Terça-feira, 13 de Abril, 2010


Frasier

Genérico curtinho.

Bloopers.

… que vamos ter a legislação de que se fala lá pelo dia de Camões.

Porquê?

Uma teoria, que um amigo do blogue ouviu e que eu reproduzo sem uma parte mais conspirativa, é que estarão à espera disto, para a opinião publicada e a oposição estarem distraídas e não se interrogarem ou contestarem os custos do acordo. É a teoria  benigna.

Eu discordo.

Eu acho mais que essa altura é estratégica exactamente porque vai tudo andar a pensar na bola mas, principalmente, porque nessa altura já não haverá margem para contestar seja o que for e o ano de 2009/10 encerrará para balanço com as escolas pretensamente pacificadas, a moeda de troca desejada por todos os protagonistas institucionais. É a teoria maligna.

Porque não estou para pagar SporTV se posso comprar um par de bons livros.

Mas quem está aacompanhar que faça o relato. Eu espreitarei de quando em vez na net.

Que ganhe o melhor e que o melhor não use apito colorido.

Eis o esperado protesto veemente (mas ressalvando sempre a amistosa quase permanência do contacto quase permanente com a tutela).

Isto é tão previsível que me faz recuar mais de 30 anos. Será que os manuais destas coisas, por onde aprenderam aqueles meus amigos que andaram então por estas pastagens em busca de carreira, ainda são os mesmos?

Factor Avaliação não deverá entrar para o cálculo da Graduação Profissional

CONCURSOS PARA CONTRATAÇÃO DE PROFESSORES

A FENPROF manteve durante o dia de ontem (12/04/2010), na sequência do que já acontecera na semana passada, um contacto quase permanente com o Ministério da Educação no sentido de ser prorrogada, por mais um ano, a norma que permite a não consideração da avaliação de desempenho como factor de graduação profissional para efeitos de concurso. Posteriormente, no âmbito da negociação para revisão do regime de concursos, a FENPROF pretende eliminar a influência da avaliação de desempenho, definitivamente, naquele regime.

Repare-se na parte final em que é a Fenprof que elimina a influência da avaliação do desempenho. Não é o ME, não é o movimento sindical, não é a luta dos professores. É a Fenprof.

Parece que voltámos à década e 90 ou à de 80 ou à de 70. Que é o tempo histórico onde foram parando alguns destes brilhantes cérebros que aspiram à manipulação das massas.

Não será por acaso que, dos dois lados da actual trincheira única, ache que os blogues (alguns) só produzem um incómodo ruído.

Isto até poderia ser útil para a classe, caso o que estivesse em causa fosse só (ou principalmente) isso.

O actual ano lectivo continua a decorrer como se quase nada, tirando as caras na 5 de Outubro, tivesse mundado na vida das escolas. Em termos práticos, o regime vigente é o de Rodrigues, Lemos & Pedreira excepto no excelente clima existente nas negociações ME/sindicatos.

Na vida terrena, continuamos quase todos como estávamos. Onde antes não se abusava, continua a não se abusar, onde antes se abusava, os abusos continuam.

Veja-se o caso das provas de recuperação, cujo final foi anunciado já um par de vezes nos últimos meses sem que nada tivesse surgido de concreto a revogar o que existe. Diz-se que é porque não foi ainda aprovado novo Estatuto do Aluno, que não é coisa que se reveja rapidamente e depende da Assembleia da República.

Acredito, claro. Que mais possso e podemos fazer?

Mas vejamos o que isto continua a acarretar no 6º ano de mandato efectivo de Maria de Lurdes Rodrigues à frente das políticas educativas nacionais numa Escola Secundária de onde recebi o seguinte mail e mapa de provas de recuperação:

Olá!

Envio exemplo de calendarização de plano de recuperação para uma aluna dos Cursos Profissionais (diurnos). Aluna essa que se sabe que não mais virá à escola. A directora de curso informou-nos de que se a dita não anular a matrícula este plano repetir-se-à.

É fantástico, não é???!!

G.

Anexo 2 – Enquadramento e programa conferência[1]

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