Segunda-feira, 26 de Abril, 2010


(A) Quinta Dimensão

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Discordo disto:

Aprovado um Plano de Acção que orientará a acção dos professores e educadores e a intervenção e organização da FENPROF nos próximos três anos. Neste, ficam três orientações estratégicas centrais: valorizar a escola pública, construir o sucesso educativo e organizar a luta, agindo no quadro da especificidade da profissão, mas integrando, cada vez mais a acção no âmbito mais geral dos trabalhadores, designadamente no quadro da Frente Comum e da CGTP-IN.

Talvez por isso, e por calcular o que aí vinha, tenha escrito um texto há coisa de um mês, do qual vou extrair duas passagens

Nos tempos actuais em que a pressão sobre a classe docente se faz sentir no sentido da sua crescente diluição no contexto de uma indiferenciação dos trabalhadores da Função Pública é, mais do que nunca, essencial que os educadores e professores reforcem os seus laços identitários, tanto para dentro como para fora da própria classe docente.
Vou tentar abordar esta questão de um modo sistemático, começando pelas pressões mais evidentes e procurando sugerir algumas formas de lhes resistir.
Comecemos pelas pressões: a mais forte é exercida pelo poder político do estado que tutela o sector da Educação, em especial por parte de todos aqueles que consideram que todos os corpos do funcionalismo do Estado se devem transformar em peças intermutáveis de uma engrenagem formada por mecanismos similares, independentemente da função que desempenham num dado momento.
Esta visão surge com a validação teórica dos defensores de um Estado mínimo, reduzido na sua orgânica às suas funções mais básicas e o pretexto pragmático da necessidade de reduzir as despesas públicas em virtude da situação económico-financeira de crise.

(…)
Uma segunda origem da pressão para a indiferenciação dos trabalhadores da Função Pública resulta de interesses, nem sempre assumidos, de diversas das suas tradicionais organizações representativas (como é o caso dos sindicatos) por considerarem que a união de todos os trabalhadores, em lutas comuns resultantes de causas comuns, tem maiores possibilidades de sucesso contra o seu empregador, ou seja, o Estado-patrão.
É nesse sentido que se desenvolvem estratégias de diluição das diferenças entre grupos profissionais em nome de uma solidariedade resultante do estatuto comum de funcionários públicos, independentemente da função, carreira ou posição.

Estive há pouco ao telefone com uma pessoa amiga que me contou, de novo, a estória que se passou na escola dele, que eu até conheço, bem como à actual directora, que por mim não nutre extrema simpatia, dados os antecedentes quando ainda ainda nem profissionalizados éramos, mas já ela se achava fidalga.

Com razão.  Mas prescindo dos detalhes por enquanto, apenas anotando que chegou a directora e vai demonstrando tudo aquilo que já se adivinhava há mais de 10 anos atrás.

Mas dizia eu que essa pessoa amiga me contava como se tinha vingado tal directora no(a)s colegas que não entregaram OI.

Não lhes negou a avaliação, mas ao que parece distribuiu uns Regulares, com pretextos diversos. E ao que parece as pessoas foram-se calando, o que acho estranho. Regulares? Prata da casa, daquela que até fazia parte da elite dominante?

Só mesmo vendo uma ou outra ficha com a avaliação lá inscrita e a respectiva fundamentação.

Porque  já várias vezes disse uma de duas coisas:

  • As tiranias existem muitas vezes porque há quem as suporte, tanto no sentido do apoio quanto da demissão da resistência.
  • Os abusos de poder combatem-se, nestes casos, com a demonstração documental das injustiças.

Mas enquanto o medo impera, naquele receiozinho do horário do próximo ano… nada feito.

Fica bem… nem sequer acho muito criticável (mesmo se acho que se vão arrepanhar por aí algumas almas mais internacionalistas e que ainda sonham com o António…), só que me parece assim a modos que coiso.

Alunos devem respeitar a bandeira e o hino nacional

A bandeira e o hino nacional vão voltar a estar inscritos enquanto “valores” que os alunos “têm o dever de conhecer e respeitar”. Esta é uma das novidades do projecto do novo Estatuto do Aluno aprovado pelo Governo na quinta-feira passada. O projecto foi enviado para a Assembleia da República para debate e votação.

Um dos novos artigos estipula um quadro de referências que deve ser conhecido e respeitado pelos alunos “enquanto matrizes de valores e princípios de afirmação da humanidade”: São elas a Constituição, a bandeira e o hino, enquanto símbolos nacionais, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, a Convenção sobre os Direitos da Criança e a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Dívidas das autarquias ultrapassam os 7 mil milhões de euros

À Esquerda, a bandeira da regionalização tem tanto interesse e relevância para solucionar a crise de onde não iremos sair durante muito tempo, quanto a da revisão constitucional à Direita.

Eu sei que o Poder Local é uma conquista da Democracia.

Mas, já agora, não era boa ideia que ele – para além de rotundas e inaugurações em ano de eleições – demonstrasse que estava em velocidade de cruzeiro 8no bom sentido) antes de acrescentarmos um patamar de despesismo à estrutura do Estado?

Eu sei que criaria empregos, mas não daqueles que precisamos…

Uma em cada três autarquias registou prejuízos em 2008. A conclusão é de um estudo sobre o poder local. O documento revela também que as dívidas dos municípios são já superiores a sete mil milhões de euros.

Agradecendo à Associação Nacional de Professores o envio.

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Aguiar Branco, ontem, no Parlamento, citando Rosa Luxemburgo, Sérgio Godinho e Lenine. Memorável. Ou quase. Porque nem todo o “povo” ou “iniciativa privada”, como lhe queiramos chamar, tem a possibilidade de se aboletar a contratos com o Estado que ele (Aguiar Branco) certeiramente chamou reaccionário.

A reacção facial de espanto e estranheza dos Dupondt da bancada governamental só ajuda a demonstrar a sua completa ausência de capacidade autocrítica e/ou sentido de humor.

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