Segunda-feira, 19 de Abril, 2010


Kung Fu

Os anos 70, ahhh os anos 70…

E o Bruce Lee já se tinha ido juntar a Jesus e Marx…

(c) MVaz

As tropas estão cansadas, pá. E adormecidas… E quem é que ajudou a adormecê-las pensando que…

Fenprof ameaça Ministério da Educação com nova “guerra”

(…)
“Se o que esta equipa ministerial quer é guerra, é guerra que vai ter. Não chegámos onde chegámos para agora ficarmos com uma decisão de teimosos”, afirmou o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, à saída de uma reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.

Ministério garante não ter havido compromisso sobre avaliação de desempenho

O Governo garantiu hoje que todos os problemas relacionados com o concurso de professores que tenham uma solução técnica serão resolvidos e sublinhou que nunca houve um compromisso para a avaliação de desempenho não ser considerada
«Nunca existiu nenhum compromisso da parte do Ministério da Educação no sentido de que a avaliação do desempenho docente não fosse um dos critérios a tomar em consideração para a graduação profissional para efeitos do concurso», disse o secretário de estado Adjunto e da Educação.

Eu sei que o calendário das provas de aferição é ingrato. Por um lado não pode ser demasiado perto do final do ano lectivo para que a classificação das provas possa ser feita em tempo útil, mas se é demasiado cedo obriga os docentes a comprimirem parte da planificação dos conteúdos programáticos para estarem leccionados um mês antes do final das actividades lectivas.

Não é uma coisa muito agradável, em especial quando quem tem de trabalhar assim ainda é chamado para corrigir as provas.

Em circunstâncias normais, este ano as provas deveriam calhar na semana de 17 a 21 de Maio, já que a de 24 a 28 de Maio poderia ser demasiado tarde para o trabalho dos correctores e falo por experiência e quase certamente por destino traçado este ano.

Qual não foi o espanto quando chegaram as datas e se descobriu que este ano a prova de Língua Portuguesa seria a 5 de Maio e a de Matemática no dia 7.

Isto significa um mês e meio antes do final do ano lectivo, forçando ainda mais a compressão dos conteúdos previstos para os 4º e 6º anos.

E eis que, nos últimos dias, tomo conhecimento das razões adiantadas pelo Júri Nacional de Exames para o avanço de duas semanas na realização das provas.

A primeira delas é que as Unidades de Aferição solicitaram mais tempo para os correctores classificarem as provas. E o JNE acedeu e decidiu adiantar a realização das provas uma semana. Algo relativamente razoável.

O que significaria que as provas se realizariam de 10 a 14 de Maio.

Mais eis que, como num passe de mágica, se descobre que o Papa Bento XVI vem a Portugal e o Governo português decidiu distribuir um maná de tolerâncias de ponto durante essa semana.

E vai de adiantar mais uma semana a realização das provas.

Que ficaram para os referidos dias 5 e 7 de Maio.

Ou seja – e repito isso – a mês e meio do final do ano lectivo, obrigando a malabarismos imensos para leccionar os conteúdos do programa, mais a obrigação de deixar 45 minutos semanais para o PNL, enquanto andamos ainda em formação extra-horário normal para os novos horários de Língua Portuguesa.

O que só pode significar que alguém anda claramente a brincar com o trabalho quotidiano nas escolas, desrespeitando por completo qualquer tipo de planificação que se queira fazer com um mínimo de rigor, nem que seja a médio prazo.

É assim que as senhoras e senhores do ME acham que as coisas se tratam com rigor?

É este o tipo de cultura de avaliação que querem promover?

Fazendo as datas das provas de aferição dançar conforme as festividades e comunicando isso a escolas, professores e alunos já com o 2º período bem avançado?

Cronograma distendido no tempo, embora eu estranhe que só agora arranque quando já foi anunciado há uns bons meses.

Continuo a achar curioso que estas metas de aprendizagem venham a ser definidas depois do trabalho que está a ser feito em termos de reforma dos programas de Língua Portuguesa e Matemática.

A equipa coordenadora, pela sua constituição, promete mais do mesmo que temos tido. Três nomes transitam (ou acumulam) do CCAP formado por Maria de Lurdes Rodrigues.

Requerer Certificação de Competências TIC

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