Vou tentar estar presente, assim não tenha reuniões marcadas para essa tarde. Não necessariamente por causa da questão da Ordem mas mais pela da importância da autoregulação.

Excertos do livro

“A profissão docente pode ser considerada como a mais fundamental e a mais ética das profissões. A mais fundamental, na medida em que todas as profissões de média e superior profissionalidade são aprendidas com professores. E a mais ética, porque nela estão em jogo também a vida psicológica e a formação da consciência moral das crianças, adolescentes e jovens. É verdadeiramente uma profissão do ser humano, com efeitos de vida ou de morte.”

“Uma profissão com tal densidade humana não pode ser o braço desarmado do aparelho de Estado ao serviço de qualquer Governo. Tem uma incomparável responsabilidade profissional de que só ela pode cuidar bem, com legitimidade própria e a autonomia correspondente, através da adopção de elevadas normas profissionais, nomeadamente uma Deontologia que confere aos seus membros o direito e a obrigação de questionar tudo o que ponha em causa os seus valores fundamentais”.

“Um organismo de auto-regulação é uma instância de conjugação da legitimidade pública com a legitimidade profissional para a fusão do valor público da educação com os valores fundamentais da profissão em normas profissionais que sejam princípios reguladores da formação inicial e contínua, da avaliação regular da prática e da eventual sanção da conduta imprópria dos professores”.

“Sendo a dimensão deontológica pedra angular de uma profissionalidade superior, adoptar e supervisionar o respeito de uma Deontologia é um imperativo profissional”.

Cordialmente

João Grancho