Terça-feira, 27 de Abril, 2010


(The) Royle Family

Certamente no meu Top 5 particular, quiçá no topo mesmo…

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E como é que se co-responsabilizam as famílias? O artigo 22º do estatuto do Aluno presta-se sempre a estas coisas…

Já repararam que se foram as provas de recuperação, mas ficou uma coisa que nem se percebe bem o que é, tirando que faz lembrar algo pior do que…

1 – Sempre que um aluno apresente excesso de faltas, tendo por referência os limites do artigo anterior, deve ser objecto de medidas de diferenciação pedagógica com o objectivo de promover aprendizagens que não tenham sido realizadas em virtude da falta de assiduidade, devendo a respectiva família ser informada e co-responsabilizada.

Eu sei que esta é demasiado fácil, mas não resisto:

Artigo 20.º

Faltas injustificadas

1 – As faltas são injustificadas quando:

a) Não tenha sido apresentada justificação para elas;

Ou mesmo o Carlos César

“Magalhães” não serve para os Açores

O computador não serve para o arquipélago e o Governo dos Açores decidiu adquirir outro tipo de equipamento para as escolas do primeiro ciclo, já no próximo ano lectivo.

Desta vez, os computadores vão ficar anexos aos estabelecimentos de ensino.

A decisão do Governo partiu do resultado de um inquérito feito este ano às crianças açorianas e os dados revelaram que o computador é uma mais valia para a sala de aula, mas que o modelo “Magalhães” não funciona.

Lina Mendes, secretária açoriana da Educação afirmou à Antena 1/Açores que “alguns alunos não levavam o computador para a escola e, por outro lado, houve encarregados de educação que não aderiram à iniciativa”.

Quanto ao Continente, o que é preciso é ter calma que não está garantido que este seja mesmo ano de eleições. Caso a crise tenha desenvolvimentos, certamente a maravilhosa ferramente pedagógica surgirá com celeridade.

À minha petiza, aluna do 1º ano, quando me perguntou porque  no hay Magallanes aproveitei para dar uma lição de Introdução ao Marketing Político e expliquei-lhe que, não sendo ano de eleições, nem a torradeira azul chega, nem a cãmara acaba as obras que há mais de seis meses impedem que a rua da sua escola tenha saída e sejamos todos obrigados a fazer inversão de marcha na hora da entrada e fecho das aulas, o que proporciona sempre uma certa e determinada confusão e me faz preferir deixar o carrito bem longe e fazer parte do trajecto a pé. Não desengorda, mas impede a subida do stress perante a incivilidade alheia…

em forma de u e até outro dia

Nestas entrevistas com guião mais ou menos definido há sempre que procurar o grão de areia na engrenagem.

Desta vez, é mesmo a finalizar…

Quando é que vai renovar a sua equipa?

Renovar a minha equipa?!

Não pretende?

Não, não pretendo. Tenho a sorte de ter uma equipa que é muito consistente e estamos a trabalhar em pleno. O que temos vindo a fazer é de modo a nos identificarmos, e também com a linha do Governo. Pretendo que ao longo do mandato esta equipa se mantenha.

É que não é e agora que se sabe que alguém está chateado por ter sido atropelado em público (e anote-se a forma cortês como o parceiro preferencial sempre poupou publicamente o principal protagonista ministerial nas negociações…), mas que até agora seria politicamente complicada (e uma catástrofe em termos de carreira pessoal) uma demissão.

Quanto ao outro, mais do que trocá-lo seria interessante provar que existe. Do tipo, uma declaração da junta de freguesia, ou da portaria do ME, a confirmar que não é apenas um nome no organigrama…

Há uns dias Helena Matos escrevia, erradamente, no Público que os alunos eram carne para canhão nas lutas entre sindicatos e ME.

A verdade é que a carne para canhão é a dos docentes, como se fossem marionetas manipuladas por dois bonecreiros em disputa. É contra isso que nos devemos insurgir e não ter receio do epíteto de corporativos (acenada antes pelo ME e agora por alguns comissários sindicais destacados aqui para o blogue).

Pensava-se que ao aceitar ser ministra iria romper com a conflitualidade entre professores, sindicatos e ministério. Conseguirá que os professores pendam para o ministério e não para os sindicatos?

Até tenho uma ambição maior: queria que houvesse uma harmonia de forma a que tivéssemos um entendimento, embora com divergências. Mas não podemos viver com divergências e sem conflitualidade permanente porque é péssimo na relação humana. É preciso que as pessoas dialoguem, que possam mostrar que há pontos de vista que são divergentes e que, quando se chega à decisão, que prevaleça a decisão mais benéfica para o país, para os que estão no sistema educativo e para os alunos.

A ver se nos entendemos: o conflito no mandato anterior foi entre a classe docente e a tutela, sendo que os sindicatos são os representantes institucionais à mesa das negociações.

Pelos vistos, neste mandato teremos de seguir o mesmo caminho, se necessário à cotovelada. De novo. O que já cansa.

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