Sábado, 24 de Abril, 2010


(The) Office

Bloopers

Versão americana.

O Plano Inclinado sempre é hoje!

Há coisas que são por demais divertidas para as deixarmos passar em claro. Uma delas é esta tirada de Mário Nogueira no discurso de encerramento do congresso da Fenprof:

Mas queremos e exigimos ter como interlocutor um Ministério da Educação e não uma Secretaria de Estado dependente da Presidência do Conselho de Ministros. Sabemos que o ME integra o Governo, mas não aceitamos que cada decisão do ME, para ser tomada, dependa de um telefonema para o Gabinete do PM. Se assim for, então que o PM assuma as suas responsabilidades e negoceie directamente connosco. Se não o faz, e não tem de o fazer, teve de reconhecer competência política à equipa do Ministério da Educação.

Ora bem, não quero ser presunçoso, mas parece-me que tem sido isto que eu digo há semanas. Estranho é o idílio que foi mantido durante três meses com a tal secretaria de Estado sem autonomia.

Mas não é verdade que durante o próprio dia (e noite) do acordo tudo só foi decidido após os sacramentais telefonemas?

Levaram mais de 100 dias para o perceber ou andaram iludidos que os telefonemas acabariam por funcionar? Vá lá, já que começaram a desfiar a estórinha, levem-na até ao fim…

Eu poderia alinhavar diversas ligações para posts em que afirmei claramente e em tempo útil aquilo que Mário Nogueira só verbaliza agora, depois de nada ter sido alcançado para além da letra estrita do acordo.

Mas basta-me esta passagem, nem de propósito escrita no dia 31 de Dezembro de 2009, antes do acordo e antes de mais de três meses de letargia por parte daqueles que se dizem sempre mais lúcidos, mais firmes, mais perspicazes, mais experientes, mais tudo:

Não há que enganar; como nos bons velhos tempos em que o António ocupava várias pastas ao mesmo tempo, em particular as mais sensíveis, o José é, mesmo que não formalmente, o verdadeiro Ministro da Educação e Teixeira dos Santos o seu secretário de Estado.

(…)

Isabel Alçada é, infelizmente, apenas um rosto para as relações públicas e Alexandre Ventura o pretenso negociador que demora trinta palavras para dizer o que se perceberia em dez.

“Uma organização como esta incomoda muita gente!…”

Na história da democracia portuguesa – que amanhã comemora mais um aniversário – têm sido muitos os momentos em que as organizações que lutam pelo futuro e pelos direitos dos cidadãos sofrem os mais variados ataques movidos por pessoas e entidades instrumentalizadas pelo poder político e pelos interesses estabelecidos.

O boato, as tentativas de divisão, a mentira, são alguns dos instrumentos. Mudam-se os tempos, alteram-se também os recursos e os expedientes destas campanhas. Hoje, esses “agentes” ao serviço do passado escondem-se por detrás dos blogues e dos SMS. Outros põem-se em bicos de pés para serem citados por alguma comunicação social.
Apesar das diferenças, os objectivos são os mesmos: fragilizar o movimento sindical docente e em particular a sua organização mais forte, mais representativa e mais combativa.

Contemplando o vasto pavilhão onde hoje termina o 10º Congresso da FENPROF, com quase mil participantes, empenhados numa das maiores iniciativas sindicais do País,  um repórter fotográfico comentava perante os colegas: “De facto, uma organização como esta incomoda muita gente!…” / JPO

E será que Jardim, em seu tempo moçoilo, também se escusou a comemorar o 28 de Maio?

PSD-Madeira recusa comemorar 25 de Abril

Eu sei que o trocadilho é tristonho e carente de imaginação, mas este post de Eduardo Pitta (uma dupla consoante fica sempre bêim à esquerda, assim como Lourdes em vez de Lurdes) merece um reparo apenas medianamente sarcástico, já que por lá não há possibilidade de comentar.

É assim, caríssimo Educardo, se me permite a ousadia de me dirigir a si que desconheço em particular ou geral:

  • Há professores contratados (e não só) que fizeram o seu trabalhinho todo e bem nas suas escolas e se submeteram à avaliação tendo classificação de 9/10 mas, por falta de quota disponível, tiveram avaliação qualitativa de Bom e não de Excelente como seria de esperar num sistema, digamos, justo…
  • Há professores contratados (e não só) que fizeram o seu trabalhinho todo e ligeiramente menos bem do que os anteriores  nas suas escolas (que não são as mesmas dos anteriores) e se submeteram à avaliação tendo classificação de 8/10 mas, por existir quota disponível, tiveram avaliação qualitativa de Muito Bom.

No actual sistema de graduação profissional são os segundos a ser bonificados, por via da menção qualitativa, e não os primeiros, podendo estes ser ultrapassados por aqueles no dito concurso.

Percebeu agora o problema?

Está explicado de forma óbvia e não ululante?

Muit’agradecido pela atenção, se a dispensar, e para a próxima não hesite em escrever sobre algo que perceba.

Eu, por exemplo, dificilmente ousaria escrever sobre poesia.

Já agora… a terra não é exactamente redonda, é achatada nos pólos. Mas só um poucochinho.

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