abertura?
  • Porque é que a Fenprof saiu do ME no dia 9 a dizer que tinham acedido a todas as suas pretensões?
  • Porque é que no dia 12 ainda afirmavam que a classificação não contava para efeitos de concurso?

Sabemos que em Portugal só são úteis quando são fiéis ao que se passou, o que significa nque em muitos casos…

Comissão de inquérito aguarda actas da PT

O importante decide-se à mesa do restaurante ou à frente de um copo, ao crepúsculo…

Santana Castilho no Público de hoje:

Conhecemos o texto do acordo. Mas não conhecemos as actas, que se presumem feitas, das discussões havidas na maratona de 14 horas de negociações que o antecederam. A consideração da classificação do desempenho para efeitos de graduação dos professores foi ou não objecto dessa discussão? Se foi, em que termos? Se não foi, por que não foi? Se não foi, que atenção mereceu nos três meses seguintes de reuniões sem fim?

Como se explica, considerado o traquejo da Fenprof e o profissionalismo dos seus assessores jurídicos, que não tenham visto que os resultados da contestada classificação do desempenho eram considerados para efeitos de graduação profissional, em sede de concurso? Estando lá e resultando da leitura cruzada de vários diplomas que se aplicavam, como foi possível cantarem de galo, de manhã, para engolirem o sapo, à tarde?

Já peço isso há demasiado tempo, muitos meses, mas é sempre bom que se junte mais uma voz e um dia o coro os obrigue a desistir do culto da opacidade.

Da última vez foi o que se viu. O ME propôs asneira e o grupo parlamentar maioritário do PS, em especial pela pena da deputada Odete João, reforçou o tom e criou aquela coisa que temos por aí.

O que era mau, ficou pior.

Desta vez temos uma proposta do ME que não é grande coisa e uma casa de doidos à espera para fazer o cozinhado.

Resta saber se o PS vai virar à esquerda ou à direita nos acordos para aprovar o novo Estatuto do Aluno.

À esquerda temos o lirismo habitual de se pensar que vamos lá só com palmadinhas e beijinhos nas bochechas rosadas. À direita alguma boa retórica, mas alguma dificuldade em concretizar certas ideias. Leia-se o final da peça do Público:

Para já, os deputados fazem análises opostas: José Manuel Rodrigues, do PP, considera a proposta do Governo promotora do facilitismo, enquanto Ana Drago, do Bloco de Esquerda, e Rita Rato, do PCP, lamentam o sentido punitivo das alterações. Outros deputados, sindicalistas e professores contactados ainda não tinham lido a proposta.

Receio que a opção pelo acordo à esquerda acabe numa aliança eduquesa que deixe tudo na mesma, cheia de paninhos quentes e água de malvas.

A Ana Drago e a Rita Rato podem ter as melhores intenções, mas faz-lhes falta uma abordagem menos ideologizada das coisas. A realidade tem, infelizmente, todas as cores, não apenas tons suaves e primaveris.

Número de faltas de alunos é uma incógnita

“Um progresso absolutamente extraordinário”, foi assim que José Sócrates classificou, há um ano, a redução do número de faltas dos alunos, agora desmentida pelo Governo.

Ontem, Maria do Rosário Gama, directora da Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, foi logo de manhã atraída para a proposta de alteração ao Estatuto do Aluno, aprovada pelo Governo na quinta-feira, devido a “uma notícia estranhíssima”: “No ano passado, quando alguns de nós contrariámos os dados do ministério e afirmámos que as provas de recuperação tinham provocado o aumento de faltas, as nossas escolas foram alvo da inspecção; e agora é próprio ministério a confirmar o que na altura dissemos?!”

Só que, aparentemente, o Ministério da Educação não dispõe de uma contabilidade sobre as faltas dadas pelos alunos do ensino básico e secundário neste ano lectivo. Esta foi a informação transmitida em Abril passado. Também não dispõe de “dados consolidados” sobre as provas de recuperação, uma medida que não foi decidida pela actual equipa e sobre a qual não será feito um balanço, segundo informação transmitida meses antes.

Talvez não tenhamos chegado à qualidade dos gregos na manipulação dos números do défice, mas não é por falta de treino com as estatísticas da Educação…

Deixem estar: amanhã já aparecem números mil a provar que não sei o quê que interessa provar agora.

O Movimento Escola Pública promove o lançamento da Petição Pública pela redução do número máximo de alunos por turma, esta quinta-feira, 29 de Abril, pelas 16h, na Livraria Ler Devagar (LXFactory – Rua Rodrigues de Faria, 103, Lisboa). A Petição contém uma lista de primeiros subscritores de várias áreas da educação (ver em baixo) e será apresentada, em conferência de imprensa, por Miguel Reis (Professor, Movimento Escola Pública), Helena Dias (exPresidente da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais, Movimento Escola Pública) e Paulo Guinote (Professor, Autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”).

Com turmas mais pequenas é possível melhorar o combate ao insucesso escolar, ajudando igualmente a prevenir fenómenos de indisciplina. Trata-se de uma medida que reúne um consenso social alargado e que urge pôr em prática.

A petição encontra-se disponível online aqui

Pelo Movimento Escola Pública

Miguel Reis

Petição Pública

Pela redução do número máximo de alunos e alunas por turma e por professor/a.

Dirigida à sociedade portuguesa, à Assembleia da República e ao Governo

A igualdade de oportunidades no acesso e no sucesso para todos os alunos e alunas não é uma realidade. Muitos factores contribuem para o facto de Portugal possuir um dos mais selectivos sistemas de ensino na Europa, e o elevado número de alunos por turma e por professor/a, em tantas escolas do país, é um deles.
Não se pode falar de diferenciação e de individualização do ensino-aprendizagem com 28 alunos por turma. Não se pode falar do direito ao sucesso para todos com professores com 7 e 8 turmas. Não se pode falar com verdade sobre planos de recuperação, ou quaisquer estratégias individualizadas, com turmas sobrelotadas e professores/as com 160 ou 170 alunos.

A presente petição é para mudar esta realidade. Ela é subscrita por encarregados de educação, mães e pais, por professores e professoras, por alunos e alunas, por cidadãos e cidadãs para quem a qualidade do ensino na escola pública e o direito ao sucesso para todos/as é uma prioridade.

Assim sendo, os cidadãos e as cidadãs abaixo identificados/as defendem a alteração dos limites em vigor para a constituição de turmas, bem como critérios de relação docente/número de turmas, propondo que:

1 – No Jardim-de-infância e no 1.º ciclo do ensino básico, a relação seja de 19 crianças para 1 docente, alterando-se para 15 quando condições especiais – como a existência de crianças com necessidades educativas especiais ou outros critérios pedagógicos julgados pertinentes, no quadro da autonomia das instituições – assim o exijam.

Deve ainda ser colocado/a um/a assistente operacional em cada sala de JI.

2- Do 5.º ano ao 12.º ano, o número máximo de alunos e alunas por turma seja de 22, descendo para 18 sempre que se verifiquem as condições acima enunciadas.

3 – Do 5.º ao 12.º ano, cada professor e professora não poderá leccionar, anualmente, mais de cinco turmas, num limite de 110 alunos.

Primeiros/as subscritores/as:

Miguel Reis (Professor, Movimento Escola Pública), Helena Dias (exPresidente da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais, Movimento Escola Pública), Pedro Feijó (Associação de Estudantes da Escola Secundária Luís de Camões), Paulo Guinote (Professor, Autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”), Maria José Viseu (Presidente da CNIPE: Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação), António Avelãs (Professor, Presidente do SPGL – Sindicato dos Professores da Grande Lisboa), Ricardo Silva (Professor, Presidente da APEDE – Associação Portuguesa em Defesa do Ensino), Maria do Rosário Matos (Professora, Directora do Agrupamento de Escolas Francisco Arruda), Manuel Sarmento (Investigador, Professor da Universidade do Minho), Mário Nogueira (Professor, Secretário Geral da FENPROF – Federação Nacional de Professores), Manuel Reis (Estudante da Escola Secundária de Bocage), Manuela Mendonça (Professora, Coordenadora do SPN – Sindicato de Professores do Norte) António Amaral (Presidente da FERSAP – Federação Regional de Setúbal das Associações de Pais), Ramiro Marques (Professor, Autor do blogue “ProfAvaliação”), Luiza Cortesão (Professora Emérita da Universidade do Porto, Presidente da Direcção do Instituto Paulo Freire de Portugal), Joaquim Sarmento (Professor, MEM -Movimento Escola Moderna), Octávio Gonçalves (Professor, PROmova – Movimento de Valorização dos Professores), Maria José Vitorino (Professora, Bibliotecária), João Madeira (Professor, Historiador), José Carlos Leitão (exPresidente da Federação das Associações de Pais de Vila Nova de Gaia), Ilídio Trindade (Professor, MUP – Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), Paulo Sucena (Professor, exPresidente da FENPROF), Albino Almeida (Presidente da CONFAP – Confederação Nacional das Associações de Pais), Universina Branca Coutinho (Jurista, ex Presidente da Federação de Pais do Concelho da Amadora), André Portas (Associação de Estudantes da Escola Secundária Luís de Camões), Vítor Sarmento (exPresidente da Confederação Nacional das Associações de Pais).

Craig Thompson