Sábado, 17 de Abril, 2010


I, Claudius

Ou a primeira vez em que eu, a sair da criancice, fiquei maravilhado pela televisão sem ser pelo Speedy Gonzalez, a Pantera ou o Pernalonga.

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Uma das coisas boas da caça ao papel desta tarde foi o prazer de reencontrar esta folhinha marota que há muito procurava e estava a meio metro das minhas mãos.

Trata-se do primeiro rascunho da declaração comum dos cerca de trinta presentes numa reunião realizada em finais de Janeiro de 2008 e que juntou gente como parte do núcleo fundador da APEDE, diversos colegas aqui da zona do deserto, outro da linha de Cascais e alguns do(a) comentadore(a)s que ainda aqui passam pelo Umbigo, vindos de diversos pontos do país.

Os gatafunhos a azul são meus, prometendo eu um livro ou separata da minha esquisita bibliografia a quem adivinhar quem é a pessoa que escreveu a declaração de compromisso naquele final da manhã. Claro que não pode concorrer ninguém que tenha lá estado e não se esqueçam que eu também fiquei com a lista de presenças e lembro-me de quem não assinou o papel. Nada de batotas.

A declaração final foi algo diferente, mas os pontos principais acabaram cumpridos em calendários diversos: a APEDE foi criada, a frente jurídica independente acabou por aparecer como se lembrarão, assim como a luta por algum espaço na praça mediática.

Embora pelas 7 da tarde parecesse tudo perdido com a DGCI a não aceitar a submissão da minha declaração de IRS.

Eu explico: acho que neste milénio entreguei a minha declaração quase sempre no último dia. Nos três últimos anos fui melhorando (em 2007 foi já depois das 23 horas do último dia, em 2008 cerca das 22 horas e o ano passado pelas 18 horas, salvo erro, do derradeiro dia antes da multa).

Este ano tinha prometido entregar pelo menos um dia mais cedo, o que foi facilitado pelo prolongamento até ao dia 18. Cumpri a custo e depois de uma luta hercúlea com a papelada para conseguir (re)descobrir o artigo da matriz cá da casa e, pelo caminho, o código da freguesia.

Ao que consta a simulação, receberei coisa de um ordenado mínimo de volta. Menos de metade do ano passado.

Ministra diz que avaliação do desempenho vai contar para concurso

A ministra da Educação garante que a avaliação do desempenho vai contar para a graduação dos candidatos ao concurso de colocação de professores que já levou os sindicatos a marcarem uma manifestação em frente ao Ministério da Educação. Isabel Alçada garantiu, esta manhã, que o ministério mantém a decisão.

«Compreendo que as organizações sindicais manifestem a sua posição, mas o ministério da Educação mostrou sempre que esta era a nossa posição», adiantou Isabel Alçada, que está esperançada que as divergências sejam ultrapassadas.

A menos que sejam causadas pelos efeitos da alva companhia, estas afirmações de Isabel Alçada deveriam merecer algum reparo por parte dos negociadores sindicais. A menos que não queiram hostilizar esta equipa ministerial de forma alguma, com esperança na continuação de nada conseguirem.

«Este concurso vai ser regulamentado por todos os elementos que estão disponíveis para fazer uma hierarquização dos candidatos e a avaliação do desempenho é um dos elementos que vai ser considerado nos critérios de apreciação das candidaturas», afirma Isabel Alçada.

As declarações da ministra da Educação surgiram, esta manhã, em Évora, à margem do trigésimo quinto Encontro Nacional das Associações de Pais, promovido pela CONFAP.

A avaliação de desempenho no concurso de professores

O desprezo pela formação científica nos concursos de professores

Publico nas condições que me são comunicadas através deste mail, apenas omitindo a identidade do aluno envolvido.

Olá Ana,
Envio a participação que entreguei na Direcção e é essa que gostaria que enviasses ao Paulo Guinote. Se o Paulo decidir publicar no seu blog eu não me oponho. Pelo contrário. E sem omitir a minha identidade. O meu nome deve constar. Não tenho vergonha de assumir que fui agredida. O contrário, esconder que isso aconteceu, em nada me dignificaria.Perderia o respeito por mim própria e pelos valores que defendo.
A direcção da escola  está a dar-me  o apoio necessário e o conselho de turma também. À excepção de um colega como referi que é o individuo mais achincalhado por aquela e por todas as turmas que lecciona. Por ter características que os alunos não aceitam….Deverá ter medo que o meu caso faça despoletar o dele. Porque convenhamos…há professores que encobrem as situações que vivem nas suas aulas para passarem uma imagem que não corresponde à realidade.
Pertenço ao quadro da  Escola Secundária *********** mas estou destacada por aproximação à residência na Escola Secundária ************. Uma a 15 km da outra.
Agradeço que não seja referenciado o nome da escola e o nome do aluno, caso a minha participação seja publicada.
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Muito Obrigada
Bom fim de semana
bj
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Leonídia
Anexo: PARTICIPAÇÃO DISCIPLINAR GRAVE

Há já muitos anos entrei num concurso (serviu-me de emenda, foi o único!) para docente de uma universidade pública. Não interessa qual agora. Já foi no século passado e apetecia-me mudar de ares.

Foi giríssimo porque aquilo acabou impugnado (não por mim que não gosto de ir para onde não me querem, mesmo se na altura fiquei em 2º atrás do desejado da altura) pois os critérios de seriação dos candidatos foram divulgados depois do resultado do dito concurso.

Mas por cá nada disto é estranho.

No caso da notícia abaixo, que se refere a um dos concursos mais delicados deste país (as histórias são sempre muitas e com muitos apelidos sonantes à mistura), o pretexto é especialmente divertido: para 30 lugares, depois da selecção inicial que implicava obter 14 valores, ficaram 40 candidatos. Perante isso, consideraram serem poucos e aumentaram as notas dos que ficaram de fora e desses houve 8 que conseguiram ser apurados. O que eu gostava de saber que apelidos têm alguns deles…

Concurso para diplomatas tem novo processo judicial

Duas queixas-crime chegaram à PJ e ao DIAP, providência cautelar já está no tribunal

O Concurso de Ingresso na Carreira Diplomática tem todos os ingredientes para se tornar numa novela judicial. Até ontem, contavam-se duas queixas-crime recebidas em envelopes anónimos na Polícia Judiciária e no Departamento de Investigação e Acção Penal e uma providência cautelar. Dentro de dias, um segundo processo por ilegalidades administrativas dará entrada em tribunal.

Segundo soube o DN, alguns candidatos que ficaram fora dos 30 seleccionados estão a ultimar uma queixa contra o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Eles pedem a anulação do concurso público com o argumento de que as regras foram “alteradas a meio do jogo” beneficiando concorrentes que tinham sido eliminados.

A alegada alteração das regras aconteceu no exame escrito de conhecimentos, a quarta prova a eliminar e a última antes das provas presenciais. O júri notou que dos 205 candidatos em prova, apenas 40 tinham obtido 14 valores no teste, a nota mínima para seguir em frente. Por considerar o número demasiado reduzido, julgou “conveniente” subir em cinco por cento todas as notas.

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