Sexta-feira, 23 de Abril, 2010


Grupo Babel inaugura hoje livraria inovadora em Lisboa

Com a mesma origem:

Recordando o histórico dos três últimos anos de acção da FENPROF, Mário Nogueira realçou que “nunca virámos a cara à luta, mas também nunca entrámos em becos sem saída”, nem “alimentámos aventureirismos”, aludindo à oportunidade e à importância do acordo alcançado com a nova equipa ministerial.

É bonita esta forma de assumir os actos do passado recente, só faltando ficar perceptível uma ou duas coisas, a saber:

  • Se divulgam as actas daquela maratona negocial para percebermos – enfim! – se só se acordou exactamente o que ficou no acordo ou se houve algo mais desde o início, apesar do que tem sido negado (isto acreditando que as actas foram já feitas, lavradas e assinadas…).
  • Se as vias negociais que se anunciaram abertas graças ao acordo ainda estão abertas ou se apenas se anda a perder tempo porque o engenheiro é que tem a chave da porta. É que neste momento é o ME que está em dívida, numa imensa dívida…

… até porque é sabido que o professor Rogério Fernandes foi o orientador do meu doutoramento e tenho-lhe uma inegável dívida de gratidão pela liberdade imensa que me permitiu.

Separei esta passagem do resto do comunicado exactamente para não confundir as coisas e misturar ironias com coisas sérias…

(…) evocação de alguns dirigentes entretanto desaparecidos – Adriano Teixeira de Sousa, José Costa, Nuno Rilo, António Costa Carvalho, José Paulo Serralheiro e Rogério Fernandes –

Do site da Fenprof:

Depois de uma intervenção inicial do grupo coral Cantares de Évora, da projecção de um videograma sobre as acções de luta dos professores, (…) o Secretário-Geral evocou o final do congresso anterior para recordar que a Federação honrou os compromissos aí assumidos e que, “três anos passados, categoria há só uma – professor e mais nenhuma”.

Agora digam-me lá se não há coincidências do caraças!


Mas não é o próprio comunicado do Conselho de Ministros que considera pouco justo o modelo anterior?

PS não aceita votação de diploma para retirar avaliação de concursos

Apesar do pedido do PCP, o PS rejeitou esta votação com Jorge Lacão a dizer depois que o modelo aprovado em Conselho de Ministros «não deita para o lixo» as linhas do anterior.

De qualquer modo, assim se vê que a via parlamentar também tem a perna curta…

Inquérito aponta atenuantes a porteiro da escola de Leandro e remete para processo disciplinar

(…)

As conclusões estão expressas no relatório do inquérito conduzido pela autarquia de que vai ser dado conhecimento à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e à restante comunidade educativa.

“Não se pode sacrificar o funcionário única e exclusivamente neste caso”, disse o presidente da Câmara, José Silvano, apontando que o inquérito encontrou diversas atenuantes na actuação do porteiro.

O inquérito concluiu que na data “não existiam quaisquer regras de controlo da saída de alunos durante o período de almoço e que, de acordo com as declarações do funcionário “era difícil, no meio de cerca de quatrocentos alunos, saber quais eram os que tinham autorização para almoçar em casa, e quais eram os que teriam que almoçar na escola”.

O porteiro disse ainda que “os alunos têm por hábito sair da escola saltando as grades de vedação” e que no dia 02 de Março “não viu sair ninguém pelo portão da escola, não se recordando, porém, se estava a atender o telefone naquela altura”.

A acumulação de funções é outras das atenuantes apontadas ao porteiro que segundo o inquérito apurou “acumula a função de controlo das entradas e saídas com a função do serviço de ligações telefónicas, devendo assegurar todo o movimento de comunicações entre a escola e outros serviços”.

E a acumulação de funções resulta de que factores? Falta de funcionários para assegurar o funcionamento normal da escola? E a existir essa falta de quem é a responsabilidade?

Não conheço o caso em concreto mas, pelo conhecimento que tenho de situações similares, tanto pode ter acontecido uma falha individual como pode ser a consequência de deficiências do modelo actual de distribuição dos funcionários pelas escolas, numa dependência algo híbrida entre as autarquias e os órgãos de gestão….

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