FENPROF reúne esta quarta-feira, dia 21, na Provedoria de Justiça

A demonstração teórica das incongruências revela um interessante trabalho de casa que nem sempre surgiu em outras matérias.

No entanto esta passagem deixa-nos um pouco confusos quando à validade do princípio: é só para este ano, porque é o problema em mãos, ou é só este ano porque…

Face a esta situação, a FENPROF considera que a avaliação de desempenho não deverá este ano ser considerada para efeitos de graduação dos candidatos ao concurso, bastando que seja prorrogada a norma prevista para o ano transacto. Nesta fase de candidatura, muitos professores, para poderem concorrer, são obrigados a considerar classificações que não lhes foi atribuída, sob pena de não poderem ser candidatos. Por outro lado, por colocarem essas classificações, poderão ser excluídos do concurso, caso as escolas não as validem.

Na fase de “aperfeiçoamento de candidaturas”, que decorrerá entre 3 e 6 de Maio, poderá este “campo” da avaliação ser eliminado. À FENPROF parece ser essa a solução justa, recordando-se que o próprio Governo (ou a Assembleia da República, pois é recente o consenso gerado entre os diferentes grupos parlamentares, em reunião realizada na Comissão de Educação e Cultura, no dia 15 de Abril) poderá tomar a iniciativa de a viabilizar.

Quanto à intervenção do Parlamento, a acontecer uma coligação que derrote o PS nesta matéria, salvaria parcialmente a face dos negociadores (ambos firmes e hirtos no confronto), deixando o engenheiro algo entalado.

Ou seja, é uma solução que talvez agrade a 99,9% dos intervenientes neste processo.