Quarta-feira, 14 de Abril, 2010


Fawlty Towers

I know nothing…

Uno, dos, tres…

Ontem distrai-me… mas por muito bom que seja o Frasier, a letra F é de Fawlty.

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Rui Pedro Soares leu entrevista de Figo antes da publicação

O assessor jurídico de Luís Figo, Miguel Macedo, terá enviado a Rui Pedro Soares, ex- administrador da PT, a entrevista concedida pelo internacional português ao “Diário Económico”, a 7 de Agosto de 2009, antes desta ter sido publicada.
Estas afirmações são feitas pelo Ministério Público no despacho da acusação a que a SÁBADO teve acesso, e que foi ontem conhecida.

Na entrevista em causa, conduzida pelo director do económico, António Costa, Luís Figo faz uma avaliação “muito positiva do trabalho” do então primeiro governo de José Sócrates.

Quando o jornalista o questiona sobre a sua orientação de voto nas eleições de 27 de Setembro, Figo responde: “Sempre votei em pessoas e não em partidos políticos. Eu vejo a energia de José Sócrates, a capacidade empreendedora e espero que continue a ter essa capacidade de mobilizar o país. Bem precisamos!”.

Se o Figo apareceu a pequeno-almoçar com o primeiro após um contrao de 750.000 euros, quantos artigos de opinião terão sido feitos após estoutro negócio?

Escritório de Júdice recebeu 460 mil euros da Taguspark

Um administrador do parque tecnológico denunciou várias irregularidades numa carta escrita ao presidente da Câmara de Oeiras. Só o escritório de José Miguel Júdice recebeu 460 mil euros por pareceres jurídicos – mais do que foi pago a Luís Figo. Clique para visitar o dossiê Face Oculta

Incluo imagem, porque o anúncio ainda não tinha link. Acho isto esquisito porque a ideia nasceu para 6ª feira num comentário no blogue do MUP, que pareceu aderir de início à ideia mas já parece ter reservas, e agora aparece para dia 19 por iniciativa da Fenprof.

Próximo passo: Alexandre, aventura-se a falar?

Isto parece um manual sobre como fabricar heróis. Será que tenho paciência para acompanhar o que se deve transformar numa espécie de calvário em matéria de spin?

As classificações atribuídas na Avaliação de Desempenho em 2009 não podem ser factor de Graduação Profissional para concurso

Será que os envolvidos na relação preferencial decorrente do acordo percebem que se meteram numa camisa de onze varas?

Que, por atraso na publicação da legislação necessária ao lançamento de um concurso em condições, já não há hipóteses de todos saírem bem no retrato?

Afinal o que ficou verdadeiramente acordado na noite de 7 de Janeiro? Nada mais do que está no acordo como é oficial (ver aqui a resposta à questão 24) ou algo mais que constará das actas das negociações?

O governo e o ME escolheram o caminho do confronto

Em declaração à imprensa, Mário Nogueira, lembrou que a FENPROF não foi favorável – e trata-se de uma posição de fundo – a que a avaliação de desempenho seja considerada para efeitos de concurso de professores. Antes do mais por uma razão legal: a avaliação de desempenho, na Função Pública, é considerada para efeito de carreiras, para concurso de acesso às categorias, e não de mobilidade.

O governo e o ME escolheram, uma vez mais, o caminho do confronto, ao optar por não ponderar a possibilidade de prorrogar por mais um ano a norma que permite a não consideração da avaliação de desempenho como factor de graduação profissional para efeitos de concurso.

Para além disso, se a questão do SIADAP foi alegadamente usada pelo ME para ajudar a aceitar alguns aspectos do acordo, agora já não funciona?

Vamos lá a esclarecer cabalmente o que deve ser esclarecido.

Será que houve quem tenha achado que conseguia dar um passo maior do que a perna ou tudo anda a esbarrar no engenheiro?

Tanto alarido, em certas alturas,  em defesa dos contratados e serão eles os primeiros sacrificados à real politik?

Ou isto ainda é tudo tango?

(Quanto à parte que avivei na nota do SPGL eu recordaria que já outras «posições de fundo» foram sacrificadas… por exemplo esta. Já havia SIADAP nessa altura…)

TSF, 13,35:

PS manifesta apoio a Alegre após formalização de candidatura

Público, 18.35:

PS desmente apoio a Alegre

Sinceramente, depois do episódio-Soares de 2006, o apoio do PS é uma espécie de presente envenenado.

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